CHUVA NO INÍCIO DA PRIMAVERA

 A Primavera começou com chuva, não muita, mas sempre molha. 

 O importante mesmo é que estamos na Primavera, a renovação que eu tanto falo e apregoo, porque mesmo na maior  escuridão  aparece sempre uma luz para nos guiar, assim o queiramos. 

 Há pouco mais de dois anos começei a minha renovação pessoal e ainda estou em reconstrução, acho que estarei sempre, pois todos os dias temos de melhorar algo. E eu ainda tenho tanto a melhorar…

 Amanhã é domingo de Passos na Covilhã. Antigamente dava gosto ver, era uma multidão que assistia e participava nela, mas hoje em dia já não é bem assim, até o percurso diminuiu para menos de metade. As tradições já não são como eram, é um facto. 

 Vou continuar hoje por casa, já fiz umas tarefas domésticas e daqui a pouco vou ver, via computador, o jogo entre o 1º de Dezembro e o Sporting Clube da Covilhã. Quem diria que depois de tantos anos o Covilhã estava a lutar para não descer para a 4ª divisão ou seja Campeonato de Portugal, e o pior é que isso pode mesmo acontecer, sinais dos tempos.   

 Boa tarde!

 Abraço. 






O REGRESSO DA PRIMAVERA

A Primavera está aí!

Primavera é sinónimo de renovação, é o despertar da natureza, em que o sol permanece mais tempo entre nós.

A energia anda no ar, e também nós devemos fazer um reset mental, limpando espaços e iniciando novos projetos.
Tal como as plantas, o nosso corpo reage ao calor e à luz, saindo do estado de "hibernação" do inverno para um estado de ação.

Mas para termos sucesso é importante fazermos por isso;

Intencionalidade: Não basta querer mudar; é preciso definir o quê e como. A energia da estação serve de combustível, mas tu és o motor.

Consistência: Tal como uma planta não cresce da noite para o dia, o sucesso requer rega diária (hábitos e disciplina), mesmo nos dias em que o entusiasmo falha.

Ambiente: Para florescer, precisas de solo fértil. Isso significa afastar o que te drena e rodear-te de pessoas e hábitos que alimentem essa tua nova fase.

Em resumo, por vezes temos de sair da zona de conforto e muito importante, afastarmo-nos de tudo aquilo que nos faz mal, inclusive as pessoas negativas e más influências.

Boa noite para todos nós🍀



UM ABRAÇO PARA O CÉU

 Os anos passam

 as memórias prevalecem 

 a saudade aumenta… 

Nunca por nunca esqueci

da tua fisionomia 

do teu sorriso

do teu beijo

Daqui para o céu

um abraço apertadinho

do teu querido filho

Amo-te Pai 🌹



MEMÓRIAS DO SERVIÇO MILITAR

Local: Hospital Militar Regional nº 2 - Coimbra
ano: 1984
especialidade: Socorrista

10 anos depois do 25 de Abril de 1974, cumpria o serviço militar no HMR2 de Coimbra.
A todos os meus camaradas da altura, um grande abraço, fazendo votos que se encontrem bem.
Para identificação, sou o que estou com a seta azul a indicar (cliquem na foto para ver maior).

Boa tarde para todos nós🍀 



SPORTING NOS QUARTOS DE FINAL DA LIGA DOS CAMPEÕES DEPOIS DE UMA REMONTADA ÉPICA

🍀A tarefa de virar uma desvantagem de três golos era hercúlea, exigia crença e esforço, e o Sporting teve-os. Desde o primeiro toque na bola que os leões caíram em cima do Bodø/Glimt, empurraram para trás os noruegueses, acumularam remates e foram marcando golos. Inácio, Pote e Suárez forçaram o prolongamento onde Maxi Araújo marcou o golo que pôs a equipa na frente da eliminatória. A reviravolta épica do Sporting só acabou nos 5-0 e os leões vão jogar os quartos de final da Liga dos Campeões.

Sublime🍀

Orgulho verde e branco 💚

ÉS ENORME SPORTING!!!



 


A MINHA ESCOLA PRIMÁRIA

Hoje as minhas memórias levam-me ao tempo da minha escola primária, um pouco em jeito de homenagem à minha professora, Dona Rosa, falecida na semana passada.

Da minha casa à escola distavam poucos metros de distância.- saía da minha residência com a pasta bem presa na mão, pisava as velhas pedras da rua Comendador Campos Melo e subia a Fernão Penteado, até dar de frente com a porta da escola da Dona Gabriela Seco.

A sala era pequenina mas acolhedora, nas paredes um quadro de ardósia, mapas de Portugal insular, Ultramarino e Continental e o crucifixo de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Os lugares nas carteiras eram sempre os mesmos, escolhidos pela professora no inicio do ano, o meu era um dos da frente, o que me permitia estar mais atento.
Apesar de na maioria das escolas primárias do Estado Novo as turmas serem constituídas apenas por rapazes ou raparigas, a nossa escola tinha turmas mistas o que facilitava as relações de amizade entre ambos os sexos, apenas o recreio era dividido, a parte de cima ficava para os rapazes pois tinha lá um pequeno campo para jogarmos à bola, com saída por um portão de ferro que ia dar à movimentada rua Rui Faleiro.

Ouvi histórias de amigos meus que tinham professores que lhes batiam a doer e lhes davam muitos castigos, felizmente eu não posso dizer o mesmo- nem eu, nem os meus colegas da altura.

A Dona Rosa era uma pessoa muito serena, quando entrava na sala todos nos calávamos e só nos sentávamos quando ela o fazia.
Tinha uma voz ternurenta e explicava tudo muito bem e explicitamente, escusado será dizer que não precisava mandar calar ninguém, bastava o olhar e continuava a dar a sua lição.
Quando algum de nós se portava mal tinha o seu castigo mas nada que não se aguentasse, não me recordo de nenhum castigo severo que a D. Rosa nos desse- ficar de pé a olhar para a parede ou umas reguadas de vez em quando, nada que não se aguentasse.

Os textos de português da 3ª classe eram os que mais ficaram na minha memória, escritos para as crianças entenderem e lindas gravuras que chamavam a atenção, dou como exemplo "As andorinhas", "A cigarra e a Formiga", "O rato do campo e da cidade", "Egas Moniz e a Honra", etc...

A caligrafia tinha de ser aperfeiçoada e para isso existiam os cadernos de duas linhas, a tabuada tinha de se saber na ponta da língua e sem vacilar, os rios, as serras, as linhas férreas de Portugal e das províncias ultramarinas- saber tudo isto sem pesquisar no Google meus amigo@s não era tarefa fácil 😊
Por isso quando íamos às compras com a nossa mãe o Sr. comerciante fazia as continhas todas de cabeça.

Um exame da quarta classe nesse tempo valia muito, era quase uma formação para um bom trabalho, quem fizesse o 5º ano (hoje 9º) era uma pessoa culta. Infelizmente perderam-se muitos bons valores individuais, pois tiveram de deixar a escola para ajudar os pais no sustento da casa.
Acredito que muitos operários agrícolas e fabris dos anos 60' e 70' podiam ter sido bons engenheiros, advogados ou qualquer outra profissão com formação Universitária.

No fundo, penso que todos os que estudámos nesse tempo, tivemos uma aprendizagem que com os anos se foi perdendo, muito às custas do desenvolvimento e novas tecnologias, a tabuada que tínhamos na cabeça, hoje está ao alcance de uma calculadora, assim as máquinas vão substituindo o trabalho humano e não sei até que ponto o Homem irá ficar escravo da máquina, o futuro o dirá…

Guardarei sempre boas recordações da minha instrução primária e D. Rosa, onde você estiver, obrigado de 💗

Na foto a escola da Dona Gabriela Seco na atualidade, rua Azedo Gneco na cidade da Covilhã.

Boa noite para todos nós🍀



UMA AVENTURA NAS PORTAS DO SOL - CAPÍTULO V

                                              Capítulo V
                                   O final do mistério


O grupo ficou algum tempo em silêncio no Miradouro das Portas do Sol. A noite tinha caído completamente sobre a Covilhã e as luzes da cidade brilhavam espalhadas pela encosta.
O velho António encostou-se ao muro do miradouro e olhou para baixo, para as ruas antigas.
— Quando eu era jovem — começou ele — estas ruas estavam cheias de vida. As fábricas de lanifícios trabalhavam dia e noite. O som dos teares ouvia-se por toda a cidade.
Hélder imaginava as fábricas cheias de trabalhadores.
— E os túneis? — perguntou.
— Serviam para muita coisa — respondeu António. — Para levar água da ribeira às fábricas, para transportar lã, e até para fugir em tempos difíceis.
Quim abriu novamente o mapa antigo.
— Então este mapa foi feito para guardar essa memória?
O velho assentiu.
— O meu amigo… o teu avô… tinha medo que estas histórias desaparecessem quando as fábricas fechassem. Por isso quis criar uma espécie de jogo… uma aventura… para que alguém voltasse a percorrer estes lugares.
Natércia sorriu.
— E resultou.
João olhou para a cidade.
— Passámos pelo Mercado Municipal da Covilhã, pela Igreja de Santa Maria, pelas antigas fábricas… e pelos estendedores de lã.
— E acabámos exatamente onde tudo começou — disse Francisco.
Paulo respirou o ar fresco da noite.
— Nas Portas do Sol.
António tirou do bolso um pequeno objeto embrulhado num pano antigo.
— Ainda falta uma coisa.
Colocou o objeto nas mãos de Quim.
Quando o pano foi aberto, apareceu uma pequena medalha antiga de bronze. Nela estava gravado um tear e a data 1898.
— Isto pertenceu ao primeiro mestre tecelão daquela fábrica onde estiveram — explicou António. — Quero que fiquem com ela.
— Mas porquê nós? — perguntou Natércia.
O velho sorriu.
— Porque foram curiosos. Porque caminharam pela cidade para descobrir a sua história. E porque perceberam que o verdadeiro tesouro não estava escondido numa caixa.
Paulo levantou a medalha à luz do candeeiro.
— Está aqui… — disse ele.
— A história da Covilhã — completou Hélder.
O vento soprou suavemente pelo miradouro, como se trouxesse ecos distantes das antigas fábricas e dos teares que um dia deram vida à cidade.
O velho António começou a afastar-se devagar pelas ruas estreitas.
— Espere! — chamou João. — Voltaremos a vê-lo?
António virou-se apenas uma vez.
— A cidade é cheia de histórias… quando precisarem de ajuda para encontrar outra, talvez eu apareça.
E desapareceu na noite.
Os seis amigos ficaram novamente sozinhos no miradouro. Lá em baixo, a cidade continuava viva.
Quim guardou cuidadosamente o mapa e a medalha.
— Sabem uma coisa? — disse ele.
— O quê? — perguntaram os outros.
— Acho que a Covilhã ainda tem muitos segredos escondidos.
Paulo sorriu.
— Então vamos continuar a procurá-los.
E assim terminou aquela aventura que começou no alto das Portas do Sol, mas que lhes mostrou algo muito mais importante:
que cada rua, cada escada e cada fábrica antiga guarda pedaços da memória de uma cidade.
E enquanto houver quem queira escutá-las…
essas histórias nunca desaparecerão.
                                               

                                                🌿FIM🌿

Bom dia para todos nós🍀



UMA AVENTURA NAS PORTAS DO SOL - CAPÍTULO IV

                                          Capítulo IV
                                    O Túnel escondido


 Os passos ecoavam dentro da fábrica abandonada. As sombras das antigas máquinas de lanifícios projetavam-se nas paredes, enquanto o grupo permanecia imóvel.
— Quem está aí? — perguntou Paulo com voz firme.
A silhueta aproximou-se lentamente, iluminada pela fraca luz que entrava por uma janela partida. Era um homem idoso, de boina escura e casaco gasto.
— Não precisam ter medo — disse ele com uma voz calma. — Eu sabia que um dia alguém iria encontrar este lugar.
— Quem é o senhor? — perguntou Natércia.
— Chamam-me António… trabalhei aqui quando esta fábrica ainda tinha vida.
Hélder olhou à volta para as máquinas antigas.
— Então isto era mesmo uma das antigas fábricas de lanifícios da Covilhã…
O velho assentiu.
— Houve um tempo em que a cidade inteira vivia da lã. As fábricas, os estendedores, a ribeira… tudo estava ligado.
Quim mostrou-lhe o mapa.
— Encontrámos isto.
O homem sorriu lentamente.
— Ah… então chegaram até aqui.
— O senhor conhece este mapa? — perguntou João.
— Conheço… porque fui eu que ajudei a desenhá-lo, há muitos anos.
Todos ficaram surpreendidos.
— Mas para quê? — perguntou Francisco.
O velho apontou para a porta trancada no fundo da fábrica.
— Porque o verdadeiro segredo ainda está por trás dessa porta.
Com um molho de chaves antigas tirado do bolso, António abriu lentamente a fechadura.
A porta rangeu… revelando outro túnel.
— Este é um dos túneis mais antigos da cidade — explicou ele. — Foi usado há mais de cem anos para ligar as fábricas aos pontos mais altos da cidade.
— E vai dar onde? — perguntou Natércia.
O velho sorriu.
— Sigam-me.
O grupo entrou no túnel. Era mais largo que o anterior e as paredes estavam feitas de pedra antiga. Durante vários minutos caminharam por uma galeria ligeiramente inclinada.
O ar começava a ficar mais fresco.
— Estamos a subir — disse Hélder.
Ao longe apareceu uma luz fraca.
Quim acelerou o passo.
De repente chegaram a uma escada de pedra. Subiram lentamente… até encontrarem uma pequena porta de madeira.
António empurrou-a.
A porta abriu-se.
E todos ficaram em silêncio.
Tinham saído… exatamente no Miradouro das Portas do Sol.
A cidade estava iluminada pelas luzes da noite. A serra da Estrela aparecia escura no horizonte.
— O túnel… vinha dar aqui… — disse João admirado.
António explicou:
— Antigamente este lugar era um ponto estratégico da cidade. Quem controlasse as Portas do Sol podia vigiar toda a Covilhã.
Paulo olhou para o velho.
— Então o mapa não era para encontrar um tesouro?
O homem sorriu.
— Era. Mas não de ouro.
Apontou para a cidade.
— O verdadeiro tesouro é conhecer as histórias escondidas da nossa terra.
O vento soprou suavemente no miradouro.
Quim dobrou o mapa com cuidado.
— Aposto que ainda existem mais túneis por descobrir.
António piscou o olho.
— Muito mais do que imaginam…
E naquele momento todos perceberam que aquela aventura… podia estar apenas a começar.

Continua…
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Boa tarde para todos nós🍀 





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