UM DIA SEREMOS APENAS UMA FOTO NA ESTANTE DE ALGUÉM
HEIDI, PEDRO, O AVÔ E A CLARA: AMIGOS QUE NUNCA ESQUECEMOS
Mas a verdadeira magia da Heidi estava na forma como nos fazia sonhar. Sonhávamos com as montanhas, com os campos verdes, com a liberdade de correr sem preocupações, com a amizade sincera e com um mundo onde as pessoas valiam mais pelo que eram do que pelo que tinham.
E talvez seja por isso que, passadas tantas décadas, continuamos a sorrir quando alguém pronuncia aqueles nomes. Porque algumas histórias não envelhecem. Ficam guardadas para sempre no coração de quem teve a sorte de crescer com elas. 💗
"As montanhas continuam lá, os anos passaram, mas a Heidi permanece para sempre na memória de uma geração."
SORROW
Caros seguidores:
Olhem só o que eu descobri, uma das minhas canções preferidas nos anos 70' e 80'.
Mort Shuman a interpretar Sorrow
Feliz sábado!
PROTEJAM A TRANQUILIDADE
Muitas vezes apresentam-se como amigos, pregam o bem, oferecem ajuda e parecem caminhar ao nosso lado. Mas, quando menos esperamos, revelam-se exatamente o contrário daquilo que aparentavam ser.
A paz vale demasiado para ser entregue a quem vive da intriga, da falsidade ou da traição.
Protejam a vossa tranquilidade. Ela é um dos bens mais preciosos que possuem.
A POBREZA ALIMENTA INTERESSES
PORTUGAL - 1 CONGO - 1
A seleção portuguesa de futebol empatou hoje a um golo com a República Democrática do Congo, em encontro da primeira jornada do Grupo K do Mundial de 2026.
Em Houston, nos Estados Unidos, Portugal adiantou-se logo aos seis minutos, por João Neves, servido por Pedro Neto, mas, já nos descontos, aos 45+5, Yoane Wissa restabeleceu a igualdade, que se manteve até final.
Com este resultado, portugueses e congoleses seguem com um ponto, na frente do Grupo K, antes do embate entre a Colômbia e o estreante Uzbequistão, na Cidade do México.
O MEU PEQUENO MUNDO
Nos momentos felizes, rimos juntos.
Nos momentos difíceis, choramos juntos.
E O SPORTING CLUBE DA COVILHÃ VENCEU
Não tínhamos telemóveis.
Não tínhamos redes sociais.
E quando o Sporting da Covilhã jogava em casa, o dia tinha um sabor especial.
Havia quase um ritual.
Almoçava por volta da uma da tarde e vestia a minha melhor roupa. Sim, porque naquele tempo existia a "roupa de domingo". Não importava se éramos ricos ou pobres; ao domingo vestíamo-nos como se fosse um dia de festa.
Depois seguia para a Leitaria Triunfo, onde o Zé Manuel já me esperava.
Por essa hora, a Covilhã estava ao rubro.
Os cafés cheios.
As ruas movimentadas.
Os autocarros chegavam às dezenas, trazendo turistas que vinham conhecer a Serra da Estrela.
A cidade respirava vida.
Depois do café e do inevitável cigarrinho da ordem, pagava ao Sr. Amaral e lá seguíamos em direção ao Santos Pinto.
Pelo Pelourinho, o trânsito era tanto que o sinaleiro mal tinha mãos para o controlar. No Café MONTALTO entravam e saíam pessoas sem parar, como formigas num carreiro.
Pela Rua Ruy Faleiro formavam-se filas intermináveis de automóveis.
Turistas.
Visitantes do Hospital.
Adeptos de futebol.
Toda a cidade parecia caminhar no mesmo sentido.
Lembro-me até de um motorista de ambulância, junto à Papelaria Ferrão, a tentar abrir caminho no meio daquela confusão.
E, curiosamente, ninguém reclamava.
Porque aquela confusão era sinal de uma cidade viva.
Ao longe já se ouvia a música que fazia parte da identidade da cidade:
"Covilhã, Cidade Neve…"
Sentávamo-nos na bancada lateral, do lado do Poço Grande, de onde víamos os jogadores aquecer antes do início da partida.
Tinha chovido na véspera, mas o pelado apresentava-se em boas condições.
E que tarde foi aquela!
Vitória serrana por duas bolas a zero frente ao União de Tomar.
A raça do Fazenda foi decisiva, mas também ficaram na memória o Baixa, o Coimbra e as defesas extraordinárias do Guilherme.
No final do jogo regressávamos a casa.
O trânsito já era menor, embora os carros continuassem a descer da Serra. Os candeeiros começavam a iluminar as ruas e anunciavam a chegada da noite.
Não havia saídas noturnas.
Não havia centros comerciais.
Não havia ecrãs a ocupar cada minuto da nossa vida.
Havia o Domingo Desportivo na RTP 1.
Havia os resumos dos jogos.
Havia a escola no dia seguinte.
E havia aquela sensação maravilhosa de quem tinha aproveitado o dia até ao último minuto.
Estava nos amigos.
Nas conversas.
Nos cafés cheios.
Nas ruas com gente.
No futebol ao domingo.
Quem viveu aqueles tempos sabe exatamente do que estou a falar.
E talvez seja por isso que certas memórias nunca envelhecem.
QUANDO UM DIA DE SOL BASTAVA PARA SER FELIZ
DIA DE PORTUGAL E DIA DA MINHA RENOVAÇÃO PESSOAL
Bom dia caros seguidores:
Hoje é dia 10 de Junho, dia de Portugal, dia de Camões e dia das Comunidades Portuguesas, mas o dia 10 também é de extrema importância para mim, por ser o dia do começo da minha Renovação Pessoal.
Cada dia 9 recorda-me o dia que parei de fumar, já lá vão 14 anos, 5 meses e 1 dia. Cada dia 10 recorda-me o dia que parei de beber bebidas alcoólicas e já lá vão 2 anos e 4 meses.
A partir do dia 10 de Fevereiro de 2024 começou a minha renovação pessoal e o meu próprio rejuvenescimento interior. Sei que muita coisa ainda me espera, mas o mais importante será viver um dia de cada vez, sempre na procura do melhor e rodear-me com tudo o que me faz bem.
Paz, muita paz interior e tudo o resto virá por acréscimo.
Grande abraço.
OS SINALEIROS DA COVILHÃ – GUARDIÕES DAS NOSSAS MEMÓRIAS
A foto que ilustra este texto é de um sinaleiro a controlar o trânsito, precisamente nessa rua.
O NOSSO TEMPO
A VIDA NÃO AVISA
Hoje recebemos um abraço, amanhã daríamos tudo para o voltar a sentir.
Hoje ouvimos uma voz familiar, amanhã procuramo-la na memória.
Não marca hora para partir.
Não pede licença para levar quem amamos.
Não nos dá a oportunidade de voltar atrás para dizer aquilo que ficou por dizer.
Perdoar mais.
Agradecer mais.
Visitar mais.
Amar mais.
Se tens saudades, procura.
Se tens de pedir desculpa, pede.
Se tens de agradecer, agradece.
E se esta fosse a última conversa?
E se amanhã eu já não estivesse aqui... ou tu já não estivesses para me ouvir?
Ama.
Perdoa.
Agradece.
A FALTA DE EMPATIA ATRÁS DE UM ECRÃ
O CAMPO DAS FESTAS
💗Honra lhe seja feita.
EMPATIA
A CARTA (VIA CTT)
UM DIA DE ESCOLA EM 1978
Mais lenta.
Mais simples.
Mais humana.
Aprendíamos amizade.
Aprendíamos a crescer.
Esperava-nos a família.
Esperava-nos mais uma tarde de brincadeiras.
A tecnologia transformou o mundo.
Mas há algo que nunca mudou:
Dos professores.
Dos corredores.
Dos sonhos.
AOS MAIS JOVENS...
A vida passa num instante.
amanhã vão sentir saudades do tempo em que a maior preocupação era brincar, rir e chegar a casa antes de anoitecer.
Os “cotas” podem não saber tudo sobre o mundo moderno…
mas sabem amar-vos como ninguém.
Desabafar não é sinal de fraqueza — é sinal de coragem.
Guardar dores em silêncio pode destruir por dentro até o sorriso mais bonito.
O verdadeiro valor de uma pessoa está no caráter, na humildade e na forma como trata os outros.
Nunca mudem a vossa essência para serem aceites por um grupo.
Quem gostar realmente de vocês ficará pelo coração… não pela máscara.
Pode existir muita gente que goste de vocês,
mas ninguém neste mundo terá um amor tão puro e infinito como os vossos pais.
Sonhem muito.
Errem, aprendam e levantem-se sempre.
e um dia vão perceber que as coisas mais valiosas da vida nunca foram as materiais, mas sim os momentos, os abraços e as pessoas que caminharam ao vosso lado.
ATITUDES
Por mais correto que sejas, haverá sempre alguém para criticar a tua maneira de pensar, agir ou sentir.
Calamo-nos para evitar conflitos.
Sorrimos quando estamos magoados.
Concordamos apenas para sermos aceites.
Prefiro ser verdadeiro e incomodar, do que ser falso apenas para agradar.
Cada pessoa tem o direito de defender aquilo em que acredita, desde que o faça com dignidade e consciência.
O FUTURO QUE IMAGINÁMOS… E O MUNDO QUE ENCONTRÁMOS
Imaginei teletransportes.
Sonhei com cidades futuristas como as das séries e filmes que víamos na televisão.
Vieram os computadores, os telemóveis, a internet, a inteligência artificial… coisas que em 1973 pareciam impossíveis.
E apesar de toda a evolução tecnológica, continuo à espera da maior invenção de todas:
mas, por vezes, parece ter desaprendido o essencial:
o respeito, a empatia, a solidariedade e a capacidade de olhar verdadeiramente pelos outros.
um senhor de fato cinzento e uma criança de calções e sandálias, de mãos dadas num jardim da cidade.
E talvez o verdadeiro futuro não esteja na tecnologia…
mas sim em conseguirmos voltar a ser mais humanos uns para os outros.
COMO ERA LINDO O JARDIM (NOVA VERSÃO)
e aquele jardim foi a minha segunda casa.
Mas para a minha geração era muito mais do que isso.
Era um mundo inteiro de memórias felizes.
Dos arcos, do lago e dos peixes coloridos que nos deixavam encantados?
E ali perto ficavam os “bancos dos namorados”… embora naquele tempo bastasse um abraço mais demorado para aparecer logo o Sr. guarda a dar um raspanete.
Ao longe, os Penedos Altos, a piscina municipal e uma Covilhã muito mais tranquila, onde o relógio da torre marcava o tempo devagar… como se a vida tivesse menos pressa.
Nós éramos felizes com tão pouco.
Brincávamos às escondidas, ao lencinho, aos castelos… até o sol desaparecer.
Os mais velhos passeavam calmamente pelos caminhos do jardim.
Toda a gente se conhecia.
Toda a gente se cumprimentava.
mas dificilmente haverá um jardim com tantas histórias, tantos risos e tanta infância guardada dentro dele.
Continuam vivos… dentro do coração de quem lá foi verdadeiramente feliz.
O CAMINHO DA VIDA
Sempre estiveram.
Mas muitas vezes seguimos distraídos, ocupados demais, magoados demais ou simplesmente perdidos dentro de nós próprios.
mas mudam completamente o rumo da nossa história.
Confiamos nas pessoas erradas.
Insistimos onde já não existe felicidade.
E continuamos a andar, mesmo sabendo cá dentro que aquela estrada já não nos leva a lugar nenhum.
dá-nos sempre novos cruzamentos.
Nem às quedas.
Nem às fases difíceis.
mas quantas vezes tivemos coragem de voltar a encontrar-nos.
SANTOS POPULARES NA CIDADE DA COVILHÃ
eram união, amizade e ruas cheias de vida.
Bastavam umas bandeirinhas, uma grafonola, uma fogueira acesa e meia dúzia de vizinhos com vontade de conviver.
O pão numa mão, a sardinha na outra… e pelo meio os saltos à fogueira e os risos que ecoavam noite dentro.
A cidade parecia uma grande família.
E quem não se lembra dos grilos e das gaiolas compradas na Casa Carrola ou na Casa Cardona?
mas perdeu-se muito da alma daqueles tempos.
A partilha entre vizinhos.
A simplicidade das pessoas.
A felicidade das coisas pequenas.
mas havia mais portas abertas, mais gargalhadas sinceras e mais humanidade.
Era assim a minha Covilhã.
COVILHÃ E NERJA — TÃO DIFERENTES… E TÃO IGUAIS
E uma delas é a emoção que eu sentia nos anos 80 quando esperava ansiosamente por mais um episódio da inesquecível série Verão Azul.
aquela pequena e pacata Nerja de antigamente fez-me lembrar muito a minha cidade, a Covilhã.
Nerja abraçada pelo mar.
Covilhã abraçada pela Serra da Estrela.
A outra respira ar puro de montanha.
Cresceu, evoluiu, ganhou novas avenidas, hotéis, comércio, universidade e vida moderna… mas continua a guardar memórias em cada esquina.
não são apenas bonitos… fazem-nos sentir em casa.
Duas paisagens diferentes… mas com a mesma magia.
Porque há ligações que não se explicam apenas pela geografia… explicam-se pela alma dos lugares e pelas emoções que despertam em quem os vive.
AS SÉRIES E LIVROS DA MINHA VIDA
Não é saudosismo. É aquela saudade boa de quem viveu uma infância simples, mas cheia de magia. Um tempo em que as bancas e quiosques eram verdadeiros tesouros, onde encontrávamos livros de aventuras, banda desenhada e revistas que nos faziam viajar sem sair do lugar.
TEMOS QUE EDUCAR OS NOSSOS FILHOS
mas, ao mesmo tempo, cada vez mais vazias por dentro.
Hoje fala-se muito da violência nas escolas, da falta de respeito, da indisciplina e da frieza dos jovens.
Mas talvez esteja na altura de fazermos uma pergunta difícil:
Quanto tempo damos realmente aos nossos filhos?
Muitos pais chegam cansados a casa.
A vida está difícil, o trabalho desgasta, os problemas acumulam-se… eu sei disso.
Mas enquanto um adulto pensa nas contas, no emprego ou no cansaço, há uma criança do outro lado apenas à espera de atenção.
À espera de uma conversa.
De uma brincadeira.
De um abraço.
De alguém que lhe pergunte:
“Como foi o teu dia?”
E muitas vezes essa atenção é substituída por um telemóvel, um tablet, uma consola ou mais um brinquedo.
Mas nenhum brinquedo no mundo substitui a presença de um pai ou de uma mãe.
Uma criança não precisa apenas de coisas.
Precisa de tempo.
Precisa de afeto.
Precisa de sentir que é importante para alguém.
Porque as crianças que crescem sem diálogo acabam muitas vezes por crescer também sem referências emocionais.
E depois admiramo-nos quando chegam à adolescência revoltados, distantes, agressivos ou incapazes de respeitar professores, colegas e até os próprios pais.
A verdade custa a ouvir:
a escola ensina… mas a educação começa em casa.
30 minutos sem televisão.
Sem telemóveis.
Sem distrações.
30 minutos para brincar, conversar, ouvir e criar memórias.
Porque um dia os nossos filhos vão esquecer muitos dos brinquedos que lhes demos…
mas nunca esquecerão a ausência ou a presença que tivemos nas suas vidas.
E no futuro, aquilo que mais ficará no coração deles não será o que comprámos.
Será o tempo que lhes dedicámos.
NASCI SPORTINGUISTA
Héctor Yazalde, o goleador temível.
Vítor Damas, o eterno guardião leonino.
Rui Jordão, classe pura dentro de campo.
Joaquim Agostinho, um gigante do ciclismo que fazia Portugal parar.
Carlos Lopes e Fernando Mamede, homens que levaram o nome de Portugal e do Sporting mais longe.
Um amor que não se explica… sente-se.
1978
Em 1978 não existiam telemóveis.
Não havia internet, redes sociais, computadores ou televisão por cabo.
Vivia com a minha mãe, a minha avó materna e o meu irmão.
A vida era simples, mas tinha sabor.
Parece pouco?
Naquela idade parecia uma eternidade. 😂
Ele foi buscar o rádio de cassetes a casa e fizemos uma festa como hoje já quase não se vê.
As pessoas confiavam umas nas outras.
E nós só queríamos rir, dançar e aproveitar a vida.
A vida dá voltas incríveis.
Não precisávamos de muito para sermos felizes.
E eu divertia-me horas sem precisar de ecrãs, internet ou baterias.
mas muitas vezes falta-lhes aquilo que nós tínhamos em abundância:
tempo, imaginação e liberdade.
Talvez por isso vivêssemos mais na rua do que fechados dentro de casa.
Nem para dizer que antigamente tudo era melhor.
Dependeu sempre das pessoas, dos momentos e da forma como vivíamos a vida.
mas perdido um pouco da alma pelo caminho.
UMA RUA CHEIA DE VIDA
Uma rua onde as pessoas se conheciam pelo nome, onde as portas estavam quase sempre abertas e onde os cheiros das estações pareciam fazer parte da família.
Antes disso, esperava pacientemente junto ao “Montiel” pelo sinal do polícia sinaleiro… e mal ele autorizava, lá ia eu a correr pela rua fora, como se o mundo inteiro me esperasse no Largo da Capela de São Silvestre.
Na mercearia do Sr. Raúl Paiva levantavam-se as compras da minha mãe e da minha avó.
Em frente ao Jardim Público, a D. São recebia todos na padaria com um sorriso que nunca falhava.
As lojas tradicionais onde toda a gente se conhecia.
As mercearias, padarias e livrarias que davam vida à rua.
Os espaços onde se aprendia música, onde se faziam amizades e onde cada porta guardava histórias.
Os bancos, os pequenos negócios, sempre cheios de gente e movimento.
Cada porta fechada hoje leva consigo um pedaço da nossa memória.
Não havia redes sociais.
Havia futebol na rua, joelhos esfolados, gargalhadas sinceras e adultos sentados nos cafés a conversar horas sem olhar para relógios.
E muitos ainda saíam para a Missa do Galo ou para se aquecerem junto da fogueira.
Mas há coisas que o tempo nunca conseguirá apagar.
continuará sempre a ser a rua onde nasci.
A minha rua.
A rua da minha vida.
