Uma aventura na Estação
Episódio 4 de 5 — A chave do segredo
Na manhã seguinte, Paulo acordou com a imagem da pequena chave de ferro ainda bem presente na memória.
Quem a teria deixado à porta de sua casa? E o que significava aquela mensagem sobre as joias, o chão do barracão e o nome Pacheco?
Uma coisa era certa: a aventura estava a chegar a um ponto em que já não podiam continuar a agir sozinhos.
Depois do pequeno-almoço, Paulo falou com os pais e pediu autorização para receber os amigos na sala durante a tarde. Queria que todos discutissem os últimos acontecimentos com calma, sem voltar a andar pela cidade a horas impróprias.
Os pais concordaram, mas fizeram-lhe uma recomendação:
— Paulo, podes receber os teus amigos, mas não quero ninguém na rua até altas horas. Vocês têm de ter juízo. Uma coisa é brincar aos detetives, outra é meterem-se em sarilhos a sério.
— Tens razão, mãe. Prometo que vamos ter cuidado.
Pouco depois das três da tarde, o Clube dos Seis estava reunido.
Em cima da mesa encontravam-se a fotografia do barracão, o envelope castanho e a misteriosa chave.
Francisco olhou para aqueles objetos e suspirou.
— Antigamente, quando nos reuníamos, o maior problema era decidir quem comia a última bolacha Maria. Agora temos chaves misteriosas, ladrões e ameaças. Confesso que tenho saudades das bolachas!
— Não te preocupes — respondeu João. — Se resolvermos o caso, talvez o Paulo te dê duas!
— Duas? Depois de tudo o que temos passado, acho isso uma ofensa!
As gargalhadas duraram apenas alguns segundos. A preocupação voltou quando Paulo pegou na chave.
— Meus amigos, temos de tomar uma decisão. Ontem à noite, alguém nos deixou isto à porta. Fomos observados junto ao barracão e sabemos que os homens podem estar prestes a retirar de lá alguma coisa.
— E se forem mesmo as joias? — perguntou Natércia.
— É precisamente por isso que acho que devemos contactar a polícia — respondeu Paulo. — Já não se trata apenas de uma curiosidade nossa. Houve um assalto à Ourivesaria Pacheco e podemos estar perante um crime em andamento.
Fátima concordou imediatamente.
— Finalmente! Temos informações que podem ser úteis, mas não sabemos com quem estamos a lidar. A polícia tem meios para investigar sem nos pôr em perigo.
Quim, que até então estivera calado, levantou a mão.
— Há outra coisa. Se o homem de boné nos anda a vigiar, talvez já saiba que temos a chave.
— Então, mais uma razão para não perdermos tempo — disse João.
Paulo decidiu que iria falar com os pais e pedir-lhes que o acompanhassem à esquadra. Levaria a fotografia, o bilhete e a chave, explicando tudo o que o grupo tinha observado.
— E nós? — perguntou Francisco.
— Nós vamos ajudar contando tudo o que sabemos, mas sem inventar nada e sem esconder pormenores. A partir daqui, a investigação tem de ficar nas mãos das autoridades.
— Estou de acordo — afirmou Natércia. — Mas ainda gostava de saber o que está escondido naquele barracão.
Paulo guardou cuidadosamente os objetos.
— Talvez não tenhamos de esperar muito para descobrir.
Pouco depois, Paulo saiu acompanhado pelo pai. Na esquadra, explicou ao agente de serviço os acontecimentos dos últimos dias: a conversa ouvida por Quim junto ao Café Central, os dois homens vistos à saída do Hotel Solneve, as movimentações suspeitas no descampado e a mensagem deixada à porta de casa.
O pai de Paulo confirmou que o filho lhe tinha contado tudo e que considerava a situação suficientemente séria para justificar uma denúncia.
O agente ouviu-os com atenção e examinou os objetos.
— Fizeram bem em vir cá — disse. — Não devem voltar a aproximar-se daqueles homens nem tentar entrar no barracão. Vamos averiguar o que nos contaram.
Paulo sentiu algum alívio.
Pela primeira vez desde o início da aventura, percebeu que não tinham de resolver tudo sozinhos.
Antes de sair, ainda fez uma pergunta:
— Senhor agente, acha que as joias podem estar naquele barracão?
O homem pousou a fotografia sobre a secretária.
— Não posso tirar conclusões sem investigar. Mas uma coisa vos digo: uma pista pode ser importante, mesmo quando parece insignificante. E, por vezes, aquilo que alguém tenta esconder acaba por revelar muito mais do que pretendia.
Paulo regressou a casa com a sensação de que as coisas estavam finalmente a avançar.
Mas a maior surpresa ainda estava para chegar.
Nessa mesma tarde, os seis voltaram a reunir-se na sala de Paulo, desta vez com autorização dos pais e com a certeza de que tinham feito o que deviam.
— E agora? — perguntou Quim.
— Agora esperamos que a polícia investigue — respondeu Paulo. — Não vamos fazer nenhuma visita noturna ao barracão, nem andar a atravessar linhas de comboio. Já arriscámos o suficiente.
Francisco levantou o dedo.
— Proponho que, enquanto esperamos, se faça uma pausa para o lanche. A investigação também exige energia!
A mãe de Paulo apareceu nesse momento com um tabuleiro de sumo e um prato de bolachas Maria.
— Aqui têm. E não se esqueçam de que os vossos pais vos querem em casa a horas decentes.
— Pode ficar descansada — respondeu Fátima. — Hoje não haverá aventuras depois do jantar.
Francisco pegou numa bolacha.
— Ouviram? Hoje a nossa maior missão é chegar a casa antes de anoitecer!
Enquanto os amigos riam, João voltou a observar a fotografia do barracão.
— Esperem um pouco. Há aqui uma coisa que ainda não analisámos devidamente.
Todos se aproximaram.
João apontou para a pequena abertura na parede.
— Se olharmos para a fotografia, a abertura parece estar quase ao nível do chão. Mas, na imagem, vê-se uma sombra que não coincide com a posição do sol.
Fátima pegou na fotografia.
— Talvez tenha sido tirada ao fim da tarde.
— Talvez — respondeu João. — Mas reparem também nisto: a parede parece ter uma parte mais escura, como se tivesse sido construída ou reparada de maneira diferente.
Quim arregalou os olhos.
— Queres dizer que pode haver um espaço escondido atrás da parede?
— É uma hipótese — respondeu João. — E a mensagem dizia para procurarmos onde a luz nunca chega.
Paulo ficou pensativo.
— Se houver um compartimento secreto, a polícia poderá descobri-lo sem precisarmos de lá ir.
Natércia sorriu.
— Afinal, a nossa investigação também serviu para alguma coisa!
O grupo estava mais tranquilo. Tinham comunicado as suspeitas às autoridades, tinham entregue as pistas e já não precisavam de se colocar em perigo.
Mas, quando Paulo começou a guardar os objetos, ouviu-se bater à porta.
Desta vez, era o pai.
— Paulo, está aqui um senhor que diz que precisa de falar contigo. Afirma que tem informações sobre o assalto à ourivesaria.
Os seis entreolharam-se.
— Quem é ele? — perguntou Paulo.
— Não disse o nome. Está à espera no patamar.
O coração de Quim começou a bater mais depressa.
— Será o homem de boné?
Paulo dirigiu-se à entrada acompanhado pelo pai. Os restantes ficaram na sala, mas conseguiram ouvir a conversa.
— O senhor é o Paulo? — perguntou uma voz masculina.
— Sou. Quem é o senhor?
Houve uma breve pausa.
— Não posso ficar muito tempo. Sei quem roubou as joias da Ourivesaria Pacheco. E sei onde estão escondidas.
Paulo ficou sem palavras.
— Então tem de falar com a polícia — respondeu finalmente.
— Já tentei. Mas os homens descobriram que eu sei de tudo. Tenho medo de que me aconteça alguma coisa.
O pai de Paulo interveio imediatamente:
— Se tem informações sobre um crime, não deve tratar disso sozinho. Vamos contactar as autoridades.
O desconhecido hesitou. Depois, retirou do bolso um pequeno papel dobrado e entregou-o a Paulo.
— Entregue isto ao agente que está a investigar o caso. E não confie no homem que anda de boné escuro.
Dito isto, afastou-se rapidamente pelo corredor.
Paulo fechou a porta e regressou à sala com o papel na mão.
— O que aconteceu? — perguntou Natércia.
Paulo abriu o papel.
Lá dentro havia apenas uma frase, escrita à mão:
«As joias estão debaixo do chão do barracão. Mas cuidado: o homem que tem a chave não é quem vocês pensam.»
O silêncio foi absoluto.
Quim olhou para a pequena chave de ferro que continuava em cima da mesa.
— Espera lá! Então quem é que tem a chave verdadeira?
João voltou a observar a fotografia.
— E se esta chave que nos deixaram for uma cópia? Ou se abrir uma porta diferente daquela que imaginamos?
Fátima levantou-se.
— Não vamos tirar conclusões precipitadas. Temos de entregar imediatamente este bilhete à polícia.
Paulo concordou. O pai acompanhá-lo-ia novamente, enquanto os restantes ficariam em casa, respeitando os horários combinados.
Quando Paulo saiu, ainda não sabia que aquela mensagem iria mudar tudo.
Porque, nesse mesmo momento, na esquadra da Covilhã, um agente acabava de receber uma informação que confirmava parte da denúncia do grupo.
O barracão estava sob investigação.
E havia um pormenor que ninguém conhecia: o nome do proprietário do terreno aparecia ligado a uma pessoa que já estava a ser procurada pela polícia.
Quem seria esse homem?
E será que as joias ainda estariam escondidas debaixo do chão quando as autoridades chegassem ao barracão?
Paulo apressou o passo ao lado do pai, sem imaginar que a resposta estava prestes a desencadear o último e mais surpreendente capítulo desta aventura.
CONTINUA NO QUINTO E ÚLTIMO EPISÓDIO…
Na manhã seguinte, Paulo acordou com a imagem da pequena chave de ferro ainda bem presente na memória.
Quem a teria deixado à porta de sua casa? E o que significava aquela mensagem sobre as joias, o chão do barracão e o nome Pacheco?
Uma coisa era certa: a aventura estava a chegar a um ponto em que já não podiam continuar a agir sozinhos.
Depois do pequeno-almoço, Paulo falou com os pais e pediu autorização para receber os amigos na sala durante a tarde. Queria que todos discutissem os últimos acontecimentos com calma, sem voltar a andar pela cidade a horas impróprias.
Os pais concordaram, mas fizeram-lhe uma recomendação:
— Paulo, podes receber os teus amigos, mas não quero ninguém na rua até altas horas. Vocês têm de ter juízo. Uma coisa é brincar aos detetives, outra é meterem-se em sarilhos a sério.
— Tens razão, mãe. Prometo que vamos ter cuidado.
Pouco depois das três da tarde, o Clube dos Seis estava reunido.
Em cima da mesa encontravam-se a fotografia do barracão, o envelope castanho e a misteriosa chave.
Francisco olhou para aqueles objetos e suspirou.
— Antigamente, quando nos reuníamos, o maior problema era decidir quem comia a última bolacha Maria. Agora temos chaves misteriosas, ladrões e ameaças. Confesso que tenho saudades das bolachas!
— Não te preocupes — respondeu João. — Se resolvermos o caso, talvez o Paulo te dê duas!
— Duas? Depois de tudo o que temos passado, acho isso uma ofensa!
As gargalhadas duraram apenas alguns segundos. A preocupação voltou quando Paulo pegou na chave.
— Meus amigos, temos de tomar uma decisão. Ontem à noite, alguém nos deixou isto à porta. Fomos observados junto ao barracão e sabemos que os homens podem estar prestes a retirar de lá alguma coisa.
— E se forem mesmo as joias? — perguntou Natércia.
— É precisamente por isso que acho que devemos contactar a polícia — respondeu Paulo. — Já não se trata apenas de uma curiosidade nossa. Houve um assalto à Ourivesaria Pacheco e podemos estar perante um crime em andamento.
Fátima concordou imediatamente.
— Finalmente! Temos informações que podem ser úteis, mas não sabemos com quem estamos a lidar. A polícia tem meios para investigar sem nos pôr em perigo.
Quim, que até então estivera calado, levantou a mão.
— Há outra coisa. Se o homem de boné nos anda a vigiar, talvez já saiba que temos a chave.
— Então, mais uma razão para não perdermos tempo — disse João.
Paulo decidiu que iria falar com os pais e pedir-lhes que o acompanhassem à esquadra. Levaria a fotografia, o bilhete e a chave, explicando tudo o que o grupo tinha observado.
— E nós? — perguntou Francisco.
— Nós vamos ajudar contando tudo o que sabemos, mas sem inventar nada e sem esconder pormenores. A partir daqui, a investigação tem de ficar nas mãos das autoridades.
— Estou de acordo — afirmou Natércia. — Mas ainda gostava de saber o que está escondido naquele barracão.
Paulo guardou cuidadosamente os objetos.
— Talvez não tenhamos de esperar muito para descobrir.
Pouco depois, Paulo saiu acompanhado pelo pai. Na esquadra, explicou ao agente de serviço os acontecimentos dos últimos dias: a conversa ouvida por Quim junto ao Café Central, os dois homens vistos à saída do Hotel Solneve, as movimentações suspeitas no descampado e a mensagem deixada à porta de casa.
O pai de Paulo confirmou que o filho lhe tinha contado tudo e que considerava a situação suficientemente séria para justificar uma denúncia.
O agente ouviu-os com atenção e examinou os objetos.
— Fizeram bem em vir cá — disse. — Não devem voltar a aproximar-se daqueles homens nem tentar entrar no barracão. Vamos averiguar o que nos contaram.
Paulo sentiu algum alívio.
Pela primeira vez desde o início da aventura, percebeu que não tinham de resolver tudo sozinhos.
Antes de sair, ainda fez uma pergunta:
— Senhor agente, acha que as joias podem estar naquele barracão?
O homem pousou a fotografia sobre a secretária.
— Não posso tirar conclusões sem investigar. Mas uma coisa vos digo: uma pista pode ser importante, mesmo quando parece insignificante. E, por vezes, aquilo que alguém tenta esconder acaba por revelar muito mais do que pretendia.
Paulo regressou a casa com a sensação de que as coisas estavam finalmente a avançar.
Mas a maior surpresa ainda estava para chegar.
Nessa mesma tarde, os seis voltaram a reunir-se na sala de Paulo, desta vez com autorização dos pais e com a certeza de que tinham feito o que deviam.
— E agora? — perguntou Quim.
— Agora esperamos que a polícia investigue — respondeu Paulo. — Não vamos fazer nenhuma visita noturna ao barracão, nem andar a atravessar linhas de comboio. Já arriscámos o suficiente.
Francisco levantou o dedo.
— Proponho que, enquanto esperamos, se faça uma pausa para o lanche. A investigação também exige energia!
A mãe de Paulo apareceu nesse momento com um tabuleiro de sumo e um prato de bolachas Maria.
— Aqui têm. E não se esqueçam de que os vossos pais vos querem em casa a horas decentes.
— Pode ficar descansada — respondeu Fátima. — Hoje não haverá aventuras depois do jantar.
Francisco pegou numa bolacha.
— Ouviram? Hoje a nossa maior missão é chegar a casa antes de anoitecer!
Enquanto os amigos riam, João voltou a observar a fotografia do barracão.
— Esperem um pouco. Há aqui uma coisa que ainda não analisámos devidamente.
Todos se aproximaram.
João apontou para a pequena abertura na parede.
— Se olharmos para a fotografia, a abertura parece estar quase ao nível do chão. Mas, na imagem, vê-se uma sombra que não coincide com a posição do sol.
Fátima pegou na fotografia.
— Talvez tenha sido tirada ao fim da tarde.
— Talvez — respondeu João. — Mas reparem também nisto: a parede parece ter uma parte mais escura, como se tivesse sido construída ou reparada de maneira diferente.
Quim arregalou os olhos.
— Queres dizer que pode haver um espaço escondido atrás da parede?
— É uma hipótese — respondeu João. — E a mensagem dizia para procurarmos onde a luz nunca chega.
Paulo ficou pensativo.
— Se houver um compartimento secreto, a polícia poderá descobri-lo sem precisarmos de lá ir.
Natércia sorriu.
— Afinal, a nossa investigação também serviu para alguma coisa!
O grupo estava mais tranquilo. Tinham comunicado as suspeitas às autoridades, tinham entregue as pistas e já não precisavam de se colocar em perigo.
Mas, quando Paulo começou a guardar os objetos, ouviu-se bater à porta.
Desta vez, era o pai.
— Paulo, está aqui um senhor que diz que precisa de falar contigo. Afirma que tem informações sobre o assalto à ourivesaria.
Os seis entreolharam-se.
— Quem é ele? — perguntou Paulo.
— Não disse o nome. Está à espera no patamar.
O coração de Quim começou a bater mais depressa.
— Será o homem de boné?
Paulo dirigiu-se à entrada acompanhado pelo pai. Os restantes ficaram na sala, mas conseguiram ouvir a conversa.
— O senhor é o Paulo? — perguntou uma voz masculina.
— Sou. Quem é o senhor?
Houve uma breve pausa.
— Não posso ficar muito tempo. Sei quem roubou as joias da Ourivesaria Pacheco. E sei onde estão escondidas.
Paulo ficou sem palavras.
— Então tem de falar com a polícia — respondeu finalmente.
— Já tentei. Mas os homens descobriram que eu sei de tudo. Tenho medo de que me aconteça alguma coisa.
O pai de Paulo interveio imediatamente:
— Se tem informações sobre um crime, não deve tratar disso sozinho. Vamos contactar as autoridades.
O desconhecido hesitou. Depois, retirou do bolso um pequeno papel dobrado e entregou-o a Paulo.
— Entregue isto ao agente que está a investigar o caso. E não confie no homem que anda de boné escuro.
Dito isto, afastou-se rapidamente pelo corredor.
Paulo fechou a porta e regressou à sala com o papel na mão.
— O que aconteceu? — perguntou Natércia.
Paulo abriu o papel.
Lá dentro havia apenas uma frase, escrita à mão:
«As joias estão debaixo do chão do barracão. Mas cuidado: o homem que tem a chave não é quem vocês pensam.»
O silêncio foi absoluto.
Quim olhou para a pequena chave de ferro que continuava em cima da mesa.
— Espera lá! Então quem é que tem a chave verdadeira?
João voltou a observar a fotografia.
— E se esta chave que nos deixaram for uma cópia? Ou se abrir uma porta diferente daquela que imaginamos?
Fátima levantou-se.
— Não vamos tirar conclusões precipitadas. Temos de entregar imediatamente este bilhete à polícia.
Paulo concordou. O pai acompanhá-lo-ia novamente, enquanto os restantes ficariam em casa, respeitando os horários combinados.
Quando Paulo saiu, ainda não sabia que aquela mensagem iria mudar tudo.
Porque, nesse mesmo momento, na esquadra da Covilhã, um agente acabava de receber uma informação que confirmava parte da denúncia do grupo.
O barracão estava sob investigação.
E havia um pormenor que ninguém conhecia: o nome do proprietário do terreno aparecia ligado a uma pessoa que já estava a ser procurada pela polícia.
Quem seria esse homem?
E será que as joias ainda estariam escondidas debaixo do chão quando as autoridades chegassem ao barracão?
Paulo apressou o passo ao lado do pai, sem imaginar que a resposta estava prestes a desencadear o último e mais surpreendente capítulo desta aventura.
CONTINUA NO QUINTO E ÚLTIMO EPISÓDIO…






