O Segredo das Fábricas de Lanifícios
O silêncio tomou conta do grupo enquanto todos olhavam para a entrada escura do túnel junto aos antigos Estendedores de Lã da Covilhã.
— Isto parece coisa de filme… — murmurou Natércia.
Quim iluminou o interior com a lanterna de pilhas. O túnel era estreito, feito de pedra antiga e com marcas de humidade. O ar tinha um cheiro forte a terra e a lã molhada.
— Aposto que isto tem a ver com as fábricas antigas — disse Francisco.
— As fábricas de lanifícios? — perguntou João.
Hélder assentiu.
— Antigamente a Covilhã estava cheia delas. A água da ribeira fazia mover as máquinas. Talvez estes túneis servissem para transportar água… ou até mercadorias.
Paulo respirou fundo.
— Então vamos descobrir.
Um a um, entraram no túnel.
Durante alguns minutos caminharam lentamente, iluminando as paredes antigas. De repente, o túnel começou a subir ligeiramente e terminou numa pequena porta de ferro enferrujada.
Quim empurrou.
A porta abriu com um ranger longo.
Do outro lado apareceu o interior de um enorme edifício abandonado.
— Uau… — disse Natércia em voz baixa.
Estavam dentro de uma antiga fábrica de lanifícios.
Máquinas gigantes cobertas de pó ocupavam o espaço. Correias de couro pendiam do teto. No chão havia restos de fios de lã espalhados como se o tempo tivesse parado ali.
— Isto deve ter sido uma das antigas fábricas da cidade — disse Hélder.
Paulo apontou para uma placa enferrujada na parede.
— Aqui diz Fábrica de Lanifícios – 1898.
O vento entrava por janelas partidas, fazendo algumas chapas de metal bater lentamente.
CLANG… CLANG…
— Foi este o barulho que ouvimos antes — disse João.
De repente Francisco reparou numa coisa estranha.
— Olhem para o chão…
Havia pegadas recentes na poeira.
Todos ficaram imóveis.
— Alguém esteve aqui… há pouco tempo — sussurrou Natércia.
Quim aproximou a lanterna das pegadas.
— E não foi só uma pessoa…
Nesse momento ouviram um ruído vindo do fundo da fábrica.
Uma luz fraca acendeu-se por um instante… e voltou a apagar-se.
— Viram aquilo?! — disse Helder.
Paulo apertou os olhos tentando ver melhor.
Ao fundo da nave industrial, entre máquinas antigas e teares enferrujados, parecia haver movimento.
João falou muito baixinho:
— Talvez não sejamos os únicos a seguir o mapa…
O grupo aproximou-se devagar.
No fundo da fábrica encontraram outra porta antiga. Por cima estava gravado outro símbolo igual ao do mapa.
E por baixo, outra frase:
"Onde o som dos teares parou, a história ainda respira."
Quim tentou abrir a porta.
Mas estava trancada.
Foi então que ouviram passos… atrás deles.
Passos lentos.
Vindos da escuridão da fábrica abandonada.
Natércia virou-se devagar.
E na entrada da fábrica apareceu uma silhueta…
Alguém que parecia conhecer aquele lugar muito melhor do que eles.
— Isto parece coisa de filme… — murmurou Natércia.
Quim iluminou o interior com a lanterna de pilhas. O túnel era estreito, feito de pedra antiga e com marcas de humidade. O ar tinha um cheiro forte a terra e a lã molhada.
— Aposto que isto tem a ver com as fábricas antigas — disse Francisco.
— As fábricas de lanifícios? — perguntou João.
Hélder assentiu.
— Antigamente a Covilhã estava cheia delas. A água da ribeira fazia mover as máquinas. Talvez estes túneis servissem para transportar água… ou até mercadorias.
Paulo respirou fundo.
— Então vamos descobrir.
Um a um, entraram no túnel.
Durante alguns minutos caminharam lentamente, iluminando as paredes antigas. De repente, o túnel começou a subir ligeiramente e terminou numa pequena porta de ferro enferrujada.
Quim empurrou.
A porta abriu com um ranger longo.
Do outro lado apareceu o interior de um enorme edifício abandonado.
— Uau… — disse Natércia em voz baixa.
Estavam dentro de uma antiga fábrica de lanifícios.
Máquinas gigantes cobertas de pó ocupavam o espaço. Correias de couro pendiam do teto. No chão havia restos de fios de lã espalhados como se o tempo tivesse parado ali.
— Isto deve ter sido uma das antigas fábricas da cidade — disse Hélder.
Paulo apontou para uma placa enferrujada na parede.
— Aqui diz Fábrica de Lanifícios – 1898.
O vento entrava por janelas partidas, fazendo algumas chapas de metal bater lentamente.
CLANG… CLANG…
— Foi este o barulho que ouvimos antes — disse João.
De repente Francisco reparou numa coisa estranha.
— Olhem para o chão…
Havia pegadas recentes na poeira.
Todos ficaram imóveis.
— Alguém esteve aqui… há pouco tempo — sussurrou Natércia.
Quim aproximou a lanterna das pegadas.
— E não foi só uma pessoa…
Nesse momento ouviram um ruído vindo do fundo da fábrica.
Uma luz fraca acendeu-se por um instante… e voltou a apagar-se.
— Viram aquilo?! — disse Helder.
Paulo apertou os olhos tentando ver melhor.
Ao fundo da nave industrial, entre máquinas antigas e teares enferrujados, parecia haver movimento.
João falou muito baixinho:
— Talvez não sejamos os únicos a seguir o mapa…
O grupo aproximou-se devagar.
No fundo da fábrica encontraram outra porta antiga. Por cima estava gravado outro símbolo igual ao do mapa.
E por baixo, outra frase:
"Onde o som dos teares parou, a história ainda respira."
Quim tentou abrir a porta.
Mas estava trancada.
Foi então que ouviram passos… atrás deles.
Passos lentos.
Vindos da escuridão da fábrica abandonada.
Natércia virou-se devagar.
E na entrada da fábrica apareceu uma silhueta…
Alguém que parecia conhecer aquele lugar muito melhor do que eles.
Continua…
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Boa tarde para todos nós🍀