20 de setembro era também um dia de muita felicidade, quando, ainda menino, corria pelo Jardim Público e percorria as ruas da cidade até chegar à piscina municipal.
20 de setembro ficou ainda marcado na minha memória por, no longínquo ano de 1978, ter pedido uma rapariga em namoro.
Mas este 20 de setembro ficará, para sempre, associado a uma notícia muito triste.
Esta sexta-feira recebi a notícia da partida para outra dimensão do meu melhor amigo de infância, o Francisco.
É mais uma parte de mim que se desmorona.
Passámos juntos momentos de aventura, brincadeiras sem fim, correrias, gargalhadas e tantos daqueles momentos que só a infância consegue proporcionar. Hoje, tudo isso permanece guardado num lugar muito especial: a memória.
E é aí que continuarás a viver, meu amigo.
Espera por mim, Chico, para um dia continuarmos as nossas brincadeiras, as nossas aventuras e aquelas gargalhadas que pareciam não ter fim.
A vida é mesmo assim… vai levando pessoas, vai fechando portas e deixando para trás pedaços da nossa história.
O verão prepara-se para as despedidas. Mais uma estação está prestes a começar.
O outono da vida.
Que esta nova estação seja repleta de coisas boas, de paz, de saúde e, sobretudo, de boas memórias.
Um abraço.