VERÃO AZUL - O meu pequeno mundo🌎
Nem sempre o céu é azul... Nem sempre as tempestades duram...
FORÇA COVILHÃ!!!
🍀Hoje, todos os caminhos vão dar ao estádio José Santos Pinto.
Vamos equipa, Força Covilhã!!!
Bom domingo para todos nós💚
CONTOS DE UMA VIDA
🌼Grato pelo vosso Feedback nos comentários dos meus textos pois eles são muito importantes para me aperfeiçoar.
Escrevo apenas pelo gosto de escrever pois já em criança fazia uns rabiscos nos cadernos da escola. Agora que tenho a oportunidade de dar a conhecer os meus escritos, é com prazer que o faço e acreditem que é de corpo e alma.
Os meus contos tinham de passar quase todos invariavelmente pela cidade que eu adoro, a cidade que me viu nascer e crescer, a cidade da minha vida, Covilhã.
Muito do que escrevo é mesmo real, é baseado em acontecimentos que eu participei ou presenciei, aqui ou ali com alguma ficção, mas pouca. Pretendo que quem leia, saiba identificar os locais e as ruas e assim possa ser tocado interiormente pelas histórias.
Muito do que escrevo é mesmo real, é baseado em acontecimentos que eu participei ou presenciei, aqui ou ali com alguma ficção, mas pouca. Pretendo que quem leia, saiba identificar os locais e as ruas e assim possa ser tocado interiormente pelas histórias.
Revelar também que o conto "ROMANCE NA COVILHÃ" vai ter um novo capitulo a pedido de vários seguidores que gostaram da primeira parte. Prevista publicação na segunda feira 23.
Também "UMA AVENTURA EM SÃO SILVESTRE" terá continuação.
Também "UMA AVENTURA EM SÃO SILVESTRE" terá continuação.
Espero que desfrutem destes contos e ao mesmo tempo aguardo pelos vossos comentários aos mesmos, a critica é que me faz evoluir.
Quanto a um futuro livro, quem sabe, um dia…
Quanto a um futuro livro, quem sabe, um dia…
Bom dia para todos nós🍀
UMA AVENTURA EM SÃO SILVESTRE
Nos fins dos anos 70, a Cidade da Covilhã tinha um ritmo próprio — nem tão rápido como as grandes cidades, nem tão calmo que travasse a imaginação dos mais novos. Para um grupo de jovens amigos, cada rua era território de aventura.
Tudo começou num sábado de Primavera, no Largo de São Silvestre. O sol ainda mal tinha nascido e já o Paulo, o Chico, o João, a Natércia, o Quim, o Hélder e o pequeno Carlos combinavam o plano do dia. Tinham ouvido uma história curiosa de um velho da freguesia: dizia-se que, perto da Capela de São Silvestre, existia uma pequena caixa escondida por antigos moradores, com “coisas importantes”.
— Importantes como quê? — perguntou a Natércia.
— Ninguém sabe — respondeu o Chico, com ar misterioso. — É por isso que vamos descobrir.
Antes de partir, fizeram a paragem obrigatória no café Gavinhos. Não para café — eram novos demais — mas para comprar rebuçados e ouvir as conversas dos adultos, que às vezes davam pistas sem querer. Um senhor mencionou obras antigas na capela e um “buraco tapado com pedra solta”. Os quatro trocaram olhares: era um sinal.
A primeira etapa foi passar pela escola central, onde costumavam jogar à bola. Dali seguiram pelo mercado municipal, que fervilhava de vozes, pregões e cheiros de fruta fresca. O Paulo jurava que aventuras sérias precisavam de mantimentos, então compraram umas maçãs e meia dúzia de bananas .
A “base” do grupo era a casa do Francisco. No quintal, guardavam tesouros de infância: berlindes, revistas, uma lanterna que só funcionava às vezes. Pegaram na lanterna — essencial para explorações — e avançaram.
Chegados à Capela de São Silvestre, o silêncio parecia maior que o normal. O Francisco encontrou uma pedra diferente junto ao muro lateral. Forçaram um pouco e… a pedra cedeu. Lá dentro não havia ouro nem mapas secretos — apenas uma caixa de madeira com fotografias antigas, cartas e uma medalha religiosa.
Sentaram-se no chão a ver tudo. As cartas falavam de amizade, de partidas para longe, de saudades. Perceberam que tinham encontrado o “tesouro” de outros jovens como eles, décadas antes.
— Afinal isto é sobre pessoas — disse a Natércia.
— E sobre a amizade — completou o João.
Guardaram tudo novamente, com respeito, e colocaram a pedra no lugar. A aventura terminou no café Central, onde dividiram uma gasosa e riram como se tivessem descoberto o maior segredo do mundo.
E, de certa forma, tinham.
Porque naquele dia aprenderam que crescer também é isto: perceber que cada geração deixa histórias para a próxima encontrar. E que, na Covilhã daqueles tempos, a maior aventura era a amizade que se construía entre risos, ruas e sonhos.
Bom dia para todos nós 🍀
Tudo começou num sábado de Primavera, no Largo de São Silvestre. O sol ainda mal tinha nascido e já o Paulo, o Chico, o João, a Natércia, o Quim, o Hélder e o pequeno Carlos combinavam o plano do dia. Tinham ouvido uma história curiosa de um velho da freguesia: dizia-se que, perto da Capela de São Silvestre, existia uma pequena caixa escondida por antigos moradores, com “coisas importantes”.
— Importantes como quê? — perguntou a Natércia.
— Ninguém sabe — respondeu o Chico, com ar misterioso. — É por isso que vamos descobrir.
Antes de partir, fizeram a paragem obrigatória no café Gavinhos. Não para café — eram novos demais — mas para comprar rebuçados e ouvir as conversas dos adultos, que às vezes davam pistas sem querer. Um senhor mencionou obras antigas na capela e um “buraco tapado com pedra solta”. Os quatro trocaram olhares: era um sinal.
A primeira etapa foi passar pela escola central, onde costumavam jogar à bola. Dali seguiram pelo mercado municipal, que fervilhava de vozes, pregões e cheiros de fruta fresca. O Paulo jurava que aventuras sérias precisavam de mantimentos, então compraram umas maçãs e meia dúzia de bananas .
A “base” do grupo era a casa do Francisco. No quintal, guardavam tesouros de infância: berlindes, revistas, uma lanterna que só funcionava às vezes. Pegaram na lanterna — essencial para explorações — e avançaram.
Chegados à Capela de São Silvestre, o silêncio parecia maior que o normal. O Francisco encontrou uma pedra diferente junto ao muro lateral. Forçaram um pouco e… a pedra cedeu. Lá dentro não havia ouro nem mapas secretos — apenas uma caixa de madeira com fotografias antigas, cartas e uma medalha religiosa.
Sentaram-se no chão a ver tudo. As cartas falavam de amizade, de partidas para longe, de saudades. Perceberam que tinham encontrado o “tesouro” de outros jovens como eles, décadas antes.
— Afinal isto é sobre pessoas — disse a Natércia.
— E sobre a amizade — completou o João.
Guardaram tudo novamente, com respeito, e colocaram a pedra no lugar. A aventura terminou no café Central, onde dividiram uma gasosa e riram como se tivessem descoberto o maior segredo do mundo.
E, de certa forma, tinham.
Porque naquele dia aprenderam que crescer também é isto: perceber que cada geração deixa histórias para a próxima encontrar. E que, na Covilhã daqueles tempos, a maior aventura era a amizade que se construía entre risos, ruas e sonhos.
Bom dia para todos nós 🍀
UM ROMANCE NA COVILHÃ
Agosto de 1983
Na Covilhã, entre as ruas de pedra e o ar fresco que desce da serra, vivia um adolescente humilde e um pouco tímido. Ele tinha um sonho de menino que nunca o abandonara, queria sentir que a sua vida dava uma grande história, daquelas que se contam anos depois.
Numa tarde de verão, depois das matriculas no liceu, subiu até ao centro da cidade. O sol dourava as arcadas dos Paços do Concelho, e o movimento das pessoas fazia-o imaginar para onde iriam, que segredos teriam. Mas o seu lugar era o jardim - um refúgio verde com bancos antigos, o lago com peixes, belos canteiros com flores coloridas e árvores altas que sussurravam ao vento.
Foi lá que ele a viu pela primeira vez.
Ela estava sentada nos bancos frente às grades que serviam de miradouro para a serra da estrela, a balançar os pés distraidamente enquanto lia um livro. Tinha ao lado uma mochila com uma toalha de banho a espreitar. Xavi Reconheceu-a; já a tinha visto na piscina municipal, sempre a nadar como se o mundo desaparecesse debaixo de agua.
Nesse dia algo diferente aconteceu. Uma bola de um grupo de crianças rolou até ao lago do jardim, ficando presa perto da borda escorregadia. Sem pensar, Xavi aproximou-se para ajudar, mas o pé fugiu-lhe - e quase caiu à agua. Antes disso uma mão segurou-lhe o braço.
-Cuidado - disse a rapariga do livro, rindo.
-Heróis também escorregam.
Assim começaram a conversar. Descobriram que ambos iam muitas vezes à piscina, que gostavam do mesmo tipo de música e que partilhavam a sensação de querer "algo maior" da vida. Nos dias seguintes passaram a encontrar-se: às vezes nadavam juntos, desafiando-se em corridas, outras vezes passeavam pelo centro da cidade, inventando histórias, e quase sempre terminavam no jardim, onde falavam dos seus sonhos.
Certa tarde, ela confessou que talvez fosse mudar de cidade no ano seguinte. Xavi sentiu um aperto - como se o Verão ficasse mais curto de repente. Então teve uma ideia: no dia seguinte, levou-a até ao seu miradouro favorito, monumento de Nossa Senhora da Conceição, de onde se via a cidade inteira.
-Eu não posso prender-te aqui - disse ele.
-Mas queria que soubesses que, aconteça o que acontecer , fizeste parte da minha história.
Ela sorriu, com os olhos brilhantes.
- Então escreve uma história bonita - respondeu - e garante que eu apareço nela.
O primeiro gesto de romance veio tímido; sentaram-se lado a lado, mãos quase a tocar, até que tocaram mesmo. Não foi um grande beijo de cinema, nem promessas eternas. Foi melhor, foi verdadeiro.
O verão acabou, como todos acabam. Mas Xavi percebeu algo importante - o sonho de menino não era viver uma aventura distante. Era aprender a ver a aventura e romance nos dias simples, na sua própria cidade, nas pessoas que entram na nossa vida quando menos esperamos.
E durante muito tempo, sempre que passava pelo jardim, sorria. Porque sabia, a sua história já tinha começado.
Bom dia para todos nós 🍀

A MINA DO DESERTO
Em vésperas de Carnaval uma história do Tio Patinhas aos quadradinhos para matar saudades.
Bom Carnaval!
DIAS MAUS, QUEM OS NÃO TEM?
🌼Todos tivemos, temos e vamos ter um dia de mau. Faz parte da vida e deles não podemos fugir, dependendo do grau de intensidade esses dias maus podem prolongar-se por meses e anos.
Um dia pode ser mau apenas porque nos levantamos aborrecidos, sem causa aparente para isso, ou pode ser porque durante o dia perdemos alguém que amamos muito. Se no primeiro caso é um dia mau sem efeitos imediatos, no segundo caso pode ser um dia mau com efeitos para a vida.
Conclusão: dias maus todos temos com a diferença de uns serem maus e outros serem péssimos. Afinal o que pode ser um dia mau? são momentos onde tudo parece sair do controle, marcados por crises financeiras, doenças, luto, divórcios ou outras questões.
Segundo a perspetiva cristã, não são castigos, mas provações necessárias para revelar a fé e fortalecer o caráter, permitindo o amadurecimento, diferente de um dia de 24 horas, pode representar uma temporada de lutas ou crises profundas (como um luto ou perda financeira) que testam o caráter e a resiliência.
Como se deve proceder nestas crises? (atendendo que cada pessoa raciocina de maneira diferente). Aceitação: Reconhecer que dias ruins são universais e não definem a sua identidade ou progresso.
Pausa e Reset: Praticar atividades que acalmem a mente, como ouvir música, respirar fundo ou simplesmente aceitar que não é preciso ter todas as respostas hoje.
Preparação: Desenvolver resiliência emocional e espiritual (como o hábito da meditação ou oração) ajuda a "amortecer" o impacto quando esses dias chegam.
Quem é Cristão tem na história de Jó uma narrativa bíblica profunda sobre a integridade humana diante do sofrimento inexplicável. Ele morava na terra de Uz e era conhecido por ser o homem mais rico do Oriente, além de ser "íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal".
O drama de Jó começa com um diálogo no céu, onde Deus aponta a fidelidade de Jó perante Satanás. Este argumenta que Jó só era fiel pelas bênçãos recebidas e recebe permissão para testá-lo, sob a condição de não lhe tirar a vida. Num único dia, Jó perdeu:
Riquezas: Todos os seus milhares de animais e servos.
Família: Seus dez filhos morreram em uma catástrofe natural.
Saúde: Foi atingido por uma doença de pele terrível (úlceras malignas).
Mesmo na miséria, Jó declarou: "O Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor". Contudo, a sua jornada não foi sem dor ou questionamento:A Esposa: Desesperada, aconselhou-o a "amaldiçoar a Deus e morrer", o que Jó recusou.
Os Amigos: Três amigos vieram consolá-lo, mas acabaram por acusá-lo de ter algum pecado oculto, seguindo a lógica da época de que sofrimento era castigo divino.
O Lamento: Jó questionou o motivo de tanta dor, mas manteve-se fiel à sua relação com o Criador, ansiando por uma audiência com Ele.
Mesmo na miséria, Jó declarou: "O Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor". Contudo, a sua jornada não foi sem dor ou questionamento: A Esposa: Desesperada, aconselhou-o a "amaldiçoar a Deus e morrer", o que Jó recusou.
Os Amigos: Três amigos vieram consolá-lo, mas acabaram por acusá-lo de ter algum pecado oculto, seguindo a lógica da época de que sofrimento era castigo divino.
O Lamento: Jó questionou o motivo de tanta dor, mas manteve-se fiel à sua relação com o Criador, ansiando por uma audiência com Ele.
No final, Deus falou com Jó através de um redemoinho, não explicando o "porquê" do sofrimento, mas mostrando a Sua grandeza e a complexidade do universo. Jó reconheceu a sua finitude e declarou que agora "os seus olhos O viam". Restauração: Deus repreendeu os amigos de Jó e abençoou a sua segunda fase de vida mais do que a primeira, devolvendo-lhe o dobro dos bens e dando-lhe novos filhos.
Legado: A sua história ensina que o sofrimento nem sempre é culpa da pessoa e que a confiança em
Deus deve ir além do que Ele nos dá.
Tenham todos um feliz domingo 🍀
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