HEIDI, PEDRO, O AVÔ E A CLARA: AMIGOS QUE NUNCA ESQUECEMOS

Há personagens que entram na nossa infância e acabam por ficar connosco para toda a vida. Passam os anos, mudam os tempos, surgem novas séries, novos heróis e novas tecnologias, mas alguns rostos continuam guardados num cantinho especial da nossa memória. Para muitos da nossa geração, a Heidi, o Pedro, o Avô e a Clara fazem parte desse grupo privilegiado.

Heidi não era apenas um desenho animado. Era uma lição de amizade, de simplicidade e de amor pela natureza. Numa época em que havia poucos canais de televisão e em que os desenhos animados eram um acontecimento esperado com ansiedade, bastava ouvir a música de abertura para corrermos para junto do televisor.

A Heidi era a menina de coração puro que encontrava felicidade nas pequenas coisas. Corria pelos prados, conversava com os animais e descobria beleza em tudo o que a rodeava. O Pedro, pastor das montanhas, era o amigo fiel, companheiro de aventuras e guardador de rebanhos. O Avô, homem de poucas palavras mas de enorme coração, transmitia valores que hoje continuam atuais: respeito, trabalho, honestidade e amor incondicional pela família.

E depois havia a Clara, presa a uma cadeira de rodas, que nos ensinava que a amizade consegue derrubar barreiras que parecem impossíveis. Quantos de nós não vibrámos quando a vimos recuperar a esperança? Quantos não sentimos um aperto no coração e, ao mesmo tempo, uma enorme alegria ao acompanhar a sua história?

Naqueles tempos, os episódios eram vividos de forma diferente. Não existiam plataformas de streaming, gravações automáticas nem a possibilidade de ver tudo de seguida. Se perdíamos um episódio, tínhamos de esperar e imaginar o que teria acontecido. Talvez por isso cada capítulo tivesse um sabor especial.
Mas a verdadeira magia da Heidi estava na forma como nos fazia sonhar. Sonhávamos com as montanhas, com os campos verdes, com a liberdade de correr sem preocupações, com a amizade sincera e com um mundo onde as pessoas valiam mais pelo que eram do que pelo que tinham.

Hoje, quando ouvimos a música da série ou vemos uma imagem daqueles personagens, somos transportados para um tempo mais simples. Um tempo em que a felicidade cabia numa tarde de desenhos animados, num pão com chocolate, numa brincadeira na rua ou numa conversa à porta de casa.

A Heidi, o Pedro, o Avô e a Clara não eram apenas personagens de televisão. Eram companheiros das nossas tardes, cúmplices dos nossos sonhos e habitantes permanentes das nossas recordações.
E talvez seja por isso que, passadas tantas décadas, continuamos a sorrir quando alguém pronuncia aqueles nomes. Porque algumas histórias não envelhecem. Ficam guardadas para sempre no coração de quem teve a sorte de crescer com elas. 💗
"As montanhas continuam lá, os anos passaram, mas a Heidi permanece para sempre na memória de uma geração."

Bom domingo para todos nós 🍀



SORROW

 Caros seguidores:

 Olhem só o que eu descobri, uma das minhas canções preferidas nos anos 70' e 80'. 

 Mort Shuman a interpretar Sorrow 

 Feliz sábado!








PROTEJAM A TRANQUILIDADE

Se nos preocuparmos constantemente com coisas insignificantes, quando surgir um verdadeiro problema corremos o risco de não ter forças para o enfrentar.

Evitem as intrigas, os falsos profetas, as más influências e tudo aquilo que transporta carga negativa. Vão ver que a saúde melhora, a mente fica mais leve e o mundo ganha novas cores.

Talvez, nessa altura, consigamos ver mais festas nas aldeias do que tragédias nos noticiários, mais sorrisos do que amarguras e mais esperança do que desilusão.

Quanto aos falsos profetas... cuidado!
Muitas vezes apresentam-se como amigos, pregam o bem, oferecem ajuda e parecem caminhar ao nosso lado. Mas, quando menos esperamos, revelam-se exatamente o contrário daquilo que aparentavam ser.

A vida ensina-nos que nem todos os sorrisos são sinceros e nem todas as mãos estendidas vêm com boas intenções.

Por isso, escolham bem quem deixam entrar no vosso caminho.
A paz vale demasiado para ser entregue a quem vive da intriga, da falsidade ou da traição.
Protejam a vossa tranquilidade. Ela é um dos bens mais preciosos que possuem.

Boa noite para todos nós🌙



A POBREZA ALIMENTA INTERESSES

A pobreza nunca irá acabar enquanto alimentar interesses.

Dizem que a pobreza é um problema que todos querem resolver. Mas, olhando à nossa volta, por vezes parece que ela também alimenta muitos interesses. À sua volta existem instituições, projetos, campanhas, cargos e financiamentos que dependem da sua existência para continuar a funcionar.

Isto não significa que quem ajuda o faça por interesse, porque há muitas pessoas que dedicam a vida a apoiar quem mais precisa com enorme generosidade. Mas a verdade é que, enquanto houver pobreza, haverá também quem viva profissionalmente do combate à pobreza.

Talvez o maior desafio não seja apenas aliviar as dificuldades de quem sofre, mas criar condições para que cada pessoa possa caminhar pelos seus próprios meios. Porque ajudar é importante, mas acabar com a necessidade de ajuda seria ainda mais importante.

E essa é uma reflexão que merece ser feita.

Bom dia para todos nós 🍀



PORTUGAL - 1 CONGO - 1


A seleção portuguesa de futebol empatou hoje a um golo com a República Democrática do Congo, em encontro da primeira jornada do Grupo K do Mundial de 2026.

Em Houston, nos Estados Unidos, Portugal adiantou-se logo aos seis minutos, por João Neves, servido por Pedro Neto, mas, já nos descontos, aos 45+5, Yoane Wissa restabeleceu a igualdade, que se manteve até final.

Com este resultado, portugueses e congoleses seguem com um ponto, na frente do Grupo K, antes do embate entre a Colômbia e o estreante Uzbequistão, na Cidade do México.



O MEU PEQUENO MUNDO

O meu pequeno mundo tem sol e tem chuva, tem arco-íris e tem tormentas.

Tem um grande castelo, construído pedra a pedra, dia após dia, com a ajuda dos príncipes, das princesas e dos plebeus que o frequentam.

Nesse castelo só mora quem eu quero. Quem merece. Quem é verdadeiro.

Há momentos de alegria, mas também de tristeza.
Nos momentos felizes, rimos juntos.
Nos momentos difíceis, choramos juntos.

Porque, no meu pequeno mundo, ninguém caminha sozinho.

Ali, as diferenças perdem importância, os afetos falam mais alto e os laços tornam-se eternos.

E é por isso que, no meu pequeno mundo, somos todos apenas um.

Bom dia para todos nós 🍀



E O SPORTING CLUBE DA COVILHÃ VENCEU

Naquele tempo em que as novas tecnologias não passavam da série Espaço 1999 e em que uma bola de plástico comprada na loja do Sr. Raúl Paiva custava apenas dois escudos e cinquenta centavos, jogar à bola ou construir castelos no Jardim Público era felicidade garantida.

Não tínhamos internet.
Não tínhamos telemóveis.
Não tínhamos redes sociais.

Mas tínhamos uma coisa que hoje parece cada vez mais rara: tempo para viver.

 Era domingo. Dia de futebol.
E quando o Sporting da Covilhã jogava em casa, o dia tinha um sabor especial.
Havia quase um ritual.
Almoçava por volta da uma da tarde e vestia a minha melhor roupa. Sim, porque naquele tempo existia a "roupa de domingo". Não importava se éramos ricos ou pobres; ao domingo vestíamo-nos como se fosse um dia de festa.
Depois seguia para a Leitaria Triunfo, onde o Zé Manuel já me esperava.
Por essa hora, a Covilhã estava ao rubro.
Os cafés cheios.
As ruas movimentadas.
Os autocarros chegavam às dezenas, trazendo turistas que vinham conhecer a Serra da Estrela.
A cidade respirava vida.
Depois do café e do inevitável cigarrinho da ordem, pagava ao Sr. Amaral e lá seguíamos em direção ao Santos Pinto.
Pelo Pelourinho, o trânsito era tanto que o sinaleiro mal tinha mãos para o controlar. No Café MONTALTO entravam e saíam pessoas sem parar, como formigas num carreiro.
Pela Rua Ruy Faleiro formavam-se filas intermináveis de automóveis.
Turistas.
Visitantes do Hospital.
Adeptos de futebol.
Toda a cidade parecia caminhar no mesmo sentido.
Lembro-me até de um motorista de ambulância, junto à Papelaria Ferrão, a tentar abrir caminho no meio daquela confusão.
E, curiosamente, ninguém reclamava.
Porque aquela confusão era sinal de uma cidade viva.

Finalmente subíamos a rampa do Hospital.
Ao longe já se ouvia a música que fazia parte da identidade da cidade:
"Covilhã, Cidade Neve…"
Sentávamo-nos na bancada lateral, do lado do Poço Grande, de onde víamos os jogadores aquecer antes do início da partida.
Tinha chovido na véspera, mas o pelado apresentava-se em boas condições.
E que tarde foi aquela!
Vitória serrana por duas bolas a zero frente ao União de Tomar.
A raça do Fazenda foi decisiva, mas também ficaram na memória o Baixa, o Coimbra e as defesas extraordinárias do Guilherme.
No final do jogo regressávamos a casa.
O trânsito já era menor, embora os carros continuassem a descer da Serra. Os candeeiros começavam a iluminar as ruas e anunciavam a chegada da noite.

Despedia-me do Zé Manuel e recolhia a casa.
Não havia saídas noturnas.
Não havia centros comerciais.
Não havia ecrãs a ocupar cada minuto da nossa vida.
Havia o Domingo Desportivo na RTP 1.
Havia os resumos dos jogos.
Havia a escola no dia seguinte.
E havia aquela sensação maravilhosa de quem tinha aproveitado o dia até ao último minuto.

Hoje, quando recordo esses domingos, percebo que a felicidade não estava nas coisas que possuíamos.
Estava nos amigos.
Nas conversas.
Nos cafés cheios.
Nas ruas com gente.
No futebol ao domingo.

E naquela Covilhã que parecia pequena para quem a via de fora, mas enorme para quem a trazia no coração.
Quem viveu aqueles tempos sabe exatamente do que estou a falar.
E talvez seja por isso que certas memórias nunca envelhecem.

Bom domingo para todos nós🍀



Muito obrigado pela vossa visita

Voltem sempre...