AS SEXTAS FEIRAS DA MINHA ADOLESCÊNCIA

🌼Nas sextas-feiras dos anos 70' e 80', a juventude encontrava-se na esplanada do Primor, na Covilhã.
Ouvíamos os Gemini e os Green Windows enquanto, à mesa, dividíamos caracóis, finos… e sonhos.

Falávamos de amores e desamores como se o mundo parasse ali.
E talvez parasse mesmo.
Não havia telemóveis a tocar.

Não existiam notificações, nem computadores a roubar-nos a atenção.

Existiam pessoas.
Pessoas de verdade.

Conversávamos olhos nos olhos.
Ríamos até doer a barriga.
Criávamos amizades sem fotografias, sem filtros e sem precisar de publicar nada para provar que éramos felizes.

A nossa geração viveu o luxo que hoje quase desapareceu:
o luxo da presença.

As horas passavam devagar.
Os cafés estavam cheios.
As ruas tinham vida.
E os silêncios nunca eram vazios.

Hoje temos tudo para comunicar…
mas, muitas vezes, falta-nos aquilo que mais existia naquele tempo: ligação humana.

Quem viveu aqueles anos sabe do que estou a falar.
E enquanto escrevo isto, consigo quase ouvir a música ao fundo, o tilintar dos copos e as gargalhadas daquela geração inesquecível.

Vocês lembram-se… não lembram? 😊

Boa noite para todos nós 🍀✨



13 DE MAIO

Lembro-me perfeitamente de ter vivido um 12 e 13 de Maio em Fátima… e há sensações que nunca mais nos abandonam.

Milhares de pessoas reunidas no mesmo lugar, vindas de tantos pontos diferentes, com histórias, dores, promessas e esperanças distintas… mas unidas por algo impossível de explicar por palavras.

O silêncio daquele recinto impressiona.
Mesmo no meio de tanta gente, sente-se uma paz enorme, uma energia diferente, quase como se o tempo abrandasse e o coração falasse mais alto.

Vi lágrimas, vi mãos dadas, vi pessoas a rezarem em silêncio e outras apenas a olharem o céu. E percebi que, independentemente da religião de cada um, há locais onde a fé, a esperança e a humanidade se encontram.

Talvez só quem já lá esteve consiga entender verdadeiramente o que estou a tentar transmitir.

Num mundo tão cheio de pressa, guerras, ódio e superficialidade, lugares assim lembram-nos que ainda precisamos de paz, de luz e de acreditar em algo maior do que nós próprios.

Para todos os crentes e não crentes, desejo um dia cheio de serenidade, esperança e amor no coração. 🌹

Bom dia para todos nós🍀



PREMONIÇÃO (II)

Há dores que acontecem…
e há outras que inventamos dentro da nossa própria cabeça.

Todos nós já sofremos por antecipação.
Já chorámos despedidas que ainda nem aconteceram.
Já sentimos saudades de pessoas que ainda estavam ao nosso lado.

E o mais estranho?
Muitas vezes, aquilo que mais temíamos… nunca chegou a acontecer.

Sofrer por antecipação é morrer aos poucos por algo que talvez nunca exista.
É carregar tempestades dentro do peito enquanto o céu continua limpo.

Quem nunca imaginou o pior cenário durante uma madrugada silenciosa?
Quem nunca sentiu um aperto sem conseguir explicar porquê?

Depois existem os sinais… os sonhos… os pressentimentos.
Aquelas sensações estranhas que guardamos no fundo da alma e que só mais tarde fazem sentido.

Desde criança aprendi que a mente humana vai muito além daquilo que conseguimos explicar.
Há sonhos que parecem avisos.
Há silêncios que parecem respostas.
E há pessoas que carregam dentro de si uma sensibilidade que o mundo nunca conseguirá compreender totalmente.

Talvez nem tudo seja coincidência.
Talvez existam ligações invisíveis entre o coração, os sonhos e o destino.

Afinal… todos sonham.
Mas apenas alguns conseguem sentir antes do tempo.

Boa noite para todos nós⭐




SER LUZ

Todos temos uma missão neste planeta…

E por muito que tentem negar, o bem e o mal existem.
Caminham lado a lado, todos os dias, dentro e fora de nós.

A vida coloca-nos constantemente perante escolhas.
Ser luz… ou alimentar a escuridão.

Porque fazer o bem nunca nos livrará das críticas.
Mas fazer o mal deixa marcas que nem o silêncio consegue esconder.

No fim, quando tudo passa, sobra apenas uma pergunta:
que tipo de pessoa escolheste ser?

Escolhe sempre ser luz… porque até a menor estrela consegue vencer a escuridão.

Boa noite para todos nós🍀



SPORTING CAMPEÃO EUROPEU DE FUTSAL

 

Vitória por 2-0 ante o Palma vale o terceiro título europeu aos leões


Os Heróis de Pesaro: Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Diogo Santos, Wesley França, Merlim. SUPLENTES: Gonçalo Portugal, Zicky, João Matos, Pauleta, Felipe Valério, Chishkala, Bruno Pinto, Bruno Maior, Rocha. Treinador: Nuno Dias.










DOMINGOS DE CHUVA

Os domingos de chuva da nossa infância tinham outra magia…

Nos anos 70 e 80, os domingos na Covilhã começavam cedo. Ainda mal amanhecia e já os cafés estavam cheios de turistas, de gorro na cabeça, prontos para subir à Serra da Estrela.
Às seis da manhã já havia chávenas a tilintar, torradas na mesa e conversas que enchiam as ruas de vida.

Galp, Montanha, Danúbio, Montalto, Solneve, Ritz, Polo Norte… cafés não faltavam. E tabernas? Havia tantas que pareciam nunca ter fim.

Enquanto uns corriam para a serra, outros vestiam a roupa de domingo para a missa. E os miúdos mais traquinas ainda tentavam fugir… mas tinham sempre de decorar a cor da batina do padre, não fossem os pais fazer perguntas à chegada a casa 😊

As tardes de chuva passavam devagar.
Ouviam-se relatos de futebol na rádio, via-se o “Passeio dos Alegres”, ou então saía-se para o Teatro Cine, para o Cine Centro ou para apoiar o Sporting da Covilhã no Santos Pinto. Naquele tempo, chuva, frio ou neve não serviam de desculpa para faltar.

E talvez o mais bonito fosse isto:
era impossível andar sozinho. Havia sempre amigos, conversa, gargalhadas e tempo uns para os outros. Não existiam redes sociais, mas existia algo muito mais raro hoje em dia… presença.

Vivíamos com menos tecnologia… mas, talvez, com muito mais humanidade. 💗
Quem viveu estes tempos na Covilhã vai sentir este texto no coração.

E quem não viveu… dificilmente conseguirá imaginar a beleza simples daqueles domingos.

Bom domingo para todos nós🍀

Igreja de Nossa Senhora da Conceição


FIM DE SEMANA DE TEMPESTADES

 Bom dia caros seguidores:

Adivinha-se um fim de semana de tempestades, nada que antigamente não existisse, Maio sempre foi por tradição mês de trovoadas.

Bom para ficar em casa, quem pode, tem sempre algo para fazer em casa, não é verdade?

A foto é rua Capitão Alves Roçadas na cidade da Covilhã.

Abraço 





Muito obrigado pela vossa visita

Voltem sempre...