PORTUGAL EM SEGUNDO LUGAR NO GRUPO K

Portugal e Colômbia empatam numa partida sem golos e os sul-americanos ficam em primeiro do Grupo K, a equipa lusa fica em segundo. Portugal vai defrontar a Croácia nos 16 avos de final do Mundial'2026, à meia-noite da madrugada de quinta para sexta-feira (dia 2 para 3 de julho), em Toronto, no Canadá. Na outra partida do Grupo a RD Congo venceu com reviravolta (3-1) frente ao Uzbequistão, e conseguiu uma qualificação histórica para os 16 avos de final.



A VELHINHA EN 18… QUANDO A VIAGEM ERA TÃO IMPORTANTE COMO O DESTINO

Houve um tempo em que sair da Covilhã não era apenas pegar no carro e chegar depressa. Era partir para uma aventura.

A velha EN 18 não era uma simples estrada. Era uma coleção de memórias, de paisagens, de cheiros, de conversas e de paragens que ficaram gravadas na vida de quem por ela passou.

A viagem começava na Covilhã, com a Serra da Estrela a despedir-se pelo espelho retrovisor, as curvas em direção ao Fundão, o imponente perfil de Alpedrinha, sempre ali, encostada à serra, como uma varanda sobre a Cova da Beira.

E quem não se lembra da obrigatória paragem no alto de Alpedrinha?
Não havia GPS nem aplicações a dizer onde comer. Havia experiência. Havia tradição. Havia aqueles restaurantes onde já se sabia que a comida era caseira, onde a sopa fumegava, o vinho era servido em jarro e o café era bebido sem pressa, porque ainda faltavam muitos quilómetros para o destino.

Muitas famílias nem sequer entravam em restaurantes.
Levavam a geleira, a toalha aos quadrados, o frango assado, as pataniscas, os ovos cozidos, a salada de tomate e o garrafão de água fresca. Bastava encontrar uma sombra à beira da estrada e ali nascia o melhor restaurante do mundo.
O almoço sabia melhor porque tinha paisagem.
E que paisagens!

Campos dourados, olivais intermináveis, sobreiros, pequenas aldeias, rebanhos a atravessar a estrada, cegonhas nos postes, tratores que obrigavam a reduzir a velocidade... e ninguém se importava.
A viagem fazia parte das férias.
Claro que havia também momentos... menos perfumados.

Quem passou pela Vila Velha de Ródão dificilmente esquece aquele cheiro intenso e nauseabundo que durante muitos anos invadia a estrada, vindo das fábricas de pasta de papel. Era quase um marco da viagem.
Bastava alguém dizer:
— "Já estamos em Ródão..."
Nem era preciso olhar para as placas.
O nariz tratava do assunto.

Depois vinham as Portas de Ródão, o Tejo, as fragas gigantescas, uma das paisagens naturais mais bonitas do país, e a estrada continuava a contar histórias.
Mais à frente esperavam localidades como Nisa, Portalegre, Estremoz, Évora ou tantas outras, dependendo do rumo escolhido. Cada quilómetro tinha identidade própria.

Hoje fazemos o mesmo percurso pela A23.
É rápida.
É confortável.
É segura.
E isso tem um valor enorme.
Ganhamos tempo. Muito tempo.
Mas perdemos qualquer coisa pelo caminho.
Perdemos a surpresa de descobrir uma terra sem estar planeado.
Perdemos os cafés de beira de estrada onde toda a gente se conhecia.
Perdemos as pequenas lojas, os restaurantes familiares, os miradouros improvisados.
Perdemos aquela sensação de que viajar era viver.

Hoje quase tudo acontece entre separadores centrais, túneis, viadutos e áreas de serviço, onde o café sabe ao mesmo em qualquer lugar.
Chega-se mais cedo.
Mas leva-se menos viagem na memória.

A velha EN 18 ensinava-nos que o destino era importante... mas que o caminho podia ser ainda melhor.
Talvez seja por isso que quem a percorreu nunca a esquece.
Porque algumas estradas não ligavam apenas cidades.
Ligavam pessoas.
Ligavam famílias.
Ligavam momentos felizes.

E essas... não aparecem em nenhum mapa.

Feliz domingo para todos nós 🍀



SETEMBRO DE 1979 - FÉRIAS NA NAZARÉ

Há muito, muito tempo, parti da cidade da Covilhã para umas férias merecidas. Estávamos no quente mês de setembro de 1979.

Naquela altura, as aulas só começavam em outubro e os preços para os veraneantes eram mais baixos no último mês de verão.

A Nazaré era uma terra pacata, escolhida por muitos covilhanenses para passar uns dias de descanso. E foi para lá que seguimos eu, a minha mãe e a minha avó.
Nesse ano resolvemos ir de comboio até ao Entroncamento, depois apanhámos uma camioneta para Torres Novas e ainda outra de Torres Novas para a Nazaré.
Mal chegámos, logo algumas nazarenas das sete saias nos abordaram para saber se estávamos interessados em quartos. Acabámos por ficar logo na primeira casa que arrendámos por uma semana.

A Rua António Carvalho Laranjo ficava perto da praia — era só descê-la — e, da janela do meu quarto, ouvia-se o som de um rádio com músicas do Marco Paulo. Mesmo por trás da casa estava outro casal, com os filhos, também naturais da Covilhã.

De manhã, ao acordar, lá descia eu a rua em direção à praia, com a toalha na mão e a felicidade estampada no rosto. Por vezes o mar estava bravo. Houve até um dia em que a água chegou à Avenida da República, a marginal da Nazaré.

Era fácil conhecer pessoas e jovens da minha idade era o que mais havia. Perto da hora de almoço regressava a casa e, pelo caminho, o cheiro a sardinha assada tomava conta da rua. Vinha dos restaurantes, que as assavam no exterior e enchiam o ar de verão e de mar.
Geralmente comíamos em casa, porque o Mercado Municipal não ficava longe, mas muitas vezes, sobretudo ao almoço, optávamos por comer nos restaurantes da vila.
Com a barriguinha cheia, deslocava-me à Praça Sousa Oliveira, onde havia uma esplanada e um salão de jogos com máquinas de flippers para me entreter um pouco. Havia também uma banca que vendia livros aos quadradinhos, como o Mundo de Aventuras, o FBI e outros do género, que eu comprava para ler no quarto.

Por volta das quinze horas, voltava novamente para a praia, desta vez na companhia da família.
A noite era aproveitada para passear pela Avenida da República. Depois de irmos ao café, eu seguia sozinho a caminhar, saboreando a brisa do mar e o som das ondas em noites estreladas. Que serenidade aquilo me dava… que paz de espírito…

Quem passa férias na Nazaré, ou quem vai apenas de passagem, não pode deixar de visitar o Sítio. É um local lindíssimo, de onde se aprecia uma paisagem magnífica. Para lá chegar, apanha-se o elevador, que parece levar-nos ao céu. São pontos de referência o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré e o miradouro.

Cinco dias passavam depressa demais, mas eram suficientes para nos encher a alma para o ano inteiro que vinha pela frente.
Todo o tempo que passei nessa linda praia da Nazaré nunca irei esquecer. Não só esse ano de 1979, mas também outros anos em que lá estive durante a minha infância e adolescência.
Senti tanto aqueles momentos, vivi-os com tanta intensidade, que acabei por passar a Nazaré à categoria de minha praia adotiva.

Há anos que lá não vou, mas continuo com vontade de regressar. Rever aquela boa gente, simples e humilde, e talvez reencontrar um pouco daquele rapaz que um dia desceu uma rua com a toalha na mão e o coração cheio de verão.
Que Deus lhes dê muita vida e muita saúde.

Depois deste texto estar concluído, voltei, no ano passado, à Praia da Nazaré. 💛

Bom dia para todos nós 🍀



HÁ GESTOS QUE VALEM MAIS QUE MIL DISCURSOS

Há pessoas que falam de paz, mas semeiam guerras.
Que apregoam bondade, mas vivem de aparências.
Que dizem ser luz, mas carregam sombra no coração.
Que estendem a mão em público, mas fecham-na em privado.

Vivemos num tempo em que muitos anunciam o bem como se fosse troféu.
Mostram, exibem, contam, publicam…
como se a solidariedade precisasse de plateia
e o amor tivesse de vir acompanhado de aplausos.

Mas depois existem os outros.

Os que ajudam em silêncio.
Os que estendem a mão sem perguntar quem está a ver.
Os que dão sem esperar retribuição.
Os que aliviam a dor dos outros sem fazer disso bandeira.

Esses são os maiores.

Porque a verdadeira bondade não faz barulho.
A verdadeira generosidade não precisa de palco.
E o amor, quando é sincero, não vem com fatura nem com publicidade.

Gabarmo-nos do bem que fazemos tira-lhe pureza.
Transforma a dádiva em vaidade.
E quando a ajuda serve para alimentar o ego, já não nasce do coração — nasce da necessidade de ser visto.

Ajudar por amor é outra coisa.
É dar sem contar.
É estar sem cobrar.
É fazer o bem e seguir caminho, em silêncio, com a alma em paz.

No fim, quem mais merece admiração nem sempre é quem mais aparece.

É, quase sempre, quem mais ama… sem precisar que o mundo saiba.

Bom dia para todos nós 🍀



AOS OLHOS DE DEUS, SOMOS TODOS IGUAIS

Há pessoas boas e más em todas as etnias, em todas as raças, em todos os credos e em todos os cantos do mundo.

A cor da pele não define o caráter.
A origem não mede a dignidade.
A religião não faz ninguém superior a ninguém.

O que nos distingue não é a raça, é o coração.
Não é a cor, é a alma.
Não é o nome, é a forma como tratamos os outros.

Perante Deus, não há sangue mais puro, nem gente mais importante.
Há apenas seres humanos.

Todos com o mesmo direito ao respeito, à dignidade e ao amor.

O racismo é uma das formas mais tristes de ignorância, porque julga por fora aquilo que só o interior pode revelar.

 Num mundo já tão ferido por guerras, ódios e divisões, está mais do que na hora de aprendermos o essencial:
ninguém é maior do que ninguém.

#racismonão

Bom dia para todos nós 🍀



NÃO GOSTO DE...

Não gosto de pessoas falsas.
De quem sorri pela frente e apunhala por trás.

Não gosto de brincar à caridade.
A solidariedade não pode servir de palco para vaidades.

Não gosto de inveja.
Há lugar para todos, sem precisar de atropelar ninguém.

Não gosto de oportunistas.
Sobem à custa dos outros e ainda se julgam gigantes.

Não gosto de extremismos.
A História já mostrou, com sangue e horror, onde esse caminho pode levar.

Não gosto de ver crianças tristes.
E quando a tristeza vem da fome, dói ainda mais.

Não gosto de hipocrisia.
Nem de má educação disfarçada de modernidade.

Não gosto de guerras.
Nem de pessimistas.
Nem de máscaras — por isso também nunca gostei muito do Carnaval.

E não gosto de gente que vive de aparência, de falsidade e de manobras de bastidores.

 No fundo, não gosto de tudo aquilo que tira verdade ao mundo.

Prefiro gente frontal.
Prefiro caráter.
Prefiro empatia.
Prefiro luz.

Porque viver já é difícil demais para ainda termos de carregar gente falsa às costas.

Bom dia para todos nós 🍀



PORTUGAL GOLEIA UZBEQUISTÃO POR 5-0

Portugal disparou primeiro e perguntou depois

A seleção acalmou a fervura. E também Ronaldo, que caminhava sobre brasas, pôde colocar os pés em água fria. Marcou dois golos e afastou a pressão de não marcar há dez jogos em Mundiais e Europeus.

Este grande desempenho, em Houston, na 2.ª jornada do Grupo K, permite à seleção sair do jogo pela porta da frente, fresca e muito segura de que vai estar nos 16 avos-de-final da prova – e confiante, mesmo que não certa, de que o fará em primeiro lugar no grupo.

Golos de Ronaldo (2), Nuno Mendes, Nematov (Própria baliza), e Rafael Leão.






HOJE NÃO JOGA APENAS UMA EQUIPA. JOGA UM PAÍS INTEIRO.

Hoje é dia de deixar tudo em campo.

Dia de sofrer, de vibrar, de acreditar até ao último segundo.

Porque os portugueses podem cair, podem ser postos à prova, podem até sofrer mais do que muitos… mas há uma coisa que nunca sabem fazer: desistir.

Somos um povo de coragem.
Um povo habituado às dificuldades.
Um povo que transforma lágrimas em força e pressão em raça.
E é por isso que, quando a Seleção entra em campo, não entram apenas onze jogadores.
Entramos todos.
Entram os que estão nas bancadas, os que gritam em casa, os que sofrem em silêncio, os que vivem cada lance como se fosse o último.

Ali não há clubes.
Não há divisões.
Não há favoritos.
Ali há apenas uma camisola.
Uma bandeira.
Um hino.
Um povo inteiro a empurrar na mesma direção.

Hoje não é dia de críticas.
Hoje é dia de união.
Dia de acreditar.
Dia de vestir as cores de Portugal com orgulho no peito e esperança no coração.

Porque no fim logo se vê.
E as contas fazem-se no apito final.
Até lá… acredita-se, luta-se e apoia-se.

Eu acredito.
E tu?

FORÇA PORTUGAL!



Muito obrigado pela vossa visita

Voltem sempre...