E há séries que ficam para sempre dentro de nós.
"Verão Azul" foi uma delas.
Estávamos em 1982. Eu tinha 19 anos e, todos os sábados à tarde, havia um ritual do qual ninguém me desviava. Sentava-me em frente ao velho televisor, ainda a preto e branco, e deixava de estar na Covilhã para viajar até Nerja, aquela pequena vila andaluza banhada pelo Mediterrâneo.
Durante quase uma hora, deixava de ser apenas um espectador.
Era mais um elemento daquele grupo de amigos.
Pedalava ao lado do Javi, do Pancho, do Quique, da Bea, da Desi, do Tito e do divertido Piraña. Ouvia os conselhos da Júlia e sonhava conhecer o inesquecível Chanquete.
A série falava de amizade verdadeira, do primeiro amor, das diferenças entre gerações, da liberdade, da ecologia, da adolescência e até de temas difíceis como o divórcio, o álcool e as drogas. Para a televisão da época, estava muitos anos à frente.
Pedalava ao lado do Javi, do Pancho, do Quique, da Bea, da Desi, do Tito e do divertido Piraña. Ouvia os conselhos da Júlia e sonhava conhecer o inesquecível Chanquete.
A série falava de amizade verdadeira, do primeiro amor, das diferenças entre gerações, da liberdade, da ecologia, da adolescência e até de temas difíceis como o divórcio, o álcool e as drogas. Para a televisão da época, estava muitos anos à frente.
Mas havia algo que a tornava ainda mais especial.
Não era apenas uma série.
Era um modo de viver.
Era a liberdade de andar de bicicleta sem destino.
Era passar o dia inteiro na rua com os amigos.
Era rir sem relógio.
Era sonhar sem telemóvel.
Era viver... simplesmente viver.
Era um modo de viver.
Era a liberdade de andar de bicicleta sem destino.
Era passar o dia inteiro na rua com os amigos.
Era rir sem relógio.
Era sonhar sem telemóvel.
Era viver... simplesmente viver.
E confesso uma coisa...
A Bea, interpretada por Pilar Torres, era o meu ideal de namorada. Bonita, simples, doce e genuína. Um daqueles amores platónicos que só existem quando somos jovens.
A Bea, interpretada por Pilar Torres, era o meu ideal de namorada. Bonita, simples, doce e genuína. Um daqueles amores platónicos que só existem quando somos jovens.
Os anos passaram.
Vieram os computadores, os telemóveis, a Internet e as redes sociais.
Vieram os computadores, os telemóveis, a Internet e as redes sociais.
Mas sempre que ouço a música de Verão Azul, volto instantaneamente a 1982.
Volto a ser aquele rapaz de 19 anos que acreditava que os verões eram eternos.
Volto a ser aquele rapaz de 19 anos que acreditava que os verões eram eternos.
Anos mais tarde comprei a coleção completa em DVD. Não foi apenas para rever uma série.
Foi para voltar a visitar um pedaço da minha juventude.
Foi para voltar a visitar um pedaço da minha juventude.
Foi precisamente por isso que escolhi VERÃO AZUL para dar nome ao meu blogue.
Porque há histórias que nunca terminam.
Continuam vivas dentro de quem as viveu.
Continuam vivas dentro de quem as viveu.
Afinal, quando uma série toca o coração de uma geração inteira, deixa de ser apenas televisão.
Passa a fazer parte da nossa vida.
Os inesquecíveis protagonistas:
Antonio Ferrandis — Chanquete, o velho marinheiro.
Miguel Joven — Tito, o mais novo do grupo.
Pilar Torres — Bea, irmã de Tito.
Juan José Artero — Javi, o líder do grupo.
José Luis Fernández — Pancho García.
Miguel Ángel Valero — Piraña, o inseparável amigo de Tito.
Gerardo Garrido — Quique, o melhor amigo de Javi.
Cristina Torres — Desi, a grande amiga de Bea.
María Garralón — Júlia, a pintora que ensinou que a vida também se pinta com o coração.
Antonio Ferrandis — Chanquete, o velho marinheiro.
Miguel Joven — Tito, o mais novo do grupo.
Pilar Torres — Bea, irmã de Tito.
Juan José Artero — Javi, o líder do grupo.
José Luis Fernández — Pancho García.
Miguel Ángel Valero — Piraña, o inseparável amigo de Tito.
Gerardo Garrido — Quique, o melhor amigo de Javi.
Cristina Torres — Desi, a grande amiga de Bea.
María Garralón — Júlia, a pintora que ensinou que a vida também se pinta com o coração.
Bom dia para todos nós 🍀
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