O FUTURO QUE IMAGINÁMOS… E O MUNDO QUE ENCONTRÁMOS

Quando, em 1973, a professora Ivone nos pediu um desenho sobre o ano 2000, a minha imaginação voou mais depressa do que qualquer avião.

Desenhei carros voadores.
Imaginei teletransportes.
Sonhei com cidades futuristas como as das séries e filmes que víamos na televisão.

Mais tarde apareceu Espaço 1999 na RTP e a minha cabeça voltou a viajar para um futuro cheio de tecnologia, máquinas incríveis e descobertas sem limites.

Naquele tempo acreditávamos que o futuro seria quase mágico.

E a verdade é que muita coisa mudou.
Vieram os computadores, os telemóveis, a internet, a inteligência artificial… coisas que em 1973 pareciam impossíveis.

Estamos em 2026.
E apesar de toda a evolução tecnológica, continuo à espera da maior invenção de todas:

Mais humanidade.

Porque o mundo evoluiu muito nas máquinas…
mas, por vezes, parece ter desaprendido o essencial:
o respeito, a empatia, a solidariedade e a capacidade de olhar verdadeiramente pelos outros.

Hoje, se me pedissem novamente um desenho sobre 1973, talvez eu não desenhasse carros voadores.

Desenharia algo muito mais raro nos dias de hoje:
um senhor de fato cinzento e uma criança de calções e sandálias, de mãos dadas num jardim da cidade.

Porque há valores antigos que nunca deveriam sair de moda.
E talvez o verdadeiro futuro não esteja na tecnologia…
mas sim em conseguirmos voltar a ser mais humanos uns para os outros. 

Bom domingo para todos nós 🍀







COMO ERA LINDO O JARDIM (NOVA VERSÃO)

🌼Vivia a menos de 300 metros dele…
e aquele jardim foi a minha segunda casa.

Hoje chamam-lhe apenas “jardim”.
Mas para a minha geração era muito mais do que isso.
Era um mundo inteiro de memórias felizes.

Os canteiros sempre impecáveis, as flores coloridas, os jardineiros que tratavam cada canto com orgulho… parecia que o próprio jardim tinha alma.
🌹 Quem não se lembra do Sr. Napoleão?
Dos arcos, do lago e dos peixes coloridos que nos deixavam encantados?

Em frente à Igreja de São Francisco existia aquele famoso calendário de flores que impressionava todos os turistas.
E ali perto ficavam os “bancos dos namorados”… embora naquele tempo bastasse um abraço mais demorado para aparecer logo o Sr. guarda a dar um raspanete. 

🌹 Das grades do jardim viam-se paisagens maravilhosas.
Ao longe, os Penedos Altos, a piscina municipal e uma Covilhã muito mais tranquila, onde o relógio da torre marcava o tempo devagar… como se a vida tivesse menos pressa.

E nós?
Nós éramos felizes com tão pouco.

Jogávamos futebol com bolas de plástico compradas nas lojas do Sr. Morão ou do Sr. Raul.
Brincávamos às escondidas, ao lencinho, aos castelos… até o sol desaparecer.

As crianças andavam de triciclo ou bicicleta sem medos.
Os mais velhos passeavam calmamente pelos caminhos do jardim.
Toda a gente se conhecia.
Toda a gente se cumprimentava.

Hoje talvez existam jardins maiores e cidades mais modernas…
mas dificilmente haverá um jardim com tantas histórias, tantos risos e tanta infância guardada dentro dele.

Porque certos lugares nunca deixam de existir.
Continuam vivos… dentro do coração de quem lá foi verdadeiramente feliz. 

Bom sábado para todos nós🍀



O CAMINHO DA VIDA

🌿O caminho que percorremos na vida é construído por nós.

Os sinais estão lá.
Sempre estiveram.
Mas muitas vezes seguimos distraídos, ocupados demais, magoados demais ou simplesmente perdidos dentro de nós próprios.

Há decisões que parecem pequenas…
mas mudam completamente o rumo da nossa história.

Por vezes escolhemos o caminho errado.
Confiamos nas pessoas erradas.
Insistimos onde já não existe felicidade.
E continuamos a andar, mesmo sabendo cá dentro que aquela estrada já não nos leva a lugar nenhum.

Mas a vida tem algo de extraordinário:
dá-nos sempre novos cruzamentos.

E enquanto houver um novo amanhecer, haverá também a possibilidade de mudar de direção, recomeçar e seguir um caminho melhor.

Ninguém está condenado aos erros do passado.
Nem às quedas.
Nem às fases difíceis.

O importante não é quantas vezes nos perdemos…
mas quantas vezes tivemos coragem de voltar a encontrar-nos.

Porque às vezes o maior passo da nossa vida começa exatamente no momento em que decidimos mudar de rumo.

Bom dia para todos nós 🍀



SANTOS POPULARES NA CIDADE DA COVILHÃ

Houve um tempo em que os Santos Populares na Covilhã eram muito mais do que festas…
eram união, amizade e ruas cheias de vida.

Qualquer esquina servia de arraial.
Bastavam umas bandeirinhas, uma grafonola, uma fogueira acesa e meia dúzia de vizinhos com vontade de conviver.

Ainda hoje sinto o cheiro da sardinha assada a espalhar-se pelas ruas do Batoréu e da Nogueira dos Frades.
O pão numa mão, a sardinha na outra… e pelo meio os saltos à fogueira e os risos que ecoavam noite dentro. 

Os mais velhos passeavam de bailarico em bailarico, cumprimentavam-se todos pelo nome e ninguém ficava sozinho.
A cidade parecia uma grande família.

Na Avenida Frei Heitor Pinto havia a famosa barraquinha do Sr. Torrão, onde comprávamos bombinhas e pequenas loucuras de miúdos para celebrar o São João.
E quem não se lembra dos grilos e das gaiolas compradas na Casa Carrola ou na Casa Cardona?

Hoje temos marchas bonitas, palcos maiores e festas mais modernas…
mas perdeu-se muito da alma daqueles tempos.

Perdeu-se o espírito bairrista.
A partilha entre vizinhos.
A simplicidade das pessoas.
A felicidade das coisas pequenas.

Naquele tempo havia menos dinheiro…
mas havia mais portas abertas, mais gargalhadas sinceras e mais humanidade.

E eu sinto-me privilegiado por ter vivido esses anos, porque certas memórias não envelhecem — ficam acesas dentro de nós como uma eterna fogueira de São João. 

Humildes, mas felizes.
Era assim a minha Covilhã. 

Bom dia para todos nós 🍀



COVILHÃ E NERJA — TÃO DIFERENTES… E TÃO IGUAIS

Há memórias que nunca envelhecem.
E uma delas é a emoção que eu sentia nos anos 80 quando esperava ansiosamente por mais um episódio da inesquecível série Verão Azul.

Quem viveu essa época lembra-se bem de Chanquete, do seu barco, das amizades, dos amores de verão e daquela sensação de liberdade que parecia infinita.

Recentemente voltei a rever a série completa… e percebi algo curioso:
aquela pequena e pacata Nerja de antigamente fez-me lembrar muito a minha cidade, a Covilhã.

À primeira vista parecem mundos diferentes.
Nerja abraçada pelo mar.
Covilhã abraçada pela Serra da Estrela.

Uma vive do cheiro a maresia.
A outra respira ar puro de montanha.

Mas ambas cresceram lado a lado com o tempo, souberam modernizar-se sem perder a alma, mantendo as ruas antigas, as histórias, as tradições e aquele encanto que não se compra nem se fabrica.

Tal como Nerja, também a Covilhã deixou de ser apenas uma pequena cidade pacata.
Cresceu, evoluiu, ganhou novas avenidas, hotéis, comércio, universidade e vida moderna… mas continua a guardar memórias em cada esquina.

E talvez seja isso que torna certos lugares especiais:
não são apenas bonitos… fazem-nos sentir em casa.

Hoje, quando vejo o Balcón de Europa em Nerja, lembro-me do nosso “balcão” sobre a Cova da Beira.
Duas paisagens diferentes… mas com a mesma magia.

E confesso que gostava de ver, um dia, Covilhã e Nerja oficialmente geminadas como cidades irmãs.
Porque há ligações que não se explicam apenas pela geografia… explicam-se pela alma dos lugares e pelas emoções que despertam em quem os vive.

No fundo, o mesmo céu continua a olhar pelas duas cidades, como se ainda esperasse o regresso de um novo Verão Azul. 💙

Bom dia para todos nós 🍀



AS SÉRIES E LIVROS DA MINHA VIDA

Hoje dei por mim perdido nas memórias de um tempo que já não volta… e talvez seja isso que lhe dá tanto valor.
Não é saudosismo. É aquela saudade boa de quem viveu uma infância simples, mas cheia de magia. Um tempo em que as bancas e quiosques eram verdadeiros tesouros, onde encontrávamos livros de aventuras, banda desenhada e revistas que nos faziam viajar sem sair do lugar.

 Enquanto hoje as crianças vibram com o Ruca, o Noddy ou o Pocoyo, nós crescemos com o Marco, a Heidi, o Calimero, o “Verão Azul” ou os “Pequenos Vagabundos”. E tenho a certeza de que, daqui a muitos anos, os nossos filhos também irão recordar os desenhos deles com o mesmo brilho nos olhos com que nós falamos dos nossos.

Ainda hoje guardo algumas dessas relíquias. Fiz questão de comprar ao meu filho a coleção completa do Marco e da Heidi, porque há histórias que merecem atravessar gerações. Tenho também em DVD séries antigas que marcaram a minha infância e adolescência… e sempre que as revejo, volto por instantes a ser aquele miúdo despreocupado.

Lembro-me de devorar os livros de “As Aventuras dos Sete”. Enquanto não acabasse um, nem descansava. E depois havia a magia das bandas desenhadas: Tio Patinhas, Mickey, Donald, Pateta… personagens que faziam parte da família de tanta criança dos anos 70, 80 e 90.

Na minha pequena biblioteca também moravam o Tarzan, o Homem-Aranha, o FBI, o Mundo de Aventuras e tantos outros que hoje quase desapareceram das mãos das crianças… substituídos por ecrãs, vídeos rápidos e distrações instantâneas.

E como esquecer certas séries que nos marcaram para sempre? “Holocausto”, por exemplo, ensinou muita gente sobre os horrores da guerra e da maldade humana. Verão Azul , Pequenos Vagabundos, ou aquele dia inesquecível em que fui ao Teatro-Cine da Covilhã ver “Marcelino Pão e Vinho”. Se a memória não me falha, foi o primeiro filme que vi numa sala de cinema. E ainda hoje consigo sentir aquela emoção.

 Não estou a dizer que antigamente tudo era melhor. Os tempos mudam, o mundo evolui e cada geração terá as suas próprias recordações. Mas havia qualquer coisa de especial naquela simplicidade. Havia tempo para sonhar, imaginar e viver as histórias de forma intensa.

Talvez por isso estas séries e estes livros nunca morram verdadeiramente. Porque não eram apenas entretenimento… eram companhia, emoção, inocência e felicidade.

 E é curioso como basta ouvir uma música antiga, rever um episódio ou folhear um livro antigo para sermos transportados imediatamente para um tempo em que a vida parecia mais leve.

Quem viveu esses tempos sabe exatamente do que estou a falar. 💗

Bom dia para todos nós 🍀



TEMOS QUE EDUCAR OS NOSSOS FILHOS

Vivemos numa época em que há crianças com tudo…
mas, ao mesmo tempo, cada vez mais vazias por dentro.
Hoje fala-se muito da violência nas escolas, da falta de respeito, da indisciplina e da frieza dos jovens.
Mas talvez esteja na altura de fazermos uma pergunta difícil:
Quanto tempo damos realmente aos nossos filhos?
Muitos pais chegam cansados a casa.
A vida está difícil, o trabalho desgasta, os problemas acumulam-se… eu sei disso.
Mas enquanto um adulto pensa nas contas, no emprego ou no cansaço, há uma criança do outro lado apenas à espera de atenção.
À espera de uma conversa.
De uma brincadeira.
De um abraço.
De alguém que lhe pergunte:
“Como foi o teu dia?”
E muitas vezes essa atenção é substituída por um telemóvel, um tablet, uma consola ou mais um brinquedo.
Mas nenhum brinquedo no mundo substitui a presença de um pai ou de uma mãe.
 Uma criança não precisa apenas de coisas.
Precisa de tempo.
Precisa de afeto.
Precisa de sentir que é importante para alguém.
Porque as crianças que crescem sem diálogo acabam muitas vezes por crescer também sem referências emocionais.
E depois admiramo-nos quando chegam à adolescência revoltados, distantes, agressivos ou incapazes de respeitar professores, colegas e até os próprios pais.
A verdade custa a ouvir:
a escola ensina… mas a educação começa em casa.
 Talvez bastassem 30 minutos por dia.
30 minutos sem televisão.
Sem telemóveis.
Sem distrações.
30 minutos para brincar, conversar, ouvir e criar memórias.
Porque um dia os nossos filhos vão esquecer muitos dos brinquedos que lhes demos…
mas nunca esquecerão a ausência ou a presença que tivemos nas suas vidas.
E no futuro, aquilo que mais ficará no coração deles não será o que comprámos.
Será o tempo que lhes dedicámos.

Bom dia para todos nós🍀



NASCI SPORTINGUISTA

Não foi uma escolha de ocasião, nem uma moda passageira. Foi um sentimento que me entrou no coração ainda em criança, daqueles que passam de geração em geração como um tesouro de família. O meu pai era Sportinguista… e sem saber, ensinou-me muito mais do que futebol. Ensinou-me paixão, lealdade e amor a um símbolo que atravessa décadas.

Cresci a ouvir os relatos do Sporting na rádio, com aquele nervosismo bom que só quem viveu esses tempos consegue entender. A imaginação fazia o resto… cada golo parecia ainda maior, cada vitória era celebrada como uma conquista da nossa própria família. A rádio unia casas, cafés, ruas inteiras e fazia bater milhares de corações ao mesmo ritmo.

Os meus ídolos tinham nomes eternos.
Héctor Yazalde, o goleador temível.
Vítor Damas, o eterno guardião leonino.
Rui Jordão, classe pura dentro de campo.
Joaquim Agostinho, um gigante do ciclismo que fazia Portugal parar.
Carlos Lopes e Fernando Mamede, homens que levaram o nome de Portugal e do Sporting mais longe.

Ainda hoje guardo na memória a emoção de ver o grande Agostinho subir a serra na Volta a Portugal. As estradas cheias, o povo ao rubro, os aplausos sentidos… eram momentos que pareciam unir o país inteiro. E que orgulho foi também ver ao vivo jogadores como Rui Jordão, Manuel Fernandes, Ferenc Mészáros e António Oliveira. Jogadores que não vestiam apenas uma camisola… carregavam uma história inteira às costas.

E depois há a Taça de Portugal… ah, a Taça é sempre uma festa! É o futebol vivido na sua essência mais pura, onde o coração fala mais alto e onde o Sporting mostra a força do seu povo. Porque ser do Sporting não é apenas apoiar um clube. É sentir orgulho nas vitórias, manter a fé nas derrotas e continuar sempre ao lado do leão.

 Viva o Sporting Clube de Portugal!
Um amor que não se explica… sente-se. 

Bom domingo para todos nós🍀




1978


Em 1978 não existiam telemóveis.
Não havia internet, redes sociais, computadores ou televisão por cabo.

E, mesmo assim… eu era feliz.

Talvez até mais feliz do que muitos jovens hoje.

Tinha 16 anos.
Vivia com a minha mãe, a minha avó materna e o meu irmão.
A vida era simples, mas tinha sabor.

Nesse verão, por alturas da Feira de São Tiago, apaixonei-me perdidamente… durante cinco dias 
Parece pouco?
Naquela idade parecia uma eternidade. 😂

Numa outra ocasião, eu e o Francisco, grande amigo da minha juventude, conhecemos umas emigrantes e acabámos por improvisar um baile na Escola Central.
Ele foi buscar o rádio de cassetes a casa e fizemos uma festa como hoje já quase não se vê.

A escola estava aberta.
As pessoas confiavam umas nas outras.
E nós só queríamos rir, dançar e aproveitar a vida.

Estudava na Escola Frei Heitor Pinto, onde hoje tenho o privilégio de trabalhar.
A vida dá voltas incríveis.

Nas férias brincávamos em São Silvestre, nos Penedos Altos ou simplesmente na rua até anoitecer.
Não precisávamos de muito para sermos felizes.

E sabem uma das minhas brincadeiras preferidas?

Escrever nas caricas das garrafas os nomes dos ciclistas da Volta à França e inventar eu próprio as etapas da corrida pela sala de casa 

Os móveis transformavam-se em montanhas, curvas perigosas e metas finais.
E eu divertia-me horas sem precisar de ecrãs, internet ou baterias.

 Hoje as crianças têm quase tudo…
mas muitas vezes falta-lhes aquilo que nós tínhamos em abundância:
tempo, imaginação e liberdade.

Na televisão existiam apenas dois canais da RTP e, com sorte, apanhávamos os canais espanhóis da TVE.
Talvez por isso vivêssemos mais na rua do que fechados dentro de casa.

 Não escrevo isto por saudosismo.
Nem para dizer que antigamente tudo era melhor.

Escrevo apenas para recordar uma verdade simples:

A felicidade nunca dependeu da tecnologia.
Dependeu sempre das pessoas, dos momentos e da forma como vivíamos a vida.

E às vezes penso…

talvez tenhamos evoluído muito no conforto…
mas perdido um pouco da alma pelo caminho.

Bom dia para todos nós 🍀



UMA RUA CHEIA DE VIDA

É difícil explicar a saudade de um lugar onde fomos verdadeiramente felizes.

🌿 Eu nasci numa rua cheia de vida.
Uma rua onde as pessoas se conheciam pelo nome, onde as portas estavam quase sempre abertas e onde os cheiros das estações pareciam fazer parte da família.

Ainda hoje fecho os olhos e consigo ver-me a correr até São Silvestre para brincar com os meus amigos na Escola Central, no tempo em que ainda era passagem pública.
Antes disso, esperava pacientemente junto ao “Montiel” pelo sinal do polícia sinaleiro… e mal ele autorizava, lá ia eu a correr pela rua fora, como se o mundo inteiro me esperasse no Largo da Capela de São Silvestre.

Naquele tempo, a cidade tinha alma.

O comércio vivia cheio de gente.
Na mercearia do Sr. Raúl Paiva levantavam-se as compras da minha mãe e da minha avó.
Em frente ao Jardim Público, a D. São recebia todos na padaria com um sorriso que nunca falhava.

E na minha rua… a Comendador Campos Melo… havia vida em cada porta.

Os cafés cheios de conversa e amizade.
As lojas tradicionais onde toda a gente se conhecia.
As mercearias, padarias e livrarias que davam vida à rua.
Os espaços onde se aprendia música, onde se faziam amizades e onde cada porta guardava histórias.
Os bancos, os pequenos negócios, sempre cheios de gente e movimento.

Cada nome destes guarda uma história.
Cada porta fechada hoje leva consigo um pedaço da nossa memória.

 Às 5h30 da manhã já se ouviam os operários a descer para as fábricas, a mota do padeiro e, pouco depois, o primeiro autocarro vindo da Aldeia do Carvalho.

A cidade acordava cedo… mas acordava viva.

Não havia telemóveis.
Não havia redes sociais.
Havia futebol na rua, joelhos esfolados, gargalhadas sinceras e adultos sentados nos cafés a conversar horas sem olhar para relógios.

No Natal, as famílias juntavam-se à mesa como se nada fosse mais importante no mundo.
E muitos ainda saíam para a Missa do Galo ou para se aquecerem junto da fogueira.

 Hoje, quando passo naquela rua, sinto um aperto no peito.

Vejo demasiadas portas fechadas onde antes existia movimento, amizade e alegria.
Mas há coisas que o tempo nunca conseguirá apagar.

Porque, mesmo mudada… mesmo mais silenciosa…
continuará sempre a ser a rua onde nasci.
A minha rua.
A rua da minha vida.

Boa tarde para todos nós 🍀



ABRIL TEM DE SER CORAGEM, MUDANÇA, FUTURO

Portugal está a morrer aos poucos… e o mais assustador é que já quase ninguém se indigna.

Em pleno século XXI, vemos o interior do país a ficar vazio.
Fecham escolas.
Encerram centros de saúde, tribunais, correios e serviços públicos.
Diminuem os transportes.
As aldeias perdem vida.
As ruas perdem crianças.

Os pais abandonam os filhos.
Os filhos maltratam os pais.

E, enquanto tudo fecha… aumentam os lares e alargam-se os cemitérios.

Um país que abandona os seus idosos, destrói a educação e deixa morrer o interior é um país que perde a sua identidade.

Hoje temos tecnologia, temos modernidade, temos redes sociais…
mas estamos a perder aquilo que mais importava: valores, humanidade e sentido de comunidade.

Os nossos pais e avós tinham menos dinheiro… mas talvez fossem mais felizes.
Havia respeito.
Havia união.
Havia tempo para viver e não apenas para sobreviver.

Então porque razão tanta gente vive sem esperança?

Portugal é um dos países mais bonitos do mundo.
Tem mar, montanha, sol, terra fértil e um povo trabalhador.
Um verdadeiro cantinho à beira-mar plantado.

Porque durante anos deixámos que nos roubassem o futuro em silêncio.
E porque muitas vezes criticamos tudo… mas esquecemo-nos de que também somos responsáveis pelas escolhas que fazemos.

Mas eu recuso-me a acreditar que este país não tem solução.

A esperança está numa geração que tenha coragem de lutar, de pensar diferente e de voltar a colocar as pessoas em primeiro lugar.

Porque Abril não pode ser apenas uma data no calendário.
Abril tem de ser coragem.
Tem de ser mudança.
Tem de ser futuro.

E enquanto houver alguém que não desista de Portugal…
Portugal ainda pode renascer.

Boa tarde para todos nós🍀



MESTRES OU APRENDIZES?

Somos mestres a aconselhar os outros… mas aprendizes quando a vida nos põe ao espelho.

É curioso como conseguimos encontrar as palavras certas para aliviar a dor de alguém:
“Vai passar.”
“Tu és forte.”
“Não penses demasiado nisso.”
“Afasta-te do que te faz mal.”

Mas quando a tempestade chega à nossa porta, esquecemo-nos de tudo aquilo que ensinámos aos outros.

😔 É mais fácil entender a tristeza alheia do que enfrentar os nossos próprios medos.
É mais fácil criticar os vícios dos outros enquanto escondemos os nossos nas gavetas do silêncio.
É mais fácil apontar defeitos do que admitir que também falhamos… todos os dias.

Vivemos numa sociedade onde muitos falam de força, mas poucos têm coragem de mostrar as suas fragilidades.
Há quem critique quem bebe demais, enquanto se afoga em ansiedades escondidas.
Há quem condene a mentira, mas viva preso às pequenas falsidades que criou para parecer perfeito.
Há quem dê lições de amor, mas não saiba amar-se a si próprio.

A verdade é que todos carregamos batalhas invisíveis.
Todos temos cicatrizes que escondemos atrás de sorrisos.
Todos temos hábitos, medos e fraquezas que tentamos maquilhar para que ninguém veja.

E talvez a maior humildade da vida seja esta:
antes de julgarmos alguém… olharmos para dentro de nós.

Porque ninguém é tão perfeito como mostra nas redes sociais.
Ninguém tem a vida totalmente resolvida.
E muitas vezes, quem mais aconselha… é quem mais precisa de ouvir os próprios conselhos.

Talvez o mundo fosse mais leve se trocássemos a crítica pela compreensão.
Se em vez de apontarmos dedos, estendêssemos mãos.
Se tivéssemos a coragem de admitir:
“Eu também erro.”
“Eu também caio.”
“Eu também estou a tentar.”

No fundo, todos somos humanos a aprender a viver… mesmo quando fingimos que já sabemos tudo.

Boa noite para todos nós 🌙



NÃO HÁ MAL QUE SEMPRE DURE, NEM BEM QUE NUNCA ACABE

Há fases da vida em que parece que tudo acontece ao mesmo tempo.
Avaria-se a máquina, o carro deixa-nos na estrada, aparecem despesas inesperadas, problemas de saúde, preocupações… e, quando pensamos que pior já não pode ficar, surge mais uma dificuldade.

E então fazemos a pergunta que quase todos fazemos em silêncio:
“Porquê eu?”

Nesses momentos, a vida parece injusta.
Sentimo-nos cansados, revoltados e até perdidos.
Há dias em que sorrimos por fora… enquanto por dentro travamos batalhas que ninguém imagina.

Mas o tempo ensina-nos uma coisa:
as maiores tempestades também acabam por passar.

Muitas vezes são precisamente os momentos mais difíceis que nos transformam.
São eles que nos tornam mais fortes, mais humanos, mais conscientes da fragilidade da vida e do verdadeiro valor das pessoas que permanecem ao nosso lado.

Para quem tem fé, talvez sejam provas.
Para outros, simples desafios da vida.
Mas, seja qual for a explicação, existe algo que nunca podemos perder: a esperança.

Porque, mesmo depois da noite mais escura, o sol volta sempre a nascer. 

E talvez a verdadeira coragem não esteja em nunca cair…
mas em levantar-nos vezes sem conta, mesmo quando a alma já está cansada.

A vida é isto:
resistir, acreditar, semear e continuar.

E nunca esquecer:
há dores que nos derrubam…
mas também há forças dentro de nós que ainda não conhecemos até ao dia em que somos obrigados a usá-las.

Boa noite amigo@s do meu pequeno mundo 🍀



O CINEMA CINE-CENTRO

🎬Houve um tempo em que ir ao cinema na Covilhã não era apenas ver um filme… era viver uma aventura.

O velho Cine-Centro marcou gerações inteiras nos anos 80 e 90. E quem lá entrou uma vez, nunca mais esqueceu aquele ambiente tão nosso. 

 Antes do filme começar, já o espetáculo tinha começado cá fora. Filas enormes, grupos de amigos, namoros tímidos e o cheiro das castanhas assadas misturado com o frio da noite covilhanense.

Depois, entrávamos na sala… e parecia que o filme começava dentro de um nevoeiro. O fumo dos cigarros vindo do bar espalhava-se lentamente e dava ao cinema um cenário quase mágico. Hoje seria impensável… mas naquela altura fazia parte da experiência.

E quem não se lembra do porteiro?
A meio da sessão, lá vinha ele, lanterna na mão, a conduzir os atrasados até aos lugares, enquanto toda a gente olhava de lado para os “artistas” que tinham chegado depois do início do filme.

Mas o melhor eram as brincadeiras da plateia.
Pacotes de batatas fritas amachucados de propósito nas cenas mais silenciosas… gargalhadas exageradas… piropos ditos em voz alta… comentários que faziam a sala inteira rebentar a rir. Às vezes, o público conseguia ser mais divertido do que o próprio filme.

 E havia sempre uma figura obrigatória: o bombeiro presente na sala. Discreto, atento, quase parte da mobília daquele espaço que marcou a cidade.

O Cine-Centro não era apenas um cinema.
Era ponto de encontro. Era juventude. Era namoro. Era amizade. Era a Covilhã a viver em comunidade, numa época em que as pessoas se divertiam juntas e criavam memórias sem precisar de telemóveis.

Hoje, naquele espaço onde tantos sonharam diante do grande ecrã, funciona a Assembleia Municipal da Covilhã.
Mudaram-se os tempos, mudou-se o edifício… mas as memórias continuam sentadas naquelas cadeiras invisíveis da nossa saudade. 

Quem viveu o Cine-Centro sabe:
não era só um cinema… era um pedaço da nossa vida.

Bom dia para todos nós 🍀



A PRAÇA

🌼Houve um tempo em que os sábados de manhã na Covilhã tinham outro sabor…

A cidade acordava cedo e quase toda a gente corria para a “Praça”.
As ruas enchiam-se de passos apressados, vozes cruzadas e alcofas na mão.

Eu ia pela mão da minha mãe, atravessava o Pelourinho ao sinal do sinaleiro e entrava naquela confusão maravilhosa da Rua António Augusto de Aguiar.

Na Praça havia de tudo:
pinhões, tremoços, peixe fresco, hortaliças…
e sobretudo vida.

As vendedeiras conheciam as pessoas pelo nome.
Os clientes conversavam uns com os outros.
E nós, miúdos, andávamos colados às mães para não nos perdermos naquele mar de pernas. 😀

As tascas enchiam logo de madrugada, os autocarros vinham carregados da Aldeia do Carvalho e o comércio vivia em pleno.

Hoje talvez tenhamos mais conforto…
mas dificilmente voltaremos a ter aquela proximidade humana, aquela simplicidade e aquele sentimento de comunidade.

A velha Praça não era apenas um mercado.
Era o coração da cidade a bater. 💛

Bom dia de sábado para todos nós🍀



AS SEXTAS FEIRAS DA MINHA ADOLESCÊNCIA

🌼Nas sextas-feiras dos anos 70' e 80', a juventude encontrava-se na esplanada do Primor, na Covilhã.
Ouvíamos os Gemini e os Green Windows enquanto, à mesa, dividíamos caracóis, finos… e sonhos.

Falávamos de amores e desamores como se o mundo parasse ali.
E talvez parasse mesmo.
Não havia telemóveis a tocar.

Não existiam notificações, nem computadores a roubar-nos a atenção.

Existiam pessoas.
Pessoas de verdade.

Conversávamos olhos nos olhos.
Ríamos até doer a barriga.
Criávamos amizades sem fotografias, sem filtros e sem precisar de publicar nada para provar que éramos felizes.

A nossa geração viveu o luxo que hoje quase desapareceu:
o luxo da presença.

As horas passavam devagar.
Os cafés estavam cheios.
As ruas tinham vida.
E os silêncios nunca eram vazios.

Hoje temos tudo para comunicar…
mas, muitas vezes, falta-nos aquilo que mais existia naquele tempo: ligação humana.

Quem viveu aqueles anos sabe do que estou a falar.
E enquanto escrevo isto, consigo quase ouvir a música ao fundo, o tilintar dos copos e as gargalhadas daquela geração inesquecível.

Vocês lembram-se… não lembram? 😊

Boa noite para todos nós 🍀✨



13 DE MAIO

Lembro-me perfeitamente de ter vivido um 12 e 13 de Maio em Fátima… e há sensações que nunca mais nos abandonam.

Milhares de pessoas reunidas no mesmo lugar, vindas de tantos pontos diferentes, com histórias, dores, promessas e esperanças distintas… mas unidas por algo impossível de explicar por palavras.

O silêncio daquele recinto impressiona.
Mesmo no meio de tanta gente, sente-se uma paz enorme, uma energia diferente, quase como se o tempo abrandasse e o coração falasse mais alto.

Vi lágrimas, vi mãos dadas, vi pessoas a rezarem em silêncio e outras apenas a olharem o céu. E percebi que, independentemente da religião de cada um, há locais onde a fé, a esperança e a humanidade se encontram.

Talvez só quem já lá esteve consiga entender verdadeiramente o que estou a tentar transmitir.

Num mundo tão cheio de pressa, guerras, ódio e superficialidade, lugares assim lembram-nos que ainda precisamos de paz, de luz e de acreditar em algo maior do que nós próprios.

Para todos os crentes e não crentes, desejo um dia cheio de serenidade, esperança e amor no coração. 🌹

Bom dia para todos nós🍀



PREMONIÇÃO (II)

Há dores que acontecem…
e há outras que inventamos dentro da nossa própria cabeça.

Todos nós já sofremos por antecipação.
Já chorámos despedidas que ainda nem aconteceram.
Já sentimos saudades de pessoas que ainda estavam ao nosso lado.

E o mais estranho?
Muitas vezes, aquilo que mais temíamos… nunca chegou a acontecer.

Sofrer por antecipação é morrer aos poucos por algo que talvez nunca exista.
É carregar tempestades dentro do peito enquanto o céu continua limpo.

Quem nunca imaginou o pior cenário durante uma madrugada silenciosa?
Quem nunca sentiu um aperto sem conseguir explicar porquê?

Depois existem os sinais… os sonhos… os pressentimentos.
Aquelas sensações estranhas que guardamos no fundo da alma e que só mais tarde fazem sentido.

Desde criança aprendi que a mente humana vai muito além daquilo que conseguimos explicar.
Há sonhos que parecem avisos.
Há silêncios que parecem respostas.
E há pessoas que carregam dentro de si uma sensibilidade que o mundo nunca conseguirá compreender totalmente.

Talvez nem tudo seja coincidência.
Talvez existam ligações invisíveis entre o coração, os sonhos e o destino.

Afinal… todos sonham.
Mas apenas alguns conseguem sentir antes do tempo.

Boa noite para todos nós⭐




SER LUZ

Todos temos uma missão neste planeta…

E por muito que tentem negar, o bem e o mal existem.
Caminham lado a lado, todos os dias, dentro e fora de nós.

A vida coloca-nos constantemente perante escolhas.
Ser luz… ou alimentar a escuridão.

Porque fazer o bem nunca nos livrará das críticas.
Mas fazer o mal deixa marcas que nem o silêncio consegue esconder.

No fim, quando tudo passa, sobra apenas uma pergunta:
que tipo de pessoa escolheste ser?

Escolhe sempre ser luz… porque até a menor estrela consegue vencer a escuridão.

Boa noite para todos nós🍀



SPORTING CAMPEÃO EUROPEU DE FUTSAL

 

Vitória por 2-0 ante o Palma vale o terceiro título europeu aos leões


Os Heróis de Pesaro: Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Diogo Santos, Wesley França, Merlim. SUPLENTES: Gonçalo Portugal, Zicky, João Matos, Pauleta, Felipe Valério, Chishkala, Bruno Pinto, Bruno Maior, Rocha. Treinador: Nuno Dias.










DOMINGOS DE CHUVA

Os domingos de chuva da nossa infância tinham outra magia…

Nos anos 70 e 80, os domingos na Covilhã começavam cedo. Ainda mal amanhecia e já os cafés estavam cheios de turistas, de gorro na cabeça, prontos para subir à Serra da Estrela.
Às seis da manhã já havia chávenas a tilintar, torradas na mesa e conversas que enchiam as ruas de vida.

Galp, Montanha, Danúbio, Montalto, Solneve, Ritz, Polo Norte… cafés não faltavam. E tabernas? Havia tantas que pareciam nunca ter fim.

Enquanto uns corriam para a serra, outros vestiam a roupa de domingo para a missa. E os miúdos mais traquinas ainda tentavam fugir… mas tinham sempre de decorar a cor da batina do padre, não fossem os pais fazer perguntas à chegada a casa 😊

As tardes de chuva passavam devagar.
Ouviam-se relatos de futebol na rádio, via-se o “Passeio dos Alegres”, ou então saía-se para o Teatro Cine, para o Cine Centro ou para apoiar o Sporting da Covilhã no Santos Pinto. Naquele tempo, chuva, frio ou neve não serviam de desculpa para faltar.

E talvez o mais bonito fosse isto:
era impossível andar sozinho. Havia sempre amigos, conversa, gargalhadas e tempo uns para os outros. Não existiam redes sociais, mas existia algo muito mais raro hoje em dia… presença.

Vivíamos com menos tecnologia… mas, talvez, com muito mais humanidade. 💗
Quem viveu estes tempos na Covilhã vai sentir este texto no coração.

E quem não viveu… dificilmente conseguirá imaginar a beleza simples daqueles domingos.

Bom domingo para todos nós🍀

Igreja de Nossa Senhora da Conceição


FIM DE SEMANA DE TEMPESTADES

 Bom dia caros seguidores:

Adivinha-se um fim de semana de tempestades, nada que antigamente não existisse, Maio sempre foi por tradição mês de trovoadas.

Bom para ficar em casa, quem pode, tem sempre algo para fazer em casa, não é verdade?

A foto é rua Capitão Alves Roçadas na cidade da Covilhã.

Abraço 





TUDO Q.B.

Nem de mais, nem de menos — tudo q.b.

Na simpatia, nas palavras que escolhemos, na forma como nos damos aos outros, na dedicação a uma causa… até na comida. A vida pede equilíbrio, não excessos.

Porque quem exagera, muitas vezes afasta. E quem dá de menos, acaba por não deixar marca. É nesse meio-termo — tão simples e tão difícil — que mora a verdadeira elegância.

Saber medir não é fraqueza, é inteligência emocional. É perceber quando avançar e quando recuar, quando falar e quando ouvir, quando dar e quando guardar um pouco de nós.

No fundo, viver bem é isso: encontrar a dose certa em tudo.
Porque é no “q.b.” que se revela quem realmente sabe estar.

Boa tarde para todos nós 🍀



SÊ A VOZ DA MUDANÇA

O mundo continua igual… quem paga sempre são os mais frágeis, os esquecidos, os que ninguém defende.

Fala-se muito… mas faz-se pouco.

E mesmo assim, não podemos calar-nos.

Porque uma gota pode perder-se no oceano…
mas milhares de gotas transformam-se em força, em voz, em mudança.

Nunca deixes de ser uma delas.

Bom dia para todos nós🍀



NÃO TOLERO, PONTO.

Há coisas que já não tolero.

Não tolero falsidades —
palavras bonitas que não são sentidas,
elogios vazios ditos só para agradar.

Não tolero quem fala de todos…
mas nunca tem coragem de falar para alguém.

Não tolero quem se põe em bicos dos pés,
nem quem esquece de onde veio
só para parecer maior do que é.

A vida ensinou-me a reconhecer o que é verdadeiro…
e a afastar-me do que é apenas aparência.

Prefiro a verdade, mesmo que doa,
à mentira bonita que só engana.

Porque no fim…
ser é sempre mais importante do que parecer.

Não tolero, ponto.



SPORTING TRICAMPEÃO DE ANDEBOL











 

MÃE QUE PARTISTE...


🌹Mãe que partiste cedo demais,
ficou o silêncio onde antes havia o teu colo.

Ficaram as memórias, os gestos,
o amor que nunca se apaga.

Hoje, no Dia da Mãe,
não te posso abraçar…
mas sinto-te em tudo o que sou.

Porque uma mãe nunca parte de verdade —
vive para sempre no coração de um filho. 

Para todas as Mães do meu pequeno mundo,
um feliz dia da mãe🌹



AS DORES QUE NINGUÉM VÊ

 🌼Há amigos a viver sós.

 🍂Há amigos a lutar em silêncio.

 🍂Há amigos com dores que ninguém vê.

Nem tudo é um mar de rosas…
mas também nenhuma tempestade dura para sempre.

Acredita.
Todos os dias são uma nova oportunidade para recomeçar.

Bom dia para todos nós 🍀



Muito obrigado pela vossa visita

Voltem sempre...