🌿VIVE PARA AGRADAR A TI, E NÃO AOS OUTROS

Nas vitórias, todos te aclamam. Nas derrotas, muitos desaparecem.

A vida ensina-nos, por vezes da forma mais dura, que nem todos os aplausos são sinceros e nem todas as companhias são permanentes. Há quem esteja ao teu lado apenas enquanto tudo corre bem, mas se afaste ao primeiro obstáculo.

Por isso, não vivas à procura da aprovação dos outros. Vive de acordo com a tua consciência, os teus valores e aquilo que te faz verdadeiramente feliz.

Quem passa a vida a tentar agradar a toda a gente acaba, muitas vezes, por deixar de agradar à única pessoa que nunca deveria desiludir: a si próprio.

Sê verdadeiro. Sê livre. Sê fiel ao teu coração.
Porque, no fim de contas, a opinião que realmente importa é aquela que tens quando te olhas ao espelho.

Bom dia para todos nós 🍀



🌿 VIVER É MUITO MAIS DO QUE EXISTIR 🌿

Quando estamos bem connosco próprios, nada nos consegue verdadeiramente apoquentar.

Escolhemos caminhar ao lado de quem nos faz bem, de quem espalha luz e irradia sol todos os dias. Em contrapartida, afastamo-nos naturalmente das pessoas cinzentas, permanentemente de mal com a vida, que apenas alimentam a negatividade e roubam a nossa paz.

Viver é muito mais do que simplesmente existir. E, se tivermos a felicidade de viver com qualidade, serenidade e rodeados de boas pessoas, tanto melhor para nós como para todos aqueles que fazem parte da nossa caminhada.

A vida é demasiado preciosa para ser desperdiçada com quem não sabe sorrir nem deixar os outros sorrirem.

Bom dia, amigos do meu pequeno mundo. Que nunca vos falte paz, saúde e motivos para acreditar que amanhã pode ser ainda melhor 🍀



FÉRIAS 2026

Depois de mais uma época de trabalhinho, eis que chegam as tão aguardadas férias.

Para quem está no ativo, existem três momentos especiais no ano civil: a Páscoa, o Natal e, claro, as férias.

Para mim, as férias são, acima de tudo, um tempo para descansar a mente depois de um ano de trabalho. 

Posso garantir que termino mais um ano profissional de consciência tranquila e com o dever cumprido.

Agora é tempo de usufruir da vida, fazer coisas que não é possível fazer durante o resto do ano, dedicar-me a novos projetos que revelarei a seu tempo e, acima de tudo, encontrar paz. É tempo de preparar a mente para novos desafios e novas conquistas. Nunca se é demasiado velho para aprender, nem para partilhar os nossos conhecimentos com os outros.

Fiquem bem.

Bom dia para todos nós



🌿AS NOSSAS FORÇAS INTERIORES E EXTERIORES

Há dias em que simplesmente não estamos bem. E isso é perfeitamente normal. O nosso corpo não é de ferro, nem o nosso coração está imune ao peso das emoções, das preocupações e das adversidades da vida.

Mas é precisamente nesses momentos que descobrimos uma força extraordinária: a força interior. Aquela coragem silenciosa que nos faz levantar quando tudo parece querer derrubar-nos, que nos leva a fazer o que julgávamos impossível.

E existe também uma força exterior. Para quem acredita, essa força tem um nome: fé. A fé dá esperança quando tudo parece perdido, ilumina o caminho quando reina a escuridão e recorda-nos que, por mais difícil que seja a caminhada, nunca estamos verdadeiramente sozinhos.

A vida pode testar-nos muitas vezes, mas enquanto houver força dentro de nós e fé no coração, haverá sempre um motivo para continuar a lutar.

Nunca subestime o poder de quem acredita… porque, muitas vezes, os maiores milagres começam dentro de nós.

Bom dia para todos nós 🍀



🌿BELÍSSIMOS DIAS DE VERÃO

Nos belos dias de Verão do século passado, quando eu ainda era um menino, saía com os meus familiares em passeio desde o centro da cidade da Covilhã, onde morava, até às portas de entrada do Canhoso.

Não íamos de automóvel, nem de autocarro, mas sim a pé, pois naquela época caminhava-se muito e as distâncias não metiam medo a ninguém. Descíamos as Escadas da Trapa, passávamos pela Ponte dos Costas e seguíamos pela EN 230, entre a Covilhã e o Canhoso. Pelo caminho, divertia-me a subir e a descer as pequenas encostas das bermas da estrada, como se cada metro percorrido fosse uma nova aventura.

Chegados ao Canhoso, o destino era a quinta dos meus tios-avós, situada nas traseiras das antigas bombas da SACOR. Atrás da casa existia um grande descampado — onde hoje se encontra o cemitério do Canhoso — que era o meu parque de diversões. Ali brincava durante horas e, sempre que o comboio passava, corria quase lado a lado com ele, acenando alegremente aos passageiros que seguiam viagem.

A quinta tinha uma mina de água cristalina, onde nunca faltava uma caneca de esmalte para matar a sede com aquela água sempre fresca e deliciosa. Quando as minhas primas vinham de França passar férias, era uma verdadeira festa. Na rádio tocava o conjunto Maria Albertina, com a inesquecível "Canção do Emigrante", e, no velho rádio da minha tia Maria, ainda se acompanhava, religiosamente, a radionovela "Simplesmente Maria".

Mas aquilo de que hoje mais me lembro — e ao qual, na altura, dava tão pouca importância — eram as noites passadas deitado no terraço, debaixo de um céu carregado de estrelas. Que silêncio... Que paz... Que sensação de liberdade e felicidade aquelas noites me proporcionavam!

E como esquecer os casamentos que duravam dois dias, reunindo famílias inteiras à volta de mesas fartas de comida caseira, gargalhadas, música e uma alegria que parecia não ter fim?

São memórias que o tempo jamais conseguirá apagar. Vivíamos com muito menos do que temos hoje, mas sabíamos transformar o pouco em muito. Havia menos bens materiais, é certo, mas havia algo que hoje parece cada vez mais raro: tempo para os outros, portas sempre abertas, vizinhos que eram família e um calor humano que fazia qualquer lugar parecer um verdadeiro lar.

Talvez o progresso nos tenha dado mais conforto, mas dificilmente nos devolverá a simplicidade, a união e a felicidade genuína daqueles inesquecíveis dias de Verão.

Bom dia para todos nós 🍀



O EMIGRANTE

 Estamos na época em que os emigrantes se juntam às famílias. 

 Dedico este tema a todos os emigrantes e seguidores do meu blogue

 Bom fim de semana!




A FÉ É ESSENCIAL PARA QUEM ACREDITA

Há momentos na vida em que tudo parece desabar. As certezas desaparecem, os planos desfazem-se e até a esperança parece querer abandonar-nos.

É precisamente nesses momentos que a fé revela a sua verdadeira força.

A fé é essencial para quem já não conta com mais nada. É a luz que continua acesa quando todas as outras se apagam. É a mão invisível que nos ajuda a levantar quando as nossas pernas já não têm força. É acreditar que, mesmo sem compreender o caminho, existe um propósito para cada obstáculo.

A fé não elimina as dificuldades, mas dá-nos coragem para enfrentá-las. Não muda o passado, mas pode transformar o futuro.

Enquanto houver fé, haverá sempre uma razão para continuar. Porque quem acredita nunca caminha verdadeiramente sozinho.

Bom dia para todos nós 🍀



🌿CONFIANÇA E PERSISTÊNCIA

A confiança e a persistência fazem de ti um vencedor.

A confiança é a força que nos faz dar o primeiro passo. A persistência é a coragem que nos impede de desistir quando o caminho se torna difícil.

Nem sempre os mais talentosos chegam mais longe. Muitas vezes, são aqueles que acreditam em si próprios e continuam a lutar, mesmo perante as derrotas, que acabam por alcançar os seus objetivos.

Cada obstáculo vencido fortalece o caráter, cada queda ensina uma lição e cada recomeço aproxima-nos da vitória.

Lembra-te: os vencedores não são os que nunca falham, mas sim os que nunca deixam de acreditar e de persistir.

Bom dia para todos nós 🍀



PROVÉRBIOS POPULARES DO MÊS DE JULHO

– Em Julho eu o ceifo e o debulho.

– Em Julho tudo farás, só o teu verde não ceifarás.

– Julho sem pulgas no cão, vento norte e muito frio é sinal de pouco pão.

– Água de Julho no rio não faz barulho.

– Julho claro como olho de gado.

– Julho passado sem pré foi melhor.

– Julho fresco, Inverno chuvoso, estio perigoso.

– Água de Julho, no rio não faz barulho.

– Não há maior amigo do que julho com seu trigo.

– Nevoeiro de São Pedro, põe em julho o vinho a medo.

– Quem em Julho ara e fia, Ouro cria.

Julho quente, seco e ventoso, trabalho sem repouso.

– Em julho abafadiço, fica a abelha no cortiço.

– Por todo o mês de julho, o celeiro atulho.

– Em julho, vai à vinha e acharás bago.

– Dezembro com Julho ao desafio, traz Janeiro frio.

– Em Julho, ao quinto dia verás que mês terás.

– Julho abafadiço, fica a abelha no cortiço.

– Julho sem pulgas no cão, vento norte e muito frio é sinal de pouco pão.



🌿SOL E SOMBRA

Há quem tenha o Sol à sua frente, mas escolha viver na sombra.

A vida oferece oportunidades, afetos, motivos para sorrir e recomeçar. No entanto, há quem prefira alimentar a tristeza, o pessimismo ou o medo de mudar, ignorando a luz que está mesmo ao seu lado.

Nem sempre podemos escolher o que nos acontece, mas podemos escolher a forma como enfrentamos cada dia. A felicidade não é uma vida perfeita; é a capacidade de valorizar o que temos, enquanto lutamos pelo que sonhamos.

Porque o Sol nasce para todos... mas nem todos decidem abrir a janela.

Escolhe a luz. A vida fica muito mais bonita quando deixamos o Sol entrar.

Bom dia para todos nós 🍀



NASCER DO SOL NA COVILHÃ


Quando o sol nasce na cidade da Covilhã, o espetáculo é simplesmente inesquecível. Há momentos em que o céu se veste de tons avermelhados e parece incendiar o horizonte, enquanto o sol desponta do lado de Espanha. Quantas vezes contemplei esse cenário dos miradouros do Jardim Público! E, se a brisa fresca descesse da Serra, então a natureza oferecia-nos uma verdadeira obra de arte.

A Covilhã sempre foi uma cidade de ruas e escadarias íngremes. Foi nelas que cresci. Foi nelas que corri, caí, me levantei e fui feliz. Não havia atalhos que não conhecêssemos, nem caminhos que nos metessem medo. O sol nascia... e nós saíamos para viver mais um dia. Tínhamos pouco, é verdade, mas possuíamos uma riqueza que hoje parece cada vez mais rara: uma amizade sincera e um coração cheio de sonhos.

Quantas vezes, no verão, subíamos a pé até às Penhas da Saúde! Descobríamos a serra palmo a palmo, saltávamos de rocha em rocha, seguíamos o curso dos riachos e fazíamos da natureza o nosso maior parque de diversões. Horas intermináveis na piscina, jogos que pareciam nunca acabar e serões de brincadeiras que enchiam as ruas de gargalhadas.

Depois chegava o pôr do sol... outro espetáculo inesquecível. O sol escondia-se por detrás da majestosa Serra da Estrela e uma brisa fresca invadia a cidade. Ainda hoje consigo sentir esse arrepio bom a percorrer-me a espinha. As noites pertenciam às pessoas: os adultos conversavam sentados nas soleiras das portas e nós brincávamos até que o sono nos vencesse, desejando apenas que a noite nunca terminasse.

Numa época em que grande parte da cidade vivia da indústria dos lanifícios, ficar na rua até às 23h00 já era uma pequena vitória. Eram tempos de menos consumismo e de muito mais humanidade. Tempos em que um aperto de mão valia mais do que um contrato e em que a palavra dada era um compromisso para a vida.

Hoje temos muito mais... mas, por vezes, sentimos muito menos.

Talvez a verdadeira riqueza nunca tenha estado naquilo que possuíamos, mas na forma como vivíamos.

Bom dia para todos nós.



🌿POR MINHA CULPA

A vida nem sempre é como a vemos nas redes sociais. As pessoas tendem a partilhar apenas as suas conquistas ou a transmitir a ideia de que está tudo bem, quando, no fundo, todos carregamos as nossas dores e enfrentamos as nossas batalhas.

O sofrimento faz parte da condição humana, mas a forma como lidamos com ele varia de pessoa para pessoa.

Todos nós já passámos por momentos difíceis. Falo por mim: aprendi tanto, mas tanto, com os erros que cometi, que hoje consigo dar um conselho sem receio de ferir alguém.

Quando coloco a minha experiência ao serviço dos outros, não estou a dizer que sei mais do que ninguém. Estou apenas a tentar evitar que alguém tenha de sofrer pelos mesmos erros que eu cometi. 

Porque ninguém merece sofrer pelas nossas escolhas, muito menos quem mais nos ama.

Quando uma pessoa muda, muda, antes de mais, por si própria. Mas essa mudança acaba inevitavelmente por refletir-se na vida daqueles que a rodeiam. Há dores que nos são impostas pelas circunstâncias, mas também existem dores que somos nós a provocar.

Nunca é tarde, seja qual for a idade, para reconhecermos que estivemos errados, pedirmos desculpa, corrigirmos atitudes e mostrarmos que temos um coração genuíno. Afinal, nem sempre a culpa está apenas nos outros. Reconhecer a nossa parte de responsabilidade não é um sinal de fraqueza; é um dos maiores atos de coragem e uma verdadeira vitória pessoal.

Se estás a atravessar um problema, acredita: antes de procurares culpados, olha para dentro de ti e pergunta-te o que podes mudar. Muitas vezes, a resposta que procuramos no mundo está escondida dentro de nós.

Porque, na vida, quase tudo tem solução.

A única certeza sem regresso é a morte. Enquanto houver vida, haverá sempre tempo para aprender, recomeçar e tornar-nos pessoas melhores.

Bom dia para todos nós 🍀



A CONFIANÇA

A confiança ganha-se numa vida, mas perde-se num segundo.

A confiança é um dos bens mais valiosos que podemos oferecer e receber. Não se compra, não se exige e muito menos se impõe. Constrói-se aos poucos, através da honestidade, da lealdade, do respeito e da coerência entre aquilo que dizemos e aquilo que fazemos.

Por vezes, basta um gesto, uma mentira ou uma traição para destruir aquilo que levou anos a construir. E, mesmo quando existe perdão, a confiança raramente volta a ser exatamente a mesma, porque as cicatrizes permanecem.

Por isso, devemos cuidar da confiança como cuidamos de um tesouro: com responsabilidade, sinceridade e respeito. Afinal, quando alguém deposita em nós a sua confiança, está a entregar-nos uma parte de si. E esse é um privilégio que nunca deve ser desperdiçado.

Bom dia para todos nós 🍀



A VIDA É COMO UM JOGO

A vida é como um jogo, há que saber perder e ganhar mas principalmente há que saber estar…

Nem todas as vitórias nos tornam maiores, tal como nem todas as derrotas nos tornam mais pequenos. Há momentos em que ganhamos e outros em que aprendemos. O verdadeiro valor de cada pessoa não está nos triunfos que alcança, mas na forma como trata os outros ao longo do caminho.

A humildade na vitória, a dignidade na derrota e o respeito por quem partilha connosco esta caminhada são as qualidades que fazem a diferença. A vida dá muitas voltas e, hoje, podemos estar no topo; amanhã, podemos precisar da mão de quem um dia esteve ao nosso lado.

No fim de contas, o que fica não são os aplausos nem os troféus. Fica a nossa atitude, as palavras que deixámos, os gestos que tivemos e a forma como fizemos os outros sentir.

Porque, na vida, mais importante do que ganhar… é merecer o respeito de quem caminhou connosco.

Bom dia para todos nós 🍀



🌿SONHO

Existem sonhos tão reais que, ao acordarmos, ainda parece que os estamos a viver. Em alguns deles, regressamos ao passado. Vemos as pessoas tão nítidas ao nosso lado, tal e qual as deixámos há mais de quarenta anos.

Esta noite tive um desses sonhos. Vi alguém que já não via há muito tempo. Parecia até que era uma espécie de continuação do ponto onde tínhamos ficado.

Por vezes, na nossa vida, existem coisas que talvez fiquem por dizer. E é curioso como o nosso subconsciente vai chamar quem, um dia, fez parte de uma fase importante da nossa vida.

Estar ali tão perto, ouvir, falar... é uma coisa extraordinária da mente. Tudo tão bem construído, tão perfeito.

Acordei como se regressasse do passado. Enquanto dormia, revivi momentos que, na altura, tinham ficado em suspenso.

É por isso que acredito que o nosso subconsciente nunca morre. Ficará sempre por aí, algures, à procura de momentos felizes.

Hoje estou mais sereno e mais feliz. Gostei de estar novamente naquele lugar e com aquelas pessoas... uma, em particular.

Há sonhos tão reais que a vida nos proporciona.

E sim... até já. Vou só ali arranjar-te mais dados móveis para nos podermos contatar... para sempre.

Bom dia para todos nós 🍀



🌿 TIPOS DE PESSOAS QUE NOS CERCAM

Existem três tipos de pessoas que nos cercam: as que gostam de andar à nossa frente, as que ficam sempre para trás e as que, aconteça o que acontecer, permanecem ao nosso lado.

São estas últimas que fazem a diferença. Não competem connosco, não nos abandonam nas dificuldades nem aparecem apenas nos momentos de sucesso. Caminham ao nosso lado, partilhando as alegrias, ajudando a suportar as tristezas e estendendo a mão quando mais precisamos.

Porque, no fim de contas, o verdadeiro valor de uma pessoa não está na posição que ocupa no nosso caminho, mas na capacidade de permanecer ao nosso lado quando a vida nos põe à prova.

Bom dia para todos nós 🍀



DOMINGO COM FÉ

 Bom domingo caros seguidores; 

 A praticamente 15 dias das minhas férias profissionais, este ano sem a tradicional visita a Fátima pois a casa parece uma enfermaria, o Fábio a recuperar da perna, está a correr maravilhosamente bem, e a Ana que não melhora do seu problema, exames e mais exames e não se descobre nada. A ver se estes últimos que foi fazer revelam alguma coisa. 

 Estas férias além de descansar, como sempre faço, tenho umas tarefas caseiras para concretizar e assim vou passando o tempo. Não vai faltar o meu dia de fotografo, para a página do FACEBOOK "Correio da Covilhã", e à apresentação da equipa do Sporting Clube da Covilhã na preparação para a Liga 3. Também tenciono comprar uma roupa e calçado para as próximas estações. 

 No campeonato do mundo de Futebol, Portugal saiu nos oitavos de final como aqui foi mencionado  no blogue. Este é dos anos que tenho assistido a mais jogos de futebol. Do que já vi e em minha opinião a França é favorita. 

 E por ser domingo vou acender duas velinhas a Nossa Senhora aqui em casa, a fé ajuda para quem acredita. 

 Abraço. 



AMIGOS E CONHECIDOS

Há uma grande diferença entre amigos e conhecidos.

Os conhecidos entram e saem da nossa vida com a naturalidade dos dias. Cumprimentam-nos, partilham momentos e, muitas vezes, ficam apenas como uma agradável recordação.

Os amigos são diferentes. Estão presentes quando tudo corre bem, mas revelam-se, acima de tudo, quando a vida nos põe à prova. Não precisam de estar connosco todos os dias para fazerem sentir a sua presença. 

Um telefonema, uma mensagem ou um abraço sincero valem mais do que mil palavras.
Os conhecidos sabem quem somos. Os amigos conhecem aquilo que somos.

Ao longo da vida, percebemos que a verdadeira riqueza não se mede pelo número de pessoas que nos rodeiam, mas pela qualidade daquelas que permanecem ao nosso lado, sem interesse, sem máscaras e sem condições.

Porque, no fim de tudo, os conhecidos fazem parte do caminho... os amigos fazem parte da alma.

Bom dia para todos nós 🍀



❤️ AMAR É SABER DAR E RECEBER ❤️

Amar é muito mais do que dizer "amo-te".

É demonstrar esse amor nos pequenos gestos de todos os dias.

É saber dar sem estar constantemente à espera de receber.
Mas também é saber receber o carinho, a atenção e o amor que o outro nos oferece.

Amar é compreender que ninguém é perfeito.

É aceitar as virtudes, mas também os defeitos.
É perdoar quando há arrependimento, conversar quando existem diferenças e permanecer quando seria mais fácil desistir.

Amar é preocuparmo-nos com a felicidade de alguém como se fosse a nossa.
É um abraço dado no momento certo.
Uma mão estendida quando tudo parece desabar.
Um olhar que transmite paz sem precisar de uma única palavra.
O verdadeiro amor não se mede pela quantidade de presentes, nem pelas fotografias perfeitas nas redes sociais.

Mede-se pela presença.
Pela confiança.
Pelo respeito.
Pela lealdade.
Porque amar é estar... mesmo quando a vida não sorri.

Quem ama não controla.
Não prende.
Não humilha.
Não faz do outro uma propriedade.

Quem ama, cuida.
Cuida das palavras para não ferir.
Cuida dos gestos para não magoar.
Cuida da relação todos os dias, porque sabe que o amor é como um jardim: se deixar de ser regado, acaba por murchar.

E há uma verdade que o tempo nunca conseguiu mudar:

O amor não é encontrar a pessoa perfeita.
É encontrar alguém imperfeito e, todos os dias, escolher continuar a caminhar ao seu lado.
Porque, no fim da vida, dificilmente nos lembraremos do dinheiro que ganhámos ou dos bens que acumulámos.

Lembrar-nos-emos dos abraços que demos, das mãos que segurámos, das lágrimas que limpámos e das pessoas que fizeram do nosso coração um lugar melhor.

Amar é, afinal, a mais bela forma de viver. 💗

Bom dia para todos nós 🍀



HÁ 16 ANOS NA REDE SOCIAL FACEBOOK

Já tenho Facebook há 16 anos. Quem diria!

No início, timidamente, passava o tempo a jogar CityVille. Mais tarde, comecei a partilhar músicas dos anos 70 e 80.

Os amigos eram poucos, mas muitos desses primeiros contactos continuam comigo até hoje. Mesmo sendo amizades virtuais, são amizades verdadeiras e fiéis.

Foi apenas no ano passado que decidi tornar esta página pública, para poder partilhar os textos que tinha escrito ao longo de vários anos.

Entretanto, escrevi também dois romances, "Amar e Viver em Liberdade" e "Nunca Digas Nunca", além de "As Aventuras em São Silvestre" e "Portas do Sol".

Administrei vários grupos no Facebook, mas acabei por sair de todos eles para me dedicar de corpo e alma às publicações desta página, onde encontro uma enorme satisfação em partilhar memórias, histórias e reflexões.

Quero agradecer a todos os amigos e seguidores pelas palavras de carinho, incentivo e motivação que diariamente me deixam. São elas que me inspiram a continuar a escrever e a dar vida a tantos textos que guardava nas minhas memórias… e também a muitos outros que ainda estão por nascer.

O meu sincero obrigado por caminharem deste lado.
Um abraço.

Bom dia para todos nós! 🍀



🌿 A CULPA NEM SEMPRE É DOS OUTROS 🌿

Vivemos numa sociedade onde é cada vez mais fácil apontar o dedo.

Se algo corre mal, a culpa é da família, dos amigos, do patrão, da escola, do Governo, da sorte… de toda a gente, menos de nós.

Mas a verdade, por muito que custe aceitar, é que algumas das maiores feridas da nossa vida fomos nós que as provocámos.

Ninguém nos obrigou a tomar certas decisões.
Ninguém nos obrigou a beber
Ninguém nos obrigou a fumar
Ninguém nos obrigou a confiar em quem não merecia.
Ninguém nos obrigou a desistir dos nossos sonhos, a desperdiçar oportunidades ou a seguir caminhos que sabíamos, lá no fundo, que nos fariam mal.

É duro reconhecer isto.
Porque assumir a responsabilidade pelas nossas escolhas exige coragem. Muito mais coragem do que encontrar um culpado.

Errar faz parte da condição humana.
Todos erramos.
O problema não está no erro, mas em passarmos uma vida inteira a culpar os outros pelas consequências das nossas próprias decisões.

Quem vive preso à culpa alheia nunca cresce.
Quem assume os seus erros transforma as derrotas em aprendizagem.

A maturidade começa no dia em que deixamos de perguntar:
"Quem me fez isto?"
E começamos a perguntar:
"O que posso aprender com isto?"

Não podemos mudar o passado.
Não podemos apagar decisões mal tomadas.
Mas podemos decidir que elas não voltarão a definir o nosso futuro.

Porque, muitas vezes, o maior inimigo não está à nossa frente.
Está dentro de nós: o orgulho que não nos deixa admitir que também falhámos.

Assumir um erro não nos torna mais pequenos.
Torna-nos mais fortes.
Mais humildes.
Mais livres.

A vida não exige pessoas perfeitas.
Exige pessoas capazes de aprender, de recomeçar e de ter a honestidade de olhar ao espelho e dizer:
"Fui eu que errei. Agora também serei eu a reconstruir-me."

Porque, quando deixamos de procurar culpados e começamos a assumir responsabilidades, damos o primeiro passo para mudar verdadeiramente a nossa vida.

Bom dia para todos nós 🍀



ADEUS MUNDIAL

Portugal adormeceu na sesta e vai ver o resto do Mundial em casa.
A Roberto Martínez, o Mundial de Portugal começou em Toronto, contra a Croácia – aos três primeiros jogos o espanhol chamou “preparação”. Se assim for, este acaba de ser o Mundial mais curto da história da seleção portuguesa – apenas dois jogos. A derrota por 0-1 frente à Espanha, nos oitavos-de-final, envia a seleção de volta a casa e verá o resto da prova no sofá.





🧸 BRINQUEDOS DE INFÂNCIA

Hoje a nostalgia levou-me até aos brinquedos da minha infância.

Nos anos 60, 70 e 80, ao contrário do que acontece hoje, as brincadeiras de rua eram uma constante. Sem telemóveis, consolas ou computadores, só nos restava brincar ao ar livre: à bola, ao berlinde, às apanhadas, às escondidas, ao jogo do lenço ou, para os mais afortunados, dar umas voltas de bicicleta.

As nossas mães podiam estar descansadas. Não havia o medo constante de raptos, nem a preocupação com drogas ou álcool. Quanto muito, apareciam uns cigarritos às escondidas, sempre com um de nós de vigia para avisar se algum adulto se aproximava. 

Quando chovia ou simplesmente me apetecia ficar em casa, passava horas a brincar com os meus carrinhos Matchbox. Inventava estradas, fazia corridas em cima da mesa da sala e construía um mundo inteiro com a imaginação.

Mas havia uns brinquedos que, na altura, talvez não valorizássemos como mereciam e que hoje considero verdadeiras relíquias: os brinquedos vendidos nas feiras.

Quem não se lembra do famoso Volkswagen Carocha da Polícia? Ou dos pequenos brinquedos domésticos destinados às meninas, como fogões, balanças, máquinas de costura e tantos outros?
Eram brinquedos tradicionais, fabricados artesanalmente em chapa de folha-de-flandres, resistentes, coloridos e acessíveis à carteira dos nossos pais. Nas feiras e mercados faziam as delícias de miúdos e graúdos.

Para minha enorme alegria, descobri recentemente — por acaso, através de uma página do Facebook — que estes brinquedos continuam a ser fabricados em Portugal pela empresa PEPE/JATO.

Graças a essa descoberta consegui adquirir um dos modelos mais emblemáticos da minha infância: o popular Táxi Mercedes-Benz, que hoje exibo com uma pontinha de orgulho na fotografia. 

Mais do que um simples brinquedo, é um pedaço da minha infância.

E há memórias que, por mais anos que passem, nunca deixam de brincar dentro de nós.

Bom dia para todos nós 🍀



PARABÉNS FÁBIO

Hoje é um dia muito especial. O meu filho Fábio celebra os seus 22 anos.

É um orgulho enorme ver o homem em que se tornou: dedicado à sua vida académica, desde o infantário "o meu cantinho", Agrupamento Escolas do Teixoso, Agrupamento Frei Heitor Pinto, Universidade da Beira Interior,  sempre responsável e determinado a construir o seu futuro. 

Também guardo com carinho a sua passagem pela ADE – Associação Desportiva da Estação, onde viveu momentos de aprendizagem, amizade e espírito de equipa.

Como bom apaixonado pelo futebol, nunca escondeu a sua simpatia pelo Sporting Clube de Braga, apoiando sempre o clube do coração com entusiasmo.

Mas, acima de tudo, és um bom filho: educado, humilde, respeitador e com um coração generoso. Essas qualidades valem mais do que qualquer diploma ou qualquer vitória desportiva.

Parabéns pelos teus 22 anos, meu filho. Que a vida te continue a sorrir, que nunca te falte saúde, felicidade e força para realizares todos os teus sonhos.

Temos muito orgulho em ti.

Feliz aniversário! 💗🎉



🌙 AS NOITES DE VERÃO DA COVILHÃ NOS ANOS 80'

Houve um tempo em que as noites de verão não precisavam de Wi-Fi, nem de ecrãs iluminados para serem especiais.

Bastava o cair da noite.

Nos anos 80, a Covilhã transformava-se. O calor do dia dava lugar a uma brisa fresca que descia da Serra da Estrela e convidava toda a gente a sair de casa.

As portas abriam-se e, quase sem combinar, os vizinhos sentavam-se à soleira. Uns levavam uma cadeira de madeira, outros ficavam mesmo no degrau da entrada. As conversas prolongavam-se noite dentro. Falava-se da vida, do trabalho, da família, do futebol, das novidades da cidade... e, muitas vezes, nem era preciso dizer muito. O simples estarmos juntos já bastava.

As crianças eram donas da rua. Corriam, brincavam às escondidas, ao polícia e ladrão, ao lenço, às apanhadas... Riam sem preocupações, enquanto os pais mantinham um olhar atento, mas tranquilo. A rua era de todos e todos cuidavam de todos.

Outro destino obrigatório era o passeio até à Nossa Senhora da Conceição. Subir até lá era quase um ritual das noites quentes de verão. A vista sobre a cidade, iluminada pelas luzes amareladas, tinha uma magia difícil de explicar. Ficava-se ali largos minutos, apenas a apreciar o silêncio e a beleza da Covilhã.

E depois havia o nosso Jardim Público.

Era o verdadeiro coração da cidade nas noites de verão.

As crianças brincavam livremente enquanto os adultos percorriam, vezes sem conta, o passeio de alcatrão que rodeava o jardim. Outros preferiam os bancos, onde as conversas pareciam nunca ter fim.
Mas havia um lugar especial: junto às grades do jardim.
Quem ali parava ficava de frente para uma das paisagens mais bonitas da cidade. Quando o céu se enchia de estrelas e a Serra desenhava o horizonte, havia momentos em que ninguém dizia uma palavra. Bastava olhar. Bastava sentir. Era um espetáculo que a natureza oferecia todas as noites e que nunca cobrava bilhete.

E como esquecer o Largo do Calvário?
Era outro ponto de encontro de muitas gerações. Ali encontravam-se amigos, namorados, famílias inteiras. Conversava-se sem pressas, porque o tempo parecia correr mais devagar.

E as esplanadas…
O MONTALTO, o Primor e o Sporting eram muito mais do que cafés. Eram autênticas salas de estar ao ar livre. Entre um café, uma gasosa, um gelado ou uma cerveja fresca, faziam-se amizades, contavam-se histórias e viviam-se momentos que hoje continuam gravados na memória de quem teve a felicidade de os viver.

Naquele tempo, não existiam telemóveis.
As pessoas olhavam umas para as outras, e não para um ecrã.
As gargalhadas eram verdadeiras.
Os silêncios eram confortáveis.
As amizades eram presenciais.

E a felicidade encontrava-se nas coisas mais simples.

Hoje temos muito mais tecnologia… mas talvez nos falte um pouco da serenidade dessas noites.
Quem viveu a Covilhã dos anos 80 sabe exatamente do que estou a falar.
Porque há memórias que o tempo nunca consegue apagar.

Bom dia para todos nós 🍀



ESCOLHER ENTRE O BEM E O MAL

Todos os dias, mesmo sem darmos por isso, a vida coloca-nos perante pequenas escolhas. Algumas parecem insignificantes, outras têm o poder de mudar completamente o nosso caminho. A verdade é que existe em cada um de nós a capacidade de distinguir o que nos faz bem daquilo que nos prejudica.

Escolher o bem nem sempre é a opção mais fácil. Exige coragem para dizer "não", humildade para reconhecer os erros e força para resistir ao que parece tentador, mas que, mais cedo ou mais tarde, acaba por nos cobrar um preço.

O mal, por outro lado, apresenta-se muitas vezes disfarçado de facilidade, de orgulho, de vingança ou de prazer imediato. Seduz-nos com a promessa de satisfação rápida, mas raramente nos oferece paz duradoura.

No fim de contas, somos o resultado das escolhas que fazemos. Cada decisão constrói ou destrói, aproxima-nos da serenidade ou afasta-nos dela. A felicidade não nasce do acaso, mas da capacidade de escolher, dia após dia, aquilo que alimenta a nossa consciência, fortalece o nosso caráter e nos permite olhar para o espelho sem arrependimentos.

Porque a verdadeira liberdade não está em poder fazer tudo, mas em saber escolher aquilo que nos torna melhores seres humanos.

Que nunca percamos a coragem de escolher o bem, mesmo quando ele exige mais esforço. Porque o bem pode não ser o caminho mais fácil, mas será sempre aquele que nos permite deitar a cabeça na almofada com a serenidade de quem viveu de acordo com a sua consciência.

A vida é feita de escolhas. E cada escolha escreve, silenciosamente, a história de quem somos.

Bom dia para todos nós 🍀



PORTUGAL - 2 CROÁCIA - 1

 Gonçalo Ramos coloca Portugal nos oitavos de final do Mundial 2026

Perisic abriu a contagem na segunda parte depois de um bom primeiro tempo português. Ronaldo igualou de penálti, Ramos concluiu de cabeça o cruzamento de Leão depois dos 90 minutos.





VERÃO AZUL… A SÉRIE QUE NUNCA ACABOU

Há séries que passam.

E há séries que ficam para sempre dentro de nós.

"Verão Azul" foi uma delas.

Estávamos em 1982. Eu tinha 19 anos e, todos os sábados à tarde, havia um ritual do qual ninguém me desviava. Sentava-me em frente ao velho televisor, ainda a preto e branco, e deixava de estar na Covilhã para viajar até Nerja, aquela pequena vila andaluza banhada pelo Mediterrâneo.

Durante quase uma hora, deixava de ser apenas um espectador.

Era mais um elemento daquele grupo de amigos.
Pedalava ao lado do Javi, do Pancho, do Quique, da Bea, da Desi, do Tito e do divertido Piraña. Ouvia os conselhos da Júlia e sonhava conhecer o inesquecível Chanquete.
A série falava de amizade verdadeira, do primeiro amor, das diferenças entre gerações, da liberdade, da ecologia, da adolescência e até de temas difíceis como o divórcio, o álcool e as drogas. Para a televisão da época, estava muitos anos à frente.

Mas havia algo que a tornava ainda mais especial.

Não era apenas uma série.
Era um modo de viver.
Era a liberdade de andar de bicicleta sem destino.
Era passar o dia inteiro na rua com os amigos.
Era rir sem relógio.
Era sonhar sem telemóvel.
Era viver... simplesmente viver.

E confesso uma coisa...
A Bea, interpretada por Pilar Torres, era o meu ideal de namorada. Bonita, simples, doce e genuína. Um daqueles amores platónicos que só existem quando somos jovens.

Os anos passaram.
Vieram os computadores, os telemóveis, a Internet e as redes sociais.

Mas sempre que ouço a música de Verão Azul, volto instantaneamente a 1982.
Volto a ser aquele rapaz de 19 anos que acreditava que os verões eram eternos.

Anos mais tarde comprei a coleção completa em DVD. Não foi apenas para rever uma série.
Foi para voltar a visitar um pedaço da minha juventude.

Foi precisamente por isso que escolhi VERÃO AZUL para dar nome ao meu blogue.

Porque há histórias que nunca terminam.
Continuam vivas dentro de quem as viveu.

Afinal, quando uma série toca o coração de uma geração inteira, deixa de ser apenas televisão.

Passa a fazer parte da nossa vida.

Os inesquecíveis protagonistas:
Antonio Ferrandis — Chanquete, o velho marinheiro.
Miguel Joven — Tito, o mais novo do grupo.
Pilar Torres — Bea, irmã de Tito.
Juan José Artero — Javi, o líder do grupo.
José Luis Fernández — Pancho García.
Miguel Ángel Valero — Piraña, o inseparável amigo de Tito.
Gerardo Garrido — Quique, o melhor amigo de Javi.
Cristina Torres — Desi, a grande amiga de Bea.
María Garralón — Júlia, a pintora que ensinou que a vida também se pinta com o coração.

Bom dia para todos nós 🍀



AS EXCURSÕES PAROQUIAIS QUE NUNCA MAIS VOLTARAM

Houve um tempo em que a felicidade cabia numa camioneta cheia de gente, num saco com sandes de fiambre, numa garrafa de laranjada e na ansiedade de uma viagem que começava ainda antes do nascer do sol.

Nos anos 70 e 80, as excursões paroquiais eram um dos grandes acontecimentos do ano. Durante semanas falava-se delas. Faziam-se as inscrições, preparavam-se os farnéis e contavam-se os dias que faltavam para partir.

Quem era novo nem sonhava ocupar um banco normal. O nosso lugar era na "cozinha", como chamávamos à parte de trás das camionetas. Era ali que ia a rapaziada. Entre gargalhadas, empurrões, jogos improvisados e conversas sem fim, fazíamos daquele pequeno espaço o melhor lugar do mundo.

E também porque podíamos fumar um cigarrito 

E mal a camioneta arrancava começavam as cantilenas que todos sabíamos de cor.
"Senhor chauffeur, por favor, ponha o pé no acelerador... se bater não faz mal, vamos parar ao hospital!"
Cantávamos aquilo a plenos pulmões, para desespero do motorista, que fingia não ouvir enquanto sorria pelo canto da boca. Eram refrões inocentes, próprios de uma juventude despreocupada, que transformava qualquer quilómetro numa festa.

Na nossa paróquia de Nossa Senhora da Conceição, essas excursões deixaram memórias que o tempo nunca conseguiu apagar. Fomos a Fátima, onde a fé e a amizade caminhavam lado a lado. Visitámos Évora, com as suas muralhas e ruas carregadas de história. Descobrimos a Figueira da Foz, onde muitos de nós sentíamos a emoção de voltar a ver o mar.

Mas a viagem que guardo com mais carinho foi a última, em 1983. O destino era Santiago de Compostela e, pelo caminho, pernoitávamos em Braga. Para muitos de nós, dormir fora de casa já era uma aventura. Havia sempre quem demorasse horas a adormecer, quem passasse o tempo a contar anedotas e quem acabasse por acordar toda a gente com mais uma gargalhada.

Não existiam telemóveis, nem selfies, nem redes sociais. As fotografias eram poucas, mas as recordações eram infinitas. Vivíamos o momento sem pensar em registá-lo. Talvez por isso tenha ficado tão bem gravado na memória.

As excursões eram muito mais do que uma simples viagem. Eram uma escola de convivência, de amizade e de entreajuda. Aproximavam gerações, fortaleciam laços e faziam da paróquia uma verdadeira família.

Hoje viaja-se com muito mais conforto. As camionetas são melhores, as estradas são mais seguras e chegamos muito mais depressa aos destinos. Mas, curiosamente, parece que já ninguém regressa com tantas histórias para contar.

Porque o que tornou aquelas excursões inesquecíveis nunca foram os quilómetros percorridos. Foram as pessoas. As gargalhadas na "cozinha" da camioneta. As cantorias que ecoavam estrada fora. O motorista que já conhecia as nossas partidas. Os lanches partilhados. A amizade sincera. A inocência de um tempo em que bastava uma viagem para sermos felizes.

Quem viveu essas excursões sabe exatamente do que estou a falar.

E, de vez em quando, basta ouvir ao longe uma velha camioneta ou recordar aquela cantilena para voltarmos a ser os miúdos de outrora, de mochila às costas e coração cheio, prontos para mais uma aventura.

Boa noite para todos nós ✨



Muito obrigado pela vossa visita

Voltem sempre...