Acordava mais tarde e a higiene pessoal era sempre um pouco mais demorada. Vestia a melhor roupa e, depois do pequeno-almoço, lá ia eu para a catequese, que ficava a poucos metros de casa.
Ao meio-dia começava a missa, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, sempre repleta de fiéis. Depois da missa, era hora de almoço, aquele momento em que a família se reunia à mesa. Por vezes, ia ao “Pintado” buscar o famoso arroz à valenciana, que, naquela época, era único na Covilhã.
Na parte da tarde, tinha duas opções: se houvesse futebol no Santos Pinto, ia ver o meu Sporting da Covilhã; caso contrário, ficava em casa a ouvir os relatos de futebol e a ver o “Passeio dos Alegres”, na RTP1.
Depois do jantar, aguardava ansiosamente pelo “Domingo Desportivo”. E, depois, cama, porque no dia seguinte era dia de escola.
Eram domingos simples, sem grandes luxos, mas cheios de pequenos momentos que ficaram para sempre guardados na memória. Talvez porque, quando somos crianças, não precisamos de muito para sermos felizes. Bastava a família, a nossa casa, os amigos, o futebol, a televisão e aquela sensação de que o mundo era um lugar seguro e cheio de sonhos.
Hoje, tantos anos depois, quando recordo aqueles domingos, percebo que eram muito mais do que simples dias de descanso. Eram pedaços da minha infância… pedaços de uma vida que o tempo levou, mas que a memória nunca conseguiu apagar.
Feliz domingo para todos nós 🍀
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