CAMINHOS CRUZADOS Episódio 2 — O regresso

A Serra da Estrela surgiu finalmente no horizonte.
Depois de tantas horas de viagem, Sofia sentiu uma emoção difícil de explicar.
Sorriu.
— Finalmente… Covilhã!
Havia lugares que, por mais tempo que passasse, continuavam a fazer parte de nós.
Sofia tinha saído dali ainda criança, quando António e Beatriz emigraram para França à procura de uma vida melhor. Lyon tornara-se a sua casa, mas a Covilhã nunca deixara de ser a sua terra.
Entrou na cidade e começou a reconhecer os lugares que guardava na memória.
A estação, algumas ruas, os prédios que pareciam mais pequenos do que recordava…
Tudo lhe despertava lembranças.
Quando chegou à casa onde iria ficar durante as férias, deixou as malas no quarto e abriu a janela.
Respirou fundo.
Estava de volta.
O telemóvel tocou.
— Então, já chegaste? — perguntou Beatriz, do outro lado.
— Já, mãe. Cheguei há pouco.
— Correu tudo bem?
— Sim. Estou cansada, mas feliz.
António apareceu junto de Beatriz.
— Manda um beijo à nossa menina — disse ele.
— Eu ouvi! — respondeu Sofia, rindo.
— Aproveita bem as férias — disse Beatriz. — E não te esqueças de descansar.
— Prometo.
Depois de desligar, Sofia ficou alguns segundos a olhar para o telemóvel.
Sentia saudades dos pais, mas também uma enorme vontade de aproveitar aqueles dias.
Pouco depois recebeu uma mensagem.
Cláudia: “Já estás na Covilhã?”
Sofia respondeu imediatamente:
“Sim! Quando nos vemos?”
A resposta não demorou.
“Daqui a pouco. E prepara-te, porque tenho muita coisa para te contar.”
Sofia sorriu.
Conhecia bem Cláudia.
Quando ela dizia que tinha muita coisa para contar, normalmente significava que a conversa ia durar horas.
Encontraram-se pouco depois.
O abraço foi apertado.
— Estás igual! — disse Cláudia.
— Tu é que estás diferente.
— Para melhor?
— Ainda estou a decidir.
As duas começaram a rir.
Foram tomar um café e passaram boa parte da tarde a recordar histórias antigas, pessoas que tinham conhecido e episódios da infância.
Sofia sentia-se novamente em casa.
Até que, a certa altura, Cláudia ficou mais séria.
— Posso fazer-te uma pergunta?
— Claro.
— Nunca tiveste curiosidade sobre os teus primeiros anos na Covilhã?
Sofia franziu o sobrolho.
— Como assim?
— Tu eras muito pequena quando foste para França. Há coisas de que provavelmente nem te lembras.
— É normal. Eu era uma criança.
Cláudia hesitou.
— A minha mãe contou-me algumas coisas há muitos anos. Sobre aquela época.
Sofia olhou para ela com atenção.
— Que coisas?
Cláudia pareceu arrepender-se de ter começado aquela conversa.
— Nada de importante. Esquece.
— Agora tens de contar.
— Depois falamos disso.
Sofia ficou intrigada.
Quando regressou a casa, tentou não pensar mais no assunto.
Mas não conseguiu.
Naquela noite, ligou aos pais.
Beatriz atendeu.
— Está tudo bem, filha?
— Está. Queria só ouvir a vossa voz.
— Já estás com saudades?
— Um bocadinho.
Conversaram durante alguns minutos.
Sofia esteve quase a perguntar sobre a sua infância.
Quase.
Mas alguma coisa a fez parar.
— Boa noite, mãe.
— Boa noite, filha. Dorme bem.
Depois de desligar, Sofia ficou sentada na cama, pensativa.
A conversa com Cláudia continuava a incomodá-la.
Pegou no telemóvel.
Tinha uma nova mensagem.
Era de Cláudia.
“Sofia, estive a pensar no que te disse hoje. Acho que chegou a altura de te contar uma coisa que ouvi da minha mãe há muitos anos.”
Sofia sentiu um arrepio.
Antes que pudesse responder, chegou uma segunda mensagem:
“Mas tens de prometer que não vais contar a ninguém.”
Sofia ficou a olhar para o ecrã.
O que poderia ser tão importante?
E por que razão a mãe de Cláudia saberia alguma coisa sobre os primeiros anos da sua vida?

Fim do Episódio 2.



CAMINHOS CRUZADOS Episódio 1 — Antes da viagem

Lyon acordava lentamente naquela manhã de verão.
Pelas ruas, a cidade começava a ganhar o movimento habitual. Pessoas apressadas a caminho do trabalho, cafés a abrir portas e o ruído dos carros misturavam-se com os primeiros raios de sol.
Sofia olhou para o relógio antes de sair de casa.
Tinha 25 anos e trabalhava como enfermeira num hospital de Lyon. Gostava da profissão, apesar das exigências e das noites mal dormidas. Cuidar dos outros fazia parte da sua vida e, de certa forma, era aquilo que a fazia sentir-se útil.
Naquela manhã, porém, havia outra coisa a ocupar-lhe os pensamentos.
As férias.
— Finalmente! — disse Sofia, sorrindo enquanto fechava a mala. — Este ano preciso mesmo de descansar.
Na sala, António e Beatriz preparavam o pequeno-almoço.
— Já tens tudo pronto? — perguntou Beatriz.
— Acho que sim. Só falta meter algumas coisas no carro.
António levantou os olhos do café e sorriu.
— Covilhã outra vez...
Sofia riu.
— E que mal tem? É a minha terra. Tenho saudades.
Beatriz ficou alguns segundos em silêncio.
— Também eu...
Sofia não reparou na expressão da mãe.
Para ela, aquela viagem era apenas o regresso temporário a uma cidade que guardava algumas das melhores recordações da sua infância.
António e Beatriz tinham sido sempre o seu porto seguro. Tinham estado presentes nos momentos bons e nos momentos difíceis. Sofia nunca tivera razões para duvidar do amor daqueles dois.
E talvez por isso não compreendesse o estranho silêncio que, por vezes, surgia quando falavam dos primeiros anos da sua vida.
— Mãe?
— Sim?
— Estás bem?
Beatriz sorriu rapidamente.
— Estou, filha. Só estou a pensar que o tempo passa depressa demais.
Sofia aproximou-se e abraçou-a.
— Quando voltar, continuas a ter aqui a tua filha para te chatear.
Beatriz apertou-a contra si.
— Sempre.
Foi uma palavra simples.
Mas António, que observava as duas, baixou os olhos.
Havia coisas que não se diziam.
Havia perguntas que nunca tinham sido feitas.
E havia uma história enterrada há vinte e cinco anos que António e Beatriz tinham jurado nunca revelar.
Horas depois, Sofia entrou no carro.
Antes de partir, olhou uma última vez para a casa onde crescera.
Sentia-se feliz.
Não sabia que aquela viagem a Portugal iria mudar para sempre a sua vida.
A estrada parecia interminável, mas Sofia estava animada.
Pelo caminho, enviou uma mensagem a uma amiga na Covilhã:
“Amanhã estou aí. Temos de pôr a conversa em dia!”
Guardou o telemóvel e sorriu.
Não fazia ideia de que, dentro de poucos dias, uma conversa muito diferente iria acontecer.
Uma conversa que começaria por acaso.
Uma conversa que lhe faria uma pergunta para a qual nunca estivera preparada.
Quem era, afinal, Sofia?

Fim do Episódio 1.



🌿 AS FÉRIAS ESTÃO POR UM FIO… E UMA NOVA HISTÓRIA ESTÁ PRESTES A COMEÇAR! 📖❤️

As férias estão por um fio… Em breve, volto ao trabalho, com a dedicação de sempre. E, como a vida passa depressa, não tarda estamos no Natal e, quando dermos por isso, as férias estarão aí outra vez.

É assim a vida: feita de ciclos, de partidas e regressos, de momentos que passam demasiado depressa. 

Mas há algo que devemos valorizar acima de tudo: a saúde. Porque, sem ela, não conseguimos saborear verdadeiramente os pequenos e grandes momentos que a vida nos oferece. 

Mas estas férias não foram apenas para descansar. Também foram de muito trabalho!
Durante este período, dediquei muitas horas a escrever um romance que, a partir de amanhã, começarei a publicar aqui, diariamente, sempre à mesma hora, ao longo de 90 dias ininterruptos.

São três meses de uma história que espero que vos faça companhia, vos emocione, vos surpreenda e, acima de tudo, vos dê vontade de voltar no dia seguinte para descobrir o que vem a seguir.

Vou desvendar-vos um pequeno segredo…

O romance chama-se “CAMINHOS CRUZADOS” e a trama passa-se nos nossos dias, na época que vivemos atualmente.
E talvez seja precisamente por isso que algumas das personagens, algumas das situações e alguns dos caminhos desta história vos possam parecer estranhamente familiares…
Mas não vou contar mais. 

Uma história escrita com muito carinho, que espero que vocês gostem tanto de ler como eu gostei de a escrever.
E agora que já disse tudo… ou quase tudo… 

Não faltem ao primeiro capítulo! 

Bom dia para todos nós 🍀



🌿BOA VIZINHANÇA

Hoje, uma pessoa sai de casa, entra em casa e, muitas vezes, nem conhece os próprios vizinhos. Mas, na minha mocidade, as coisas eram bem diferentes.

Os vizinhos eram os guardiões uns dos outros. As portas e as janelas podiam ficar abertas que ninguém entrava onde não devia. Das janelas conversava-se de um lado para o outro, e a música ouvia-se, muitas vezes, quase na rua toda.
Podiam-se assar sardinhas que ninguém ficava incomodado com o cheiro. E, se fosse preciso, ainda se repartiam por quem estivesse por perto. O “tintol” era servido pelos restantes homens que se encontravam junto às portas, numa daquelas tertúlias espontâneas que faziam parte do dia a dia.

 Quando brincava na rua, lá se ouvia a voz da minha mãe a chamar:

— O almoço está pronto!

E, sem pestanejar, lá ia eu a correr para casa.

Toda a gente em redor sabia quem era filho de quem e, por vezes, em jeito de ameaça, lá vinha o aviso:

— “Se te portares mal, vou dizer ao teu pai!”

Estávamos sob a vigilância dos adultos por onde quer que andássemos. Naquela altura, não se ouvia falar de raptos nem de abusos como infelizmente ouvimos hoje, e as crianças tinham uma liberdade que atualmente parece quase impossível de imaginar.

Na loja ou na padaria, nem era preciso identificarmo-nos. Bastava dizer:

— “A minha mãe pediu isto ou aquilo.”

E o recado era entregue.

Quando faltava alguma coisa em casa, lá estava a vizinha para desenrascar. E, se faltasse a luz, havia sempre uma vela por perto. No meu caso, cheguei várias vezes a ir ao Sr. Paraíso, da agência funerária, pois ele dizia aos meus pais que, quando fosse preciso, estava ali para desenrascar.
Era assim. Havia confiança, entreajuda e, acima de tudo, havia vizinhança.

Nos Santos Populares, a vizinhança organizava sempre o seu bailarico, com o chiado, a boa da sardinha assada, pão e vinho tinto.
Aparecesse quem aparecesse, ninguém passava fome.

Nessa altura é que havia verdadeiro bairrismo. As ruas, junto às portas, estavam sempre varridas e muitas eram enfeitadas com lindos vasos de flores. Tudo era arranjado pela vizinhança, por gente que tinha orgulho e brio no seu bairro, na sua rua e, sobretudo, naquilo que era de todos.

Sei que os tempos são outros e que, como hoje se diz, existe muito stress. A vida mudou, as pessoas mudaram e até a maneira de nos relacionarmos mudou.
Mas que saudade de ver as crianças a brincar na rua, enquanto os adultos conversavam descontraidamente à porta de casa, muitas vezes sentados nas suas cadeiras, falando da vida, dos vizinhos e de tudo um pouco.

E, em jeito de brincadeira, até diria que eram os grupos do Facebook daquele tempo. 
Só que havia uma grande diferença: em vez de escreverem atrás de um ecrã, estavam ali, frente a frente, a conversar, a rir e a partilhar a vida.

E isso, meus amigos, é daquelas coisas que o tempo levou, mas que a memória teima em guardar.
Que saudade desses tempos de boa vizinhança, em que a porta do vizinho estava tão perto como se fosse a porta de nossa casa.

A fotografia é do Largo de Infantaria 21, na Covilhã, onde ainda se fizeram alguns bailaricos populares. 
Ficava perto da antiga sede do Arsenal de São Francisco, na Rua Nogueira dos Frades.

Bons tempos… boas memórias… e uma enorme saudade!

Bom dia para todos nós🍀



🌿OS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA COVILHÃ

Anos 70, ainda antes da Revolução dos Cravos.

A Covilhã era, nessa altura, uma verdadeira cidade operária. Logo pela manhã, os grupos de operários dirigiam-se para as fábricas, enquanto outros faziam o percurso inverso, regressando a casa depois de uma noite de trabalho.
O Café Danúbio, de que o meu saudoso pai era proprietário, abria portas pelas seis da manhã. O meu pai, além do café, era também motorista de carros de praça, e quem permanecia mais tempo no estabelecimento era a minha avó, a Dona Maria da Trave Grossa, nome que lhe ficou de uma taberna que tivera em tempos.

 Lembro-me particularmente de um daqueles dias de novembro. Levantei-me cedo e, pela casa, ainda circulava o fumo do tabaco Kart, a marca que o meu pai fumava.
Enquanto me preparava para ir tomar o pequeno-almoço, ouvi a sirene dos Bombeiros tocar.
Era um toque intermitente (tipo choro).
Naqueles tempos, nós, miúdos, sabíamos distinguir os diferentes toques da sirene. Quando era intermitente, normalmente significava incêndio numa habitação ou acidente. Havia também o toque mais longo, geralmente associado a incêndios em mato ou a ocorrências consideradas menos urgentes.

 E, mal ouvia a sirene, eu não pensava duas vezes: saía disparado!
Subia as Escadas do Fael, seguia pela Rua Rui Faleiro, atravessava a Travessa do Postiguinho e lá estava eu, em frente ao quartel dos Bombeiros, à espera de ver sair as viaturas.
Os adultos perguntavam aos Bombeiros onde era o fogo ou o acidente e eu, sempre atento, ficava logo a saber a informação. Depois, regressava ao Danúbio e fazia questão de contar aos clientes onde tinha acontecido a ocorrência.
Era uma espécie de repórter de bairro, ainda sem saber que, muitos anos mais tarde, haveria de gostar tanto de contar histórias e memórias da minha cidade. 

Lembro-me também de que o jipe saía logo, normalmente com o comandante, e depois começavam a sair as chamadas “bombas”, uma atrás da outra, à medida que os bombeiros iam chegando ao quartel.
E eu ficava ali.
Só arredava pé quando o último carro saía.
Eu e muitos outros “mirones” que, naquela época, se juntavam em frente ao quartel para acompanhar aquele movimento. 
Hoje, tantos anos depois, sempre que ouço uma sirene de Bombeiros, é impossível não recuar no tempo.
Volto a ver aquele miúdo a correr pelas ruas da Covilhã, cheio de curiosidade, a querer saber onde era o fogo, quem tinha precisado de ajuda e para onde tinham partido aquelas viaturas vermelhas.
Mas, acima de tudo, volto a lembrar-me de homens e mulheres que, muitas vezes sem sabermos os seus nomes, saíam de casa deixando para trás a família, o trabalho e a tranquilidade, para correrem em auxílio de quem precisava.

É por isso que hoje quero deixar uma palavra de enorme respeito, gratidão e reconhecimento a todos os Bombeiros.
Aos que estão no ativo, aos que já vestiram essa farda e a todos aqueles que, ao longo dos anos, deram o melhor de si pela nossa comunidade, o meu muito obrigado!
E, de forma muito especial, uma merecida homenagem à nossa corporação dos Bombeiros Voluntários da Covilhã, homens e mulheres que continuam a honrar uma missão que merece todo o nosso respeito e admiração.

Ser Bombeiro é muito mais do que vestir uma farda.
É ter coragem para correr quando todos os outros fogem.
É estar disponível para ajudar, muitas vezes sem saber o que vai encontrar.
É salvar, proteger e, tantas vezes, dar a própria vida pelos outros.
 A todos os Bombeiros Voluntários da Covilhã, o meu sincero e sentido OBRIGADO

Porque depois de um dia a cuidar dos outros, também os nossos Bombeiros merecem que alguém cuide deles. 

Bom dia para todos nós 🍀



🌿O MEU DIÁRIO

Antes de escrever mensagens no computador, tive um diário onde escrevia aquilo que achava importante. Era um desabafo para o papel, com alguns erros, é certo, mas com muita dedicação.

Escrevia sobre paixonetas, anotava os trocos que tinha para o mês, da mesada que me davam, as arrelias do dia… Enfim, era uma espécie de rede social, mas muito pessoal. Quando andava no ciclo preparatório, ainda tive algumas dedicatórias de colegas de escola que escreviam nesse diário.

 Num verão recente, resolvi romper com uma certa parte do passado. Algumas cartas e dedicatórias deitei fora; coisas que guardei religiosamente durante anos, coloquei-lhes uma pedra em cima. Fiquei com alguns aerogramas que escrevia e recebia do tempo em que o meu irmão esteve em Angola, na Guerra Colonial, uns bilhetes de cinema do Cine Centro e do Teatro Cine, e os bilhetes de futebol do ano da subida do Sporting Clube da Covilhã à 1.ª Divisão.
Das paixonetas da infância, foi quase tudo embora… mas apenas do papel, porque, na memória, ficou gravado.

Tudo tem um prazo de validade. Até as pedras, um dia, se vão transformar em pó. Quando fecho um ciclo, não estou a deitar fora o passado; estou apenas a fazer as pazes com ele.
Já não é possível voltar atrás, mas é possível aceitar aquilo que um dia nos foi dado e também aquilo que, um dia, nos foi retirado. Tudo tem uma razão de ser.

Por vezes, tenho de apagar números de telemóvel. Os amigos vão partindo e, apesar da dor, tenho de aceitar. É a lei da vida. Todos temos o nosso destino marcado.

Importante mesmo é fazer as pazes com o passado e poder viver o presente com a consciência tranquila e o coração mais leve. E, quem sabe, um dia, noutro sítio qualquer, iremos pôr a conversa em dia…

Porque há pessoas que saem da nossa vida, mas nunca saem verdadeiramente da nossa memória.

Bom dia para todos nós🍀





🌿TRAGO EM MIM

Trago em mim as recordações da infância, feitas de momentos simples, mas que o tempo nunca conseguiu apagar. São memórias que permanecem guardadas no coração e que, de vez em quando, regressam para nos lembrar de quem fomos e de tudo aquilo que vivemos.

Trago também a realidade do presente, com os seus dias bons e menos bons, com as alegrias, as 
dificuldades, as conquistas e as aprendizagens que a vida nos vai oferecendo.

E, acima de tudo, trago em mim a esperança no futuro.

Porque podemos carregar saudades do passado, viver intensamente o presente e, ainda assim, continuar a acreditar que amanhã será um dia melhor.

A vida é feita de memórias que nos aquecem o coração, de momentos que nos ensinam e de sonhos que nos fazem continuar a caminhar.

Trago em mim aquilo que fui, aquilo que sou e a esperança naquilo que ainda poderei ser.

E talvez seja isso que torna a nossa caminhada tão bonita: nunca deixarmos de acreditar.

Bom dia para todos nós 🍀



🌿A IMPORTÂNCIA DE VIVERMOS EM PAZ

A importância de vivermos em paz é fundamental para o futuro da humanidade e para a sustentabilidade do nosso planeta.

Vivemos tempos em que, demasiadas vezes, o ódio parece falar mais alto do que o respeito, a intolerância tenta sobrepor-se ao diálogo e a divisão é alimentada por aqueles que sabem que um povo unido é sempre mais difícil de manipular.

Mas nunca podemos esquecer uma verdade essencial: não existe futuro onde reina o ódio, nem verdadeira humanidade onde falta o respeito pelo próximo.

Viver em paz não significa pensarmos todos da mesma forma. Não significa concordarmos com tudo, nem fecharmos os olhos ao que consideramos errado. Pelo contrário. A paz constrói-se precisamente quando, mesmo tendo opiniões diferentes, somos capazes de dialogar, respeitar e reconhecer no outro um ser humano com a mesma dignidade que nós.

Para quem acredita nos valores cristãos, a mensagem é clara e intemporal: amar o próximo, praticar o bem, perdoar, ajudar quem sofre e tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. Jesus Cristo não ensinou o ódio, a discriminação ou a perseguição. Ensinou o amor, a compaixão, a humildade e a paz.

E é por isso que o racismo nunca poderá ser aceite por uma sociedade verdadeiramente humana e cristã.
Nenhuma pessoa é superior a outra pela cor da pele, pela sua origem, pela nacionalidade, pela religião ou pela condição social. Antes de qualquer rótulo, somos todos seres humanos. Todos choramos, todos sofremos, todos amamos e todos desejamos, no fundo, viver com dignidade e esperança.

Também devemos estar atentos aos falsos profetas. Aos que aparecem com discursos aparentemente salvadores, prometendo resolver tudo através do medo, do ódio e da divisão. Aos que apontam sempre um inimigo para esconder os verdadeiros problemas. Aos que usam a fé para manipular, a mentira para convencer e a revolta para conquistar poder.

Nem todos os que falam de Deus vivem segundo os seus ensinamentos. Nem todos os que falam de paz trabalham verdadeiramente para a alcançar. Nem todos os que prometem salvar o povo estão interessados no bem do povo.
Por isso, é fundamental pensar, ouvir, questionar e não entregar a nossa consciência a ninguém.

E aqui entra outro dos maiores poderes que possuímos numa sociedade democrática: o voto. 
Votar não é apenas colocar uma cruz num boletim. É assumir uma responsabilidade. É escolher, de forma livre e pacífica, o rumo que desejamos para a nossa terra, para o nosso país e para o futuro dos nossos filhos e netos.

O voto pode fazer a diferença.
Pode ser usado para apoiar aqueles que defendem o respeito, a justiça, a verdade e a dignidade humana. Ou pode, quando mal pensado e entregue ao medo, abrir portas à intolerância, à mentira e à divisão.
Cada voto é uma voz. E cada voz tem o poder de ajudar a escolher entre caminhos que aproximam as pessoas e caminhos que as afastam.

Não devemos votar por ódio. Não devemos votar movidos pela mentira. Não devemos votar apenas porque alguém grita mais alto ou promete aquilo que sabemos ser impossível.
Devemos votar com consciência, com responsabilidade e, acima de tudo, com humanidade.

Porque o verdadeiro progresso não se mede apenas pela riqueza de uma nação. Mede-se pela forma como tratamos os mais frágeis, os idosos, as crianças, os pobres, os diferentes e todos aqueles que, por alguma razão, precisam de uma mão estendida em vez de um dedo acusador.

A paz começa em cada um de nós.
Começa nas palavras que escolhemos.
Na forma como falamos de quem é diferente.
Na capacidade de discordar sem insultar.
Na coragem de combater o mal sem nos transformarmos naquilo que condenamos.

O mundo não precisa de mais muros entre as pessoas. Precisa de mais pontes.
Não precisa de mais racismo. Precisa de respeito.
Não precisa de falsos salvadores. Precisa de pessoas verdadeiras.
Não precisa de mais ódio. Precisa de amor, justiça, consciência e paz.

Que nunca nos falte coragem para defender aquilo em que acreditamos, mas que nunca percamos a capacidade de respeitar quem pensa de forma diferente.

Porque podemos escolher lados, ideias e caminhos, mas nunca devemos perder os valores que nos tornam humanos.

Que a nossa voz seja pela paz. Que o nosso coração seja pelo bem. E que as nossas escolhas sejam sempre feitas com consciência, para que nunca seja o ódio a decidir o futuro que pertence a todos nós.

A paz não é fraqueza. A paz é uma das maiores forças que o ser humano pode ter. 

Bom dia para todos nós 🍀



🌿A VERDADEIRA RIQUEZA ESTÁ NO INTERIOR

Não é a qualidade da roupa que vestimos, a marca do automóvel que conduzimos, os conhecimentos que temos ou a profissão que exercemos que define quem somos.

O verdadeiro valor de uma pessoa não está naquilo que se vê por fora, mas naquilo que ela guarda no coração.

Nunca devemos avaliar alguém pela aparência, pelo dinheiro, pelo estatuto ou pelo que possui. É no interior que tudo se revela: na forma como trata os outros, na humildade, na bondade, no respeito e na capacidade de estender a mão a quem precisa.

Porque roupas envelhecem, carros mudam, profissões terminam e bens materiais ficam para trás… mas o caráter, os valores e a maneira como fazemos os outros sentir permanecem.

No fim, não seremos lembrados pelo que tivemos, mas pelo que fomos e pelo bem que deixámos na vida de quem se cruzou connosco.

Que nunca nos falte humildade para olhar além das aparências e coração para reconhecer o verdadeiro valor de cada pessoa.

Feliz dia para todos nós! Que seja um dia bonito, vivido com respeito, bondade e muita luz. 🍀



🌿OS DOMINGOS DA MINHA INFÂNCIA

Os domingos da minha infância eram sempre especiais.

Acordava mais tarde e a higiene pessoal era sempre um pouco mais demorada. Vestia a melhor roupa e, depois do pequeno-almoço, lá ia eu para a catequese, que ficava a poucos metros de casa.

Ao meio-dia começava a missa, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, sempre repleta de fiéis. Depois da missa, era hora de almoço, aquele momento em que a família se reunia à mesa. Por vezes, ia ao “Pintado” buscar o famoso arroz à valenciana, que, naquela época, era único na Covilhã.

Na parte da tarde, tinha duas opções: se houvesse futebol no Santos Pinto, ia ver o meu Sporting da Covilhã; caso contrário, ficava em casa a ouvir os relatos de futebol e a ver o “Passeio dos Alegres”, na RTP1.

Depois do jantar, aguardava ansiosamente pelo “Domingo Desportivo”. E, depois, cama, porque no dia seguinte era dia de escola.

Eram domingos simples, sem grandes luxos, mas cheios de pequenos momentos que ficaram para sempre guardados na memória. Talvez porque, quando somos crianças, não precisamos de muito para sermos felizes. Bastava a família, a nossa casa, os amigos, o futebol, a televisão e aquela sensação de que o mundo era um lugar seguro e cheio de sonhos.

Hoje, tantos anos depois, quando recordo aqueles domingos, percebo que eram muito mais do que simples dias de descanso. Eram pedaços da minha infância… pedaços de uma vida que o tempo levou, mas que a memória nunca conseguiu apagar.

Feliz domingo para todos nós 🍀



🌿NO TEMPO QUE JESUS ANDOU PELA TERRA

 Os mais antigos contavam histórias de quando Jesus andou pela Terra. Eu próprio ouvi muitas dessas histórias, contadas em dias de chuva pela minha avó Maria, que, com a sabedoria de quem já tinha vivido muito, me fazia imaginar como teria sido esse tempo.

Diziam que Jesus caminhava entre as pessoas, muitas vezes sem que ninguém o reconhecesse. Misturava-se com o povo, observava os comportamentos, conhecia as dores e as dificuldades de cada um e, muitas vezes, ajudava quem mais precisava sem pedir nada em troca.
Em muitos casos, intercedia e aconteciam verdadeiros “milagres”, sem que ninguém percebesse de onde vinha aquela ajuda. Talvez porque os maiores milagres nem sempre sejam aqueles que impressionam os nossos olhos, mas aqueles que transformam o coração de quem os recebe.
Dizem que, enquanto Jesus andou por aqui, o bem prevaleceu sobre o mal. Havia mais esperança, mais solidariedade e mais amor entre as pessoas.
Depois, quando partiu, voltaram as guerras, os ódios, as invejas, as ambições e tantas outras coisas que ainda hoje continuam a dividir os homens.
Mas há uma frase que ficou para sempre na minha memória:
O Amor andou entre nós… e o mundo não o entendeu.

Talvez esta seja uma das maiores lições que Jesus nos deixou: não basta falar de amor, é preciso praticá-lo; não basta pedir paz, é preciso construí-la; não basta apontar o mal nos outros, é preciso começar por fazer o bem dentro de nós.
E talvez, se Jesus voltasse hoje a caminhar pelas nossas ruas, continuasse a passar despercebido no meio da multidão.
Quem sabe se não estaria sentado ao nosso lado, num banco de jardim, vestido como um simples desconhecido, apenas a observar se ainda somos capazes de reconhecer o verdadeiro significado da palavra AMOR.
Porque, no fim, o mundo pode mudar muitas vezes, mas aquilo que realmente importa continua a ser o mesmo: fazer o bem, amar o próximo e nunca perder a esperança.
O Amor andou entre nós. Que nunca deixemos de o procurar.
Feliz sexta feira para todos nós 🍀

🌿PODE SER UM CHAMAMENTO

Nada é por acaso. Tudo tem uma razão de ser.

Há momentos na vida em que não conseguimos compreender por que certas coisas nos acontecem. Algumas deixam-nos felizes, outras magoam-nos, revoltam-nos e até nos fazem questionar o caminho que estamos a seguir.

Mas talvez nem tudo aquilo que nos acontece venha para nos castigar. Às vezes, aquilo que mais nos dói pode ser precisamente o chamamento de que precisávamos.

Pode ser um sinal para parar, pensar, mudar de direção, afastar quem não nos faz bem ou, simplesmente, começar a dar mais valor àquilo que realmente importa.

A vida nem sempre nos explica imediatamente o porquê das coisas. Muitas vezes, só mais tarde percebemos que aquela porta que se fechou nos abriu outra, que aquela desilusão nos tornou mais fortes ou que aquele momento difícil nos ensinou a conhecer melhor quem somos.

Talvez alguns dos nossos maiores “azar” sejam, afinal, oportunidades disfarçadas.

Por isso, quando a vida lhe trocar as voltas, não desista logo. Respire fundo, tenha fé e siga em frente. 

Pode ser que, mais adiante, compreenda que tudo tinha um propósito.

Porque há coisas que não acontecem para nos derrubar…
Acontecem para nos acordar.
Para nos transformar.
Para nos mostrar um novo caminho.

Nada é por acaso. Talvez seja apenas um chamamento.

Feliz quinta-feira para todos vós, habitantes do meu pequeno mundo
Um grande abraço e que o vosso dia seja repleto de coisas boas! 🍀



APRENDER A CONHECER NÓS PRÓPRIOS

Toda a ajuda que não seja anónima deixa, muitas vezes, de ser bondade para passar a ser vaidade. A verdadeira generosidade não precisa de aplausos, reconhecimento ou testemunhas.

O autoelogio repetido transforma-se facilmente em sobranceria e arrogância. Quem realmente tem valor não precisa de o anunciar constantemente; são as suas atitudes que acabam por falar por si.

Devemos aprender a fazer tudo na medida certa. Na vida, nem tudo é aquilo que parece: aqueles que julgamos justos podem não o ser, e aqueles que parecem distantes podem acabar por se revelar os mais próximos. A vida ensina-nos todos os dias, mas há quem insista em não aprender.

Aquilo que hoje pensamos estar certo, amanhã pode revelar-se errado. Num simples segundo, tudo pode mudar: uma decisão, uma palavra, uma pessoa, uma vida.

Por isso, antes de tentares conhecer, julgar ou compreender os outros, aprende primeiro a conhecer-te a ti próprio.

Conhece as tuas virtudes, mas também reconhece os teus defeitos. Aprende com os teus erros, aceita que nem sempre tens razão e percebe que crescer também é ter a humildade de mudar.

No fundo, conhecer os outros é importante, mas conhecer a nossa própria alma é essencial.

Porque quem aprende verdadeiramente a conhecer-se deixa de precisar de provar aos outros aquilo que é.

A vida ensina. Cabe-nos a nós ter a humildade de aprender.

Bom dia para todos nós 🍀



🌿MUDEI A MIM PRÓPRIO E ESTÁ TUDO BEM

Pensava que, mudando os outros, conseguiria ficar bem comigo próprio. Enganei-me.

Durante muito tempo, quis que as pessoas mudassem. Quis que pensassem como eu, que agissem como eu achava certo e que correspondessem às minhas expectativas. Até perceber que estava a gastar energia a tentar mudar aquilo que não dependia de mim.

Então, um dia, decidi fazer a única mudança que realmente estava ao meu alcance: mudei a mim próprio.

Mudei a forma de olhar para a vida.
Mudei a maneira de reagir.

Aprendi a não responder a tudo, a não explicar tudo e, sobretudo, a não permitir que a atitude dos outros roubasse a minha paz.

Percebi que nem todas as batalhas merecem ser travadas, que nem todas as pessoas merecem a nossa energia e que, muitas vezes, a melhor resposta é simplesmente seguir em frente.

Não mudei para agradar aos outros.
Mudei para me sentir bem comigo próprio.
E foi aí que tudo começou a fazer sentido.

Hoje sei que não preciso que o mundo mude para encontrar a minha paz. Basta mudar a forma como escolho viver dentro dele.

Porque, no fundo, há uma verdade que a vida nos ensina, mais cedo ou mais tarde:
Quando mudamos por dentro, o mundo à nossa volta começa a parecer diferente.

E não… não está tudo perfeito.
Mas está tudo bem.
Muito bem. Porque, finalmente, estou em paz comigo próprio.

Feliz dia para todos nós! E nunca tenham medo de mudar… às vezes, a mudança que procuramos nos outros começa precisamente dentro de nós 🍀



TU QUERES, TU CONSEGUES! 💪☀️

Não existe vício mais forte do que a vontade humana.

Quando realmente queremos alguma coisa, encontramos forças que muitas vezes nem sabíamos que tínhamos. Podemos cair, podemos tropeçar, podemos ter dias difíceis… mas, se a vontade de vencer for maior do que a vontade de desistir, acabamos por encontrar o caminho.

Querer é o primeiro passo.

Depois vêm a força, o empenho, a motivação e, sobretudo, a disciplina.

Porque os sonhos não se concretizam apenas com desejos. É preciso acreditar, lutar, insistir e nunca baixar os braços.

Haverá obstáculos? Claro que sim.
Haverá momentos em que tudo parecerá impossível? Também.

Mas lembra-te: muitas vezes, aquilo que separa quem consegue de quem desiste é apenas a decisão de continuar mais um pouco.

Se tens um sonho, luta por ele.
Se tens um objetivo, não o abandones.
Se acreditas em ti, segue em frente.

Tu queres? Então acredita.
Tu lutas? Então consegues!

Que esta segunda feira seja de força, esperança, determinação e boas energias para todos nós 🍀



MEIA PARTE DAS FÉRIAS JÁ PASSOU


Bom dia, caros seguidores.

Meia parte das férias já está cumprida. Como sempre, a primazia vai para o descanso, mas também para algumas tarefas caseiras. A Ana continua com os seus exames e, num dos últimos diagnósticos, foi-lhe detetada uma pedra no rim. O Fábio está a recuperar e a progredir bem depois da operação à perna e, tudo indica, deverá voltar ao trabalho ainda este mês.

Ontem foi dia de o Fábio ir buscar o carro que comprou ao meu primo António Raposo: um Renault Mégane que está impecável, até porque teve apenas um dono, o meu primo.

No passado dia 10, fez dois anos e meio que iniciei a minha renovação pessoal. Tenho feito os possíveis para melhorar a cada dia e continuar este caminho de mudança.

O meu lazer tem alternado entre a televisão, os jogos da Liga, a Volta a Portugal em Bicicleta — este ano ensombrada pela trágica morte de um ciclista inglês de apenas 19 anos —, as idas à Covilhã e algumas arrumações.

No primeiro jogo da Liga 3, o Sporting da Covilhã venceu o União de Santarém por 2-0, num encontro a que assisti ao vivo. Hoje, desloca-se a Cernache do Bonjardim.

O Sporting de Portugal venceu, na segunda jornada da Liga, o Vitória de Guimarães por 3-2.

E o descanso continua… porque as férias também são isto: aproveitar os dias com tranquilidade, acompanhar quem nos é querido e agradecer pelas pequenas coisas que a vida nos vai proporcionando.

Um abraço.



ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA / NOSSA SENHORA DO CARMO (TEIXOSO)

Hoje, feriado da Assunção de Nossa Senhora e, ao mesmo tempo, Senhora do Carmo, aqui na Vila do Teixoso.

Esta foto tem muito significado , pois foi tirada por mim precisamente há uma década.

Bom dia para todos nós ! 🍀



🌿 SIMPLICIDADE E HUMILDADE 🌿

A simplicidade faz os vencedores; a humildade ajuda-os a permanecer no topo, sem nunca espezinhar ninguém pelo caminho.

Na vida, não precisamos de ser superiores aos outros para sermos grandes. A verdadeira grandeza está na forma como tratamos quem caminha ao nosso lado, sobretudo quando alcançamos o sucesso.

Ser simples é não esquecer as nossas raízes.

Ser humilde é reconhecer que ninguém vence sozinho.

Porque o sucesso pode colocar-nos no topo, mas é a humildade que nos mantém lá com dignidade, respeito e coração.

Nunca te esqueças: quanto mais alto subires, mais importante é continuares a ser a mesma pessoa.

Bom dia para todos nós 🍀



☀️ UM DIA PERFEITO É UM DIA COM SOL 🌞

Quando se é criança, basta o sol lá fora para se ter um dia perfeito.

Não precisamos de muito para sermos felizes: uma bola, uma bicicleta, amigos na rua e tempo para brincar até ao anoitecer. Éramos felizes com tão pouco… e nem sequer sabíamos disso.

Hoje temos quase tudo, mas muitas vezes sentimos falta daquela felicidade simples, genuína e sem preocupações.

Talvez crescer seja isto: passar a vida à procura daquilo que, quando éramos crianças, tínhamos de sobra… tempo para viver e vontade de ser feliz. 

Porque, no fundo, um dia perfeito continua a ser aquele em que o sol brilha lá fora e a criança que existe dentro de nós ainda consegue sorrir. 

Quem se lembra de ser feliz assim?

Bom dia para todos nós 🍀



🌿 A VIDA MUDA QUANDO NÓS MUDAMOS POR DENTRO 🌿

A vida começa a mudar por fora quando decidimos mudar por dentro.

Às vezes, passamos demasiado tempo a tentar agradar aos outros, a corresponder às suas expectativas e a ser aquilo que esperam de nós. E, no meio de tudo isso, esquecemo-nos de quem realmente somos.

Não vivas para receber aprovação.
Não mudes para caber na vida de ninguém.
Não deixes que a opinião dos outros apague a tua essência.

 Sê aquilo que és, não aquilo que os outros desejam que sejas.

Quando aprendemos a respeitar-nos, a acreditar em nós e a escolher o nosso próprio caminho, algo muda: deixamos de procurar a felicidade onde ela nunca esteve.

Porque a verdadeira mudança começa no coração, cresce na mente e, mais cedo ou mais tarde, acaba por transformar a nossa vida.

Muda por dentro. Acredita em ti. E deixa que o mundo veja a diferença. 💗

Nunca te percas de ti para não perderes os outros.

Bom dia para todos nós 🍀



🌸 DE UM MONTE DE PEDRAS PODE NASCER UMA FLOR 🌸

Nunca desistas de nada só porque o caminho parece difícil.

Às vezes, a vida coloca-nos diante de pedras, obstáculos e momentos que parecem não ter saída. Mas é precisamente nesses lugares improváveis que podem nascer as coisas mais bonitas.

Até de um monte de pedras pode nascer uma flor.

Não importa quantas vezes a vida te faça cair. Importa que encontres forças para voltar a levantar-te, acreditar e continuar.

Porque aquilo que hoje parece impossível pode ser, amanhã, a razão do teu sorriso.
Nunca desistas.

A flor pode estar prestes a nascer. 

Bom dia para todos nós 🍀



🌿 POIS É, MEUS AMIGOS… O TEMPO NÃO VOLTA ATRÁS

Passamos a vida a desejar o fim de semana, o Natal, o Ano Novo, as férias… e, sem darmos conta, esquecemo-nos de que o tempo passa tão depressa que, um dia, aquilo que mais vamos desejar é poder voltar atrás.

O fim de semana chega e passa num instante.
Passamos um mês a preparar o Natal e, quando damos por nós, já terminou.
E as férias?… São um sopro de vento. Chegam devagar e desaparecem num piscar de olhos.

Talvez o segredo esteja em aprendermos a viver cada dia como se fosse único.
Apreciar o sol, agradecer a chuva que cai do céu, valorizar um café com um amigo, uma conversa em família, uma gargalhada inesperada ou simplesmente a tranquilidade de estar bem.

Quando éramos crianças, quase todos desejávamos ser adultos.
Hoje, adultos, muitas vezes desejamos voltar a ser crianças.

É estranho como a vida nos ensina que aquilo que julgávamos pequeno era, afinal, enorme.

Com o tempo, também aprendi que os melhores momentos da vida não tiveram preço. Foram aqueles que vivi ao lado das pessoas que amo, dos amigos de infância, da família, das gargalhadas, das brincadeiras e das corridas ao vento.

As melhores recordações não ficam guardadas numa carteira. Ficam guardadas no coração.
Não sei quanto tempo ainda tenho pela frente. Ninguém sabe.
Mas sei uma coisa: quero viver o tempo que me resta, em vez de passar a vida à espera do tempo certo para viver.

Quero viver cada segunda-feira como se fosse domingo, cada ocasião como se fosse Natal, cada minuto como se fosse uma hora e cada hora como se fosse um dia.

Porque o tempo que perdemos não se recupera.

Mas o tempo que ainda temos… esse podemos escolher como vivê-lo.
E
 ter cinquenta, sessenta, setenta, oitenta ou mais anos não significa estar velho para viver.

Velho é desistir dos sonhos.
Velho é deixar de sorrir.
Velho é parar de acreditar que amanhã pode ser um dia ainda melhor.

Enquanto houver vida, há tempo para amar, sorrir, abraçar, recordar e, sobretudo, VIVER!

Aproveitemos o presente, porque o tempo não espera por ninguém.

Bom dia para todos nós 🍀



MARCO - EPISÓDIO 1

 Boa noite seguidores!

 Hoje foi dia de descanso cá por casa. Vi a etapa da Volta com chegada à Torre via TV. 

 Ontem desloquei-me ao estádio José Santos Pinto para apoiar o Sporting Clube da Covilhã na 1ª jornada da LIGA 3, vitória dos serranos por 2-0 frente ao União de Santarém. 

 E agora ofereço-vos um episódio da série "Marco" dos anos 80'.

 Abraço. 



 

🌿 UMA VISITA A NUESTROS HERMANOS 🌿 Covilhã- Fuentes de Oñoro

Nos anos 70, a Rua Comendador Campos Melo, mais conhecida por Rua Direita, tinha dois sentidos de circulação. O sinaleiro encontrava-se no final da rua, mesmo em frente ao comércio do Sr. Paiva, e o principal foco de atenção era a famosa curva da Leitaria Triunfo.

Escusado será dizer que esta experiência dos dois sentidos durou pouco. Bastava o sinaleiro abandonar o local para começar uma verdadeira sinfonia de buzinas, travagens e pequenos acidentes, que davam muito dinheirinho a ganhar aos bons bate-chapas da cidade.

Mais ao meio da rua, mesmo ao lado das escadas do Quebra-Costas, situava-se a Electro Selfe, do Sr. Pombo, cliente assíduo do Café Danúbio, propriedade dos meus pais, como já referi em crónicas anteriores.

Um dia de verão, surgiu no café a ideia de fazer uma viagem a Espanha, mais propriamente a Fuentes de Oñoro, juntando as duas famílias num passeio que, para a época, era uma autêntica aventura.

Depois de confirmarem que os passaportes estavam em ordem, começava a azáfama dos preparativos. A noite anterior foi de muito trabalho para a minha mãe e para a minha avó, que fritaram rissóis, bolinhos de bacalhau, cozeram arroz e prepararam muitas outras iguarias. Eu mal consegui dormir, tal era a ansiedade de fazer aquela tão esperada viagem internacional.

Chegou finalmente o grande dia.

Bem cedo, entrei no Opel Rekord do meu pai, acompanhado pela minha mãe e pela minha avó. Os meus irmãos seguiram no Fiat 850 do Sr. Pombo. E lá partimos pela EN230, entre curvas e mais curvas que, para mim, pareciam não ter fim.
Horas depois, avistei ao longe o posto fronteiriço de Vilar Formoso. Os guardas analisavam cuidadosamente os documentos, um por um, enquanto espreitavam atentamente para o interior dos automóveis.
— "Tudo certo... podem seguir!"

Quando entrámos em Espanha, senti que tinha chegado a um mundo diferente. O que mais me impressionou foram as estradas: retas intermináveis, um piso impecável e uma viagem muito mais confortável. Foi a primeira grande diferença que notei entre o desenvolvimento espanhol e o português naquela altura.

Pouco depois, entrámos numa enorme mercearia que, para nós, já parecia um verdadeiro supermercado. Compraram-se os indispensáveis caramelos, chocolates, cigarros para os adultos, algumas garrafinhas, bacalhau, bolachas e tantas outras coisas que em Portugal eram mais difíceis de encontrar ou mais caras.
Ao almoço, parámos num descampado para saborear tudo aquilo que a minha mãe e a minha avó tinham preparado durante a noite.

Foi aí que aconteceu um episódio que nunca mais esqueci.
O meu irmão Luís encontrou umas chaves junto a uma casa abandonada e o meu pai, sempre bem-disposto, apressou-se a dizer:
— "Devem ser do Fugitivo!"
Era uma referência à famosa série televisiva que fazia sucesso na época. A gargalhada foi geral.

Depois do almoço, ainda demos mais uma volta por terras espanholas antes do regresso. Mas havia uma preocupação comum a todos: esconder bem as compras para que os guardas da fronteira não dessem conta de tudo o que levávamos.
Umas coisas iam escondidas na mala, outras debaixo dos bancos, outras ainda nos bolsos dos casacos. Quando terminava a inspeção e os agentes espanhóis diziam, com um sorriso:
"¡Buen viaje!"
...todos respiravam de alívio.
Seguiu-se novamente a longa viagem de regresso, entre curvas e contracurvas, até à nossa querida Covilhã.

Foi mais um dia inesquecível, passado em terras de nuestros hermanos, daqueles que ficam gravados para sempre na memória.

Assim eram as viagens a Espanha nos anos 70.
E havia um pormenor indispensável…
Não podíamos esquecer as pesetas! 

Quem também viveu estas aventuras certamente se lembrará da emoção de atravessar a fronteira, dos passaportes, das revistas dos guardas, das compras escondidas e daquele entusiasmo que transformava um simples passeio numa verdadeira expedição.

As memórias envelhecem… mas nunca perdem o brilho.

Bom dia para todos nós! 🍀

Foto de Vilar Formoso, anos 70'



🌿NADA NESTA VIDA É POR ACASO

Acredito que nada nesta vida acontece por acaso. Se tu estás no meu caminho, é porque existe uma razão, mesmo que nem sempre a compreendamos no momento.

Cada pessoa que cruza a nossa vida deixa uma marca. Umas chegam para nos fazer sorrir, outras para nos ensinar a ser mais fortes. Há quem nos inspire, quem nos desafie e até quem nos mostre exatamente o caminho que nunca devemos seguir.

No fim de tudo, todos aprendemos uns com os outros, pelos melhores e pelos piores motivos. Cada encontro, cada despedida e cada experiência ajudam a construir a pessoa que somos hoje.

Valoriza quem acrescenta luz aos teus dias e aprende com quem te trouxe lições. Porque, muitas vezes, aquilo que hoje parece apenas um acaso, amanhã será a resposta que a vida te dará.

Nada acontece por acaso. Tudo acontece para nos fazer crescer.

Bom dia para todos nós 🍀



🍀 ALCOOLISMO, UM FLAGELO DA SOCIEDADE

Há momentos em que precisamos de olhar para a nossa vida com coragem e perguntar: é este o caminho que quero continuar a seguir?

O álcool pode parecer um refúgio passageiro, mas, quando se transforma numa rotina, deixa de aliviar a dor para começar a destruir sonhos, famílias, amizades e, pouco a pouco, a própria vida.

Grande parte da violência doméstica, acidentes de viação e outros, estão relacionados com a dependência alcoólica. Quantas crianças são vitimas das dependências dos pais?

Ninguém escolhe ser dependente. Mas todos podem escolher dar o primeiro passo para mudar.
Se sentes que o álcool está a comandar a tua vida, não desistas de ti. Procura ajuda, aceita apoio e acredita que recomeçar é sempre possível. Cada dia sem desistir é uma vitória.

Lembra-te: quase tudo nesta vida tem solução quando existe vontade, apoio e tratamento. A única batalha verdadeiramente perdida é aquela que nunca chegamos a lutar.

Escolhe a vida. Escolhe viver e trata bem quem te estima.

Se precisarem de aconselhamento, ou ajuda, enviem mensagem para o email: paulo.pereira1962@gmail.com.

Bom dia para todos nós 🍀

🌿 NINGUÉM ENSINA A SER FORTE

Ninguém nos ensinou a ser forte. Foi a vida que, entre desafios, perdas, desilusões e recomeços, nos obrigou a descobrir uma força que nem sabíamos que existia.

Cada cicatriz conta uma história. Cada queda trouxe uma lição. E cada lágrima derramada ajudou-nos a levantar com mais coragem do que antes.

Ser forte não significa nunca cair. Significa encontrar forças para nos levantarmos, mesmo quando tudo parece perdido. É continuar a acreditar, a sorrir e a seguir em frente, apesar das tempestades.

Se hoje estás de pé, lembra-te: já venceste batalhas que um dia pensaste não conseguir ultrapassar. E isso faz de ti muito mais forte do que imaginas.

 Que esta quarta-feira te traga esperança, serenidade e motivos para continuares a lutar pelos teus sonhos.

Feliz quarta-feira para todos nós! 🍀



🌿 ENTENDER A DOR DOS OUTROS 🌿

É verdade que ninguém consegue sentir a dor do outro. Cada coração carrega as suas próprias cicatrizes, as suas batalhas silenciosas e as suas lágrimas escondidas.

Mas há algo que todos podemos fazer: tentar compreendê-la. E, acreditem, isso faz toda a diferença.

Um gesto de empatia, uma palavra de conforto, um abraço sincero ou simplesmente saber ouvir podem ser a luz que alguém tanto precisava para não desistir.

Nem sempre conseguimos resolver os problemas de quem sofre, mas podemos aliviar o peso que essa pessoa carrega, mostrando-lhe que não está sozinha.

Vivemos numa época em que há quem julgue depressa e compreenda devagar. Talvez esteja na hora de invertermos essa realidade, oferecendo mais humanidade, mais respeito e mais carinho ao próximo.

Porque, muitas vezes, quem sorri por fora trava, por dentro, a maior batalha da sua vida.

Se não podes sentir a dor de alguém, procura pelo menos entendê-la. O mundo precisa de menos julgamentos e de muito mais compaixão.

A empatia não elimina a dor, mas pode impedir que alguém a enfrente sozinho💗

Bom dia para todos nós 🍀



🌿 TODOS OS OBJETIVOS EXIGEM SACRIFÍCIOS 🌿

Todos os objetivos exigem sacrifícios. Não existem vitórias sem esforço, nem conquistas sem dedicação.

Tal como um prédio não se ergue sem tijolos e cimento, também os nossos sonhos não se constroem sem trabalho, persistência e coragem para enfrentar os dias mais difíceis.

Haverá momentos em que o cansaço vai querer vencer-nos, em que as dúvidas surgirão e em que tudo parecerá mais complicado. Mas é precisamente nesses momentos que se fazem as maiores diferenças. 

Quem desiste nunca saberá até onde poderia ter chegado. Quem persiste, mais cedo ou mais tarde, acaba por colher os frutos do seu empenho.

Nunca deixes que a pressa te faça desistir dos teus objetivos. Cada pequeno passo é uma vitória e cada sacrifício de hoje será a recompensa de amanhã.

Acredita em ti, mantém o foco e segue em frente. O caminho pode ser difícil, mas a chegada fará valer cada esforço.

Desejo-vos uma excelente segunda-feira, cheia de força, esperança e determinação.
Um forte abraço a todos vós, habitantes do meu pequeno mundo 🍀



🌿MEMÓRIAS DA RUA DIREITA

Falar da Rua Direita é, para mim, um misto de emoções. É uma nostalgia que nunca acaba e que o tempo jamais conseguirá apagar.

Nasci no n.º 82, num primeiro andar de uma casa cujo rés do chão era ocupado pelo Café Danúbio, propriedade dos meus pais. O meu pai, o conhecido Zé Caninhas, além de ser proprietário do café, teve também um automóvel de aluguer na antiga praça de carros.

Foi naquela rua que vivi a minha infância e adolescência. Percorri aqueles passeios milhares de vezes, ora em direção ao Jardim Público, ora a subir rumo ao Pelourinho. Cada pedra da calçada guarda uma recordação, cada porta uma história, cada esquina um pedaço da minha vida.

A Rua Direita, que na realidade se chama Rua Comendador Campos Melo, era, nas décadas de 70 e 80, um verdadeiro centro comercial a céu aberto. Havia de tudo um pouco: bancos, cafés, lojas de pronto-a-vestir, sapatarias, alfaiates, escritórios ligados aos têxteis, mercearias, casas de ferragens, livrarias, ourivesarias, perfumarias e tantos outros estabelecimentos que faziam daquela rua uma das mais movimentadas da cidade. Como se costuma dizer, havia "do bom e do melhor".

Lembro-me de o Café Danúbio ser parede-meia com o Café Montanha. Nunca existiram rivalidades entre ambos. Os clientes conviviam naturalmente, conheciam-se e respeitavam-se. Era um ambiente saudável, onde imperava a amizade. Naquele tempo, os cafés praticamente não tinham dia de encerramento e mantinham-se abertos durante todo o ano. Recordo-me perfeitamente de, quando o meu pai precisava de sair por algum motivo com a família, deixar sempre um empregado ao balcão para que o café nunca fechasse portas. Havia um enorme respeito pelos clientes e, em troca, os clientes eram fiéis à casa.

Guardo também na memória a Rua Direita quando tinha dois sentidos de trânsito e, mais tarde, quando passou a ter apenas um. Ainda me recordo do sinaleiro que regulava a circulação junto à mercearia do Sr. Raúl Paiva.

Vou recordar apenas alguns comerciantes desta emblemática rua. Aos muitos outros que não menciono, peço desde já desculpa. Uns permanecem bem vivos na minha memória; outros eram clientes habituais do Danúbio e fazem igualmente parte das minhas recordações.

Recordo o patriarca da família Paraíso e os seus dois filhos. Hoje, apenas o Sr. Guilherme continua entre nós e o Pedro mantém viva a tradição da família na sua agência. A propósito deles, recordo uma história que já contei noutras publicações: sempre que faltava a eletricidade em casa ou no café, era ao Sr. Paraíso que recorríamos para pedir velas.

Lembro igualmente o Sr. Manuel e a sua esposa, pais do conhecido Zé Manuel, do "Verde e Amarelo", que abriram a sua primeira loja na Rua Fernão Penteado.
A mercearia do Sr. Raúl Paiva era onde aviávamos as compras da casa. Ali trabalhou durante muitos anos a D. Fernanda Bicho, que recentemente terminou também a sua ligação à Mini Grula.

Recordo ainda o Sr. Mendes, alfaiate; a Casa Diniz, uma referência no pronto-a-vestir; o Zeca da Pinheira, que tantas vezes oferecia uma peça de roupa ao marcador do golo da vitória do Sporting da Covilhã; o Sr. Santos e a D. Luísa, da Livraria Nacional; o Sr. Pombo, da Electro-Selfe; a Casa Camolino; o Sr. João Nunes, dos Seguros; a Casa Cardona; a Casa Sousa; o Sr. Esteves; o Sr. Gabinete, juntamente com a esposa e as filhas; a Livraria Brincarte; as Ourivesarias Pacheco, Tavares e Patrão; o Sr. Sardinha; o Café Leitão, conhecido pelo seu café em saco; o Sr. Raúl Bonina; a loja dos candeeiros; o Banco Totta & Açores; o escritório Rodrigues & Bicho; a Sapataria Reis; a Casa Fael; a Drogaria Zenite; Perfurmaria Mário... e tantos outros que ajudaram a fazer da Rua Direita o coração comercial da Covilhã.

Mesmo em frente ao Café Danúbio situava-se o Orfeão da Covilhã e, no piso superior, funcionou durante muitos anos o Clube Nacional de Montanhismo.
Foi também nesta rua que frequentei as aulas de catequese, numa porta ao lado da Casa Camolino.

Logo pela manhã, a Rua Direita ganhava vida. Cruzavam-se os operários que iam e vinham das fábricas, o primeiro autocarro vindo da Aldeia do Carvalho, a motorizada do padeiro, as senhoras que seguiam cedo para a praça e os comerciantes que levantavam as portas dos seus estabelecimentos para mais um dia de trabalho.

Era uma rua cheia de vida, de gente, de comércio, de cumplicidade e de humanidade. Uma rua onde todos se conheciam pelo nome, onde a palavra valia mais do que um contrato e onde um simples "bom dia" era dado com um sorriso sincero.

Hoje restam as memórias. Memórias que o tempo não consegue apagar, porque fazem parte da nossa identidade e da história de uma cidade que muitos tivemos o privilégio de viver intensamente.
Tenho saudades das verdadeiras amizades, da entreajuda, do respeito e dos valores que marcaram uma geração inteira.

E, como costuma dizer o meu amigo Pedro Paraíso:
"A Rua Direita… Sempre!"

Um excelente domingo para todos nós 🍀



Muito obrigado pela vossa visita

Voltem sempre...