E TUDO SE RENOVA...

 Bom dia caros seguidores!

 Último dia de Fevereiro deste ano, o que tudo indica vamos entrar num mês que a meu ver trás mais otimismo a todos os níveis. Março por si só, e mais não fosse, é o mês que entra a Primavera, o mês que tudo se renova, os dias são maiores e os passarinho cantam alegres. 

 Há mais de dois anos que recomecei a minha renovação pessoal, continuo a acertar agulhas, muito tenho ainda para fazer, mas uma coisa eu consegui, maior auto estima e decisões mais acertadas. Tento a cada dia ser melhor e por sequência ao ser melhor para mim estou a ser melhor para os outros.

 Gosto da escrita desde sempre e começei a lançar uns contos nas redes sociais, um  pouco das minhas vivências misturadas com alguma ficção. Não quero ser conhecido nem ganhar dinheiro com isso, apenas que os seguidores os leiam porque muitas das histórias estão também relacionadas com eles.

 Último dia de Fevereiro, que seja de paz e harmonia entre os povos, num dia em que começa outra guerra entre Estados Unidos/Israel contra o Irão. Não é com guerras que se constrói um mundo mais justo e saudável, não é à custa de civis inocentes que se proclama justiça. O ódio só fomenta mais ódio.

Sejam felizes e tentem andar em paz com vocês mesmos.

Um abraço.



UMA AVENTURA EM SÃO SILVESTRE - (COMPACTO)

UMA AVENTURA EM SÃO SILVESTRE
                                               
                                                    I Parte
                                           O TESOURO

 
Nos fins dos anos 70, a Cidade da Covilhã tinha um ritmo próprio — nem tão rápido como as grandes cidades, nem tão calmo que travasse a imaginação dos mais novos. Para um grupo de jovens amigos, cada rua era território de aventura.
Tudo começou num sábado de Primavera, no Largo de São Silvestre. O sol ainda mal tinha nascido e já o Paulo, o Francisco, o João, a Natércia, o Quim, o Hélder e o pequeno Carlos combinavam o plano do dia. Tinham ouvido uma história curiosa de um velho da freguesia: dizia-se que, perto da Capela de São Silvestre, existia uma pequena caixa escondida por antigos moradores, com “coisas importantes”.
— Importantes como quê? — perguntou a Natércia.
— Ninguém sabe — respondeu o Francisco, com ar misterioso. — É por isso que vamos descobrir.
Antes de partir, fizeram a paragem obrigatória no café Gavinhos. Não para café — eram novos demais — mas para comprar rebuçados e ouvir as conversas dos adultos, que às vezes davam pistas sem querer. Um senhor mencionou obras antigas na capela e um “buraco tapado com pedra solta”. Os quatro trocaram olhares: era um sinal.
A primeira etapa foi passar pela escola central, onde costumavam jogar à bola. Dali seguiram pelo mercado municipal, que fervilhava de vozes, pregões e cheiros de fruta fresca. O Paulo jurava que aventuras sérias precisavam de mantimentos, então compraram umas maçãs e meia dúzia de bananas .
A “base” do grupo era a casa do Francisco. No quintal, guardavam tesouros de infância: berlindes, revistas, uma lanterna que só funcionava às vezes. Pegaram na lanterna — essencial para explorações — e avançaram.
Chegados à Capela de São Silvestre, o silêncio parecia maior que o normal. O Quim encontrou uma pedra diferente junto ao muro lateral. Forçaram um pouco e… a pedra cedeu. Lá dentro não havia ouro nem mapas secretos — apenas uma caixa de madeira com fotografias antigas, cartas e uma medalha religiosa.
Sentaram-se no chão a ver tudo. As cartas falavam de amizade, de partidas para longe, de saudades. Perceberam que tinham encontrado o “tesouro” de outros jovens como eles, décadas antes.
— Afinal isto é sobre pessoas — disse a Natércia.
— E sobre a amizade — completou o João.
Guardaram tudo novamente, com respeito, e colocaram a pedra no lugar. A aventura terminou no café Central, onde dividiram uma gasosa e riram como se tivessem descoberto o maior segredo do mundo.
E, de certa forma, tinham.
Porque naquele dia aprenderam que crescer também é isto: perceber que cada geração deixa histórias para a próxima encontrar. E que, na Covilhã daqueles tempos, a maior aventura era a amizade que se construía entre risos, ruas e sonhos.

                                                II Parte
                                  O SEGREDO DO SINO


 Depois da descoberta da caixa na capela, o grupo não falou de outra coisa durante dias. As cartas antigas tinham mexido com todos. Quem seriam aqueles jovens? Teriam ficado amigos para sempre? Teriam voltado a São Silvestre?
Numa tarde quente de agosto, voltaram a reunir-se no Largo de São Silvestre. O Francisco trazia um ar sério.
— O meu pai contou-me uma coisa — disse ele. — Antigamente, o sino da capela tocava sozinho em certas noites. Diziam que era sinal de promessa por cumprir.
O Quim arregalou os olhos.
— Sozinho? Isso é impossível.
— Impossível é não irmos ver — respondeu a Natércia.
Combinaram encontrar-se ao anoitecer, com a velha lanterna do quintal da casa do Francisco. O largo ficava diferente à noite: menos vozes, sombras mais longas, janelas iluminadas aqui e ali.
Aproximaram-se da capela em bicos de pés, como se o silêncio fosse frágil. O Paulo empurrou devagar a porta de madeira — que, para surpresa de todos, não estava trancada.
Lá dentro, o ar era fresco e cheirava a pedra antiga. A lanterna iluminava o altar simples e as paredes gastas pelo tempo. O coração do João batia tão alto que ele jurava que dava eco.
De repente…
Dong.
O sino soou uma vez.
Os quatro ficaram imóveis.
— Foi o vento — sussurrou a Natércia, sem muita convicção.
O Francisco apontou a luz para cima. A corda do sino balançava levemente.
Subiram as escadas estreitas até à pequena torre. Quando lá chegaram, perceberam o mistério: uma das janelas estava aberta e o vento da serra entrava com força, empurrando a corda.
O João soltou uma gargalhada de alívio.
— Afinal o fantasma era o vento!
Mas o Helder, que observava o chão, encontrou algo preso entre as tábuas: um papel dobrado, muito antigo. Abriram com cuidado.
Era apenas uma frase, escrita à mão:
"Prometemos voltar aqui todos os verões, enquanto formos amigos."
Os sete olharam uns para os outros em silêncio. Não era medo — era entendimento.
Sem combinar, deram as mãos em círculo.
— Então fazemos a mesma promessa — disse a Natércia.
E ali, na pequena torre da capela, fizeram o seu pacto: todos os verões, independentemente do que mudasse, voltariam a São Silvestre para uma nova aventura.
Ao sair, o sino tocou outra vez com o vento, mas agora soava diferente.
Soava a tradição a começar.
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Bom dia para todos nós🍀





UM ROMANCE NA COVILHÃ - (3º CAPÍTULO)

Capítulo 3 — Vinte anos depois

Vinte anos passaram.

A Cidade da Covilhã já não era exatamente a mesma — havia cafés novos, lojas diferentes, ruas e avenidas mais movimentadas. Mas as pedras continuavam lá. E o ar fresco da serra continuava a descer ao fim da tarde como se o tempo nunca tivesse aprendido a correr.
Xavi já não era o rapaz que sonhava com grandes histórias. Era um homem feito, com marcas de escolhas, perdas, conquistas. Fez o serviço militar, saído da cidade, começou a trabalhar. Mas naquele verão o passado ressuscitou.
Não por nostalgia.
Ou talvez um pouco.
Caminhou pelo centro da cidade com passos mais lentos. Passou pela antiga escola, olhou as vitrines renovadas, reconheceu cheiros familiares. Quando chegou ao jardim, o coração acelerou sem pedir autorização.
O banco ainda estava lá, mas o jardim estava renovado, os arbustos e os canteiros com flores já não existiam.
Sentou-se.
Abriu a mochila e tirou um livro antigo, gasto nas bordas. O mesmo. O que ela lhe tinha dado vinte anos antes.
Folheou até encontrar o bilhete que ainda guardava entre as páginas.
"Última corrida na piscina. Hoje."
Sorriu sozinho.
— Ainda guardas isso?
A voz veio atrás dele.
Xavi congelou por um segundo antes de se virar.
Era ela.
O tempo tinha desenhado maturidade no rosto dela, mas os olhos eram exatamente os mesmos. Aqueles olhos que riam antes da boca.
— Pensei que tinhas ido embora para sempre — disse ele, quase num sussurro.
— Fui. Mas algumas partes minhas ficaram aqui.
Sentaram-se lado a lado, como antes. Não houve pressa em falar. O silêncio já não era tímido; era confortável.
Ela contou que tinha vivido noutras cidades, trabalhado, amado, perdido, crescido. Ele contou o mesmo. Riram das versões jovens de si próprios.
— Sabes o que mais me marcou? — perguntou ela.
— A corrida?
— Não. O que disseste naquele miradouro. Que eu fazia parte da tua história.
Xavi respirou fundo.
— E fazes.
Ela olhou para as árvores do jardim.
— Eu voltei há alguns meses. Trouxe a minha filha para viver aqui. Queria que ela crescesse num sítio onde as histórias começam em bancos de jardim.
O coração dele bateu diferente.
— Então ainda acreditas nisso?
— Mais do que nunca.
O sol começava a descer, pintando o céu com tons dourados — quase iguais aos daquele verão distante. Como se o tempo tivesse decidido fazer uma pausa.
— Há uma piscina nova, na parte baixa da cidade - tem ondas - disse ele, com um meio sorriso.
Ela riu.
— Ainda sabes perder corridas?
— Nunca foi sobre ganhar.
Ficaram ali mais um pouco. Vinte anos tinham passado, mas o que era verdadeiro não tinha desaparecido — apenas amadurecido.
Desta vez, quando as mãos se encontraram, não foi por acaso nem por despedida.
Foi escolha.
E Xavi percebeu, finalmente, que algumas histórias não acabam.
Elas esperam.
O relógio da torre de São Francisco dava as horas no mesmo instante que os lábios se uniam e a história se escrevia de vez…

FIM

Bom dia para todos nós🍀



UM ROMANCE NA COVILHÃ - (2º CAPÍTULO)

Capítulo 2 — O verão que não acabou

O verão terminou, mas a história não.

Quando setembro chegou à Covilhã, trouxe consigo o cheiro a cadernos novos e manhãs mais frescas. Xavi voltou às aulas no liceu com uma sensação estranha, como se carregasse um segredo só dele. Sempre que passava pelo jardim, o banco onde a tinha conhecido parecia guardar ecos de risos.

Mas ela ainda não tinha ido embora.

Numa tarde depois da escola, Xavi recebeu um bilhete dobrado dentro do manual de História. Só uma frase:

"Última corrida na piscina. Hoje."

Ele nem precisou de pensar.

Na piscina municipal, o ambiente estava quase vazio. A água refletia a luz suave do fim de dia. Ela já lá estava, sentada na borda, os pés a tocar a superfície.

— Pensei que não vinhas — disse ela.

— Eu nunca falto a uma última corrida — respondeu Xavi, tentando parecer confiante.

Alinharam lado a lado. Quando mergulharam, tudo ficou em silêncio. Só o som da respiração e o deslizar na água. Não era sobre ganhar. Era sobre guardar aquele momento para sempre.

Ela chegou primeiro à outra ponta, mas ficou à espera dele.

— Sabes — disse ela, ofegante — eu tenho medo de ir.

Xavi não esperava aquela confissão.

— Medo de quê?

— De que isto… — fez um gesto vago, como se apontasse para a água, para a cidade, para eles — fique só aqui.

Ele saiu da piscina e sentou-se ao lado dela.
Da piscina Municipal podia ver-se grande parte da Cova da Beira, os raios de sol eram refletidos desde que nascia até desaparecer no horizonte.

— Então não fica. — respondeu. — Não precisamos que as coisas fiquem iguais para continuarem a ser nossas.

No dia seguinte, encontraram-se outra vez no jardim. Sentaram-se no mesmo banco da primeira vez. Ela entregou-lhe o livro que estava a ler naquele dia.

— Fica com ele. Para continuares a escrever a nossa história na tua cabeça.

Xavi sorriu.

— Não vai ser só na cabeça.

Desta vez, quando as mãos se tocaram, não foi por acaso. E quando se despediram, houve um beijo — breve, inseguro, mas cheio de tudo o que não sabiam dizer.

Ela partiu no início de outubro.

Os dias passaram. O inverno chegou. A Covilhã ficou coberta de nevoeiro e frio. Xavi continuou a ir ao centro onde a esplanada do café MONTALTO era recolhida, e ao jardim com as arvores despidas de folhas. Mas já não procurava algo maior longe dali.

Porque tinha aprendido uma coisa: algumas pessoas não ficam para sempre no mesmo lugar, mas ficam para sempre dentro de nós.

E o sonho de menino transformou-se noutra coisa.

Não era viver uma grande história.

Era ter coragem de senti-la quando ela acontece.

(continua)…

Bom dia para todos nós🍀



FORÇA COVILHÃ!!!

🍀Hoje, todos os caminhos vão dar ao estádio José Santos Pinto.

Vamos equipa, Força Covilhã!!!

Bom domingo para todos nós💚



CONTOS DE UMA VIDA

🌼Grato pelo vosso Feedback nos comentários dos meus textos pois eles são muito importantes para me aperfeiçoar.

Escrevo apenas pelo gosto de escrever pois já em criança fazia uns rabiscos nos cadernos da escola. Agora que tenho a oportunidade de dar a conhecer os meus escritos, é com prazer que o faço e acreditem que é de corpo e alma.

Os meus contos tinham de passar quase todos invariavelmente pela cidade que eu adoro, a cidade que me viu nascer e crescer, a cidade da minha vida, Covilhã.
Muito do que escrevo é mesmo real, é baseado em acontecimentos que eu participei ou presenciei, aqui ou ali com alguma ficção, mas pouca. Pretendo que quem leia, saiba identificar os locais e as ruas e assim possa ser tocado interiormente pelas histórias.

Revelar também que o conto "ROMANCE NA COVILHÃ" vai ter um novo capitulo a pedido de vários seguidores que gostaram da primeira parte. Prevista publicação na segunda feira 23.
Também "UMA AVENTURA EM SÃO SILVESTRE" terá continuação.

Espero que desfrutem destes contos e ao mesmo tempo aguardo pelos vossos comentários aos mesmos, a critica é que me faz evoluir.
Quanto a um futuro livro, quem sabe, um dia…

Bom dia para todos nós🍀



UMA AVENTURA EM SÃO SILVESTRE

  Nos fins dos anos 70, a Cidade da Covilhã tinha um ritmo próprio — nem tão rápido como as grandes cidades, nem tão calmo que travasse a imaginação dos mais novos. Para um grupo de jovens amigos, cada rua era território de aventura.

Tudo começou num sábado de Primavera, no Largo de São Silvestre. O sol ainda mal tinha nascido e já o Paulo, o Chico, o João, a Natércia, o Quim, o Hélder e o pequeno Carlos combinavam o plano do dia. Tinham ouvido uma história curiosa de um velho da freguesia: dizia-se que, perto da Capela de São Silvestre, existia uma pequena caixa escondida por antigos moradores, com “coisas importantes”.

— Importantes como quê? — perguntou a Natércia.

— Ninguém sabe — respondeu o Chico, com ar misterioso. — É por isso que vamos descobrir.

Antes de partir, fizeram a paragem obrigatória no café Gavinhos. Não para café — eram novos demais — mas para comprar rebuçados e ouvir as conversas dos adultos, que às vezes davam pistas sem querer. Um senhor mencionou obras antigas na capela e um “buraco tapado com pedra solta”. Os quatro trocaram olhares: era um sinal.

A primeira etapa foi passar pela escola central, onde costumavam jogar à bola. Dali seguiram pelo mercado municipal, que fervilhava de vozes, pregões e cheiros de fruta fresca. O Paulo jurava que aventuras sérias precisavam de mantimentos, então compraram umas maçãs e meia dúzia de bananas .

A “base” do grupo era a casa do Francisco. No quintal, guardavam tesouros de infância: berlindes, revistas, uma lanterna que só funcionava às vezes. Pegaram na lanterna — essencial para explorações — e avançaram.

Chegados à Capela de São Silvestre, o silêncio parecia maior que o normal. O Francisco encontrou uma pedra diferente junto ao muro lateral. Forçaram um pouco e… a pedra cedeu. Lá dentro não havia ouro nem mapas secretos — apenas uma caixa de madeira com fotografias antigas, cartas e uma medalha religiosa.

Sentaram-se no chão a ver tudo. As cartas falavam de amizade, de partidas para longe, de saudades. Perceberam que tinham encontrado o “tesouro” de outros jovens como eles, décadas antes.

— Afinal isto é sobre pessoas — disse a Natércia.

— E sobre a amizade — completou o João.

Guardaram tudo novamente, com respeito, e colocaram a pedra no lugar. A aventura terminou no café Central, onde dividiram uma gasosa e riram como se tivessem descoberto o maior segredo do mundo.

E, de certa forma, tinham.

Porque naquele dia aprenderam que crescer também é isto: perceber que cada geração deixa histórias para a próxima encontrar. E que, na Covilhã daqueles tempos, a maior aventura era a amizade que se construía entre risos, ruas e sonhos.

Bom dia para todos nós 🍀




UM ROMANCE NA COVILHÃ

 Agosto de 1983

 Na Covilhã, entre as ruas de pedra e o ar fresco que desce da serra, vivia um adolescente humilde e um pouco tímido. Ele tinha um sonho de menino que nunca o abandonara, queria sentir que a sua vida dava uma grande história, daquelas que se contam anos depois.

 Numa tarde de verão, depois das matriculas no liceu, subiu até ao centro da cidade. O sol dourava as arcadas dos Paços do Concelho, e o movimento das pessoas fazia-o imaginar para onde iriam, que segredos teriam. Mas o seu lugar era o jardim - um refúgio verde com bancos antigos, o lago com peixes, belos canteiros com flores coloridas e árvores altas que sussurravam ao vento. 

Foi lá que ele a viu pela primeira vez. 

Ela estava sentada nos bancos frente às grades que serviam de miradouro para a serra da estrela, a balançar os pés distraidamente enquanto lia um livro. Tinha ao lado uma mochila com uma toalha de banho a espreitar. Xavi Reconheceu-a; já a tinha visto na piscina municipal, sempre a nadar como se o mundo desaparecesse debaixo de agua. 

Nesse dia algo diferente aconteceu. Uma bola de um grupo de crianças rolou até ao lago do jardim, ficando presa perto da borda escorregadia. Sem pensar, Xavi aproximou-se para ajudar, mas o pé fugiu-lhe - e quase caiu à agua. Antes disso uma mão segurou-lhe o braço. 

-Cuidado - disse a rapariga do livro, rindo. 

-Heróis também escorregam.

Assim começaram a conversar. Descobriram que ambos iam muitas vezes à piscina, que gostavam do mesmo tipo de música e que partilhavam a sensação de querer "algo maior" da vida. Nos dias seguintes passaram a encontrar-se: às vezes nadavam juntos, desafiando-se em corridas, outras vezes passeavam pelo centro da cidade, inventando histórias, e quase sempre terminavam no jardim, onde falavam dos seus sonhos.

Certa tarde, ela confessou que talvez fosse mudar de cidade no ano seguinte. Xavi sentiu um aperto - como se o Verão ficasse mais curto de repente. Então teve uma ideia: no dia seguinte, levou-a até ao seu miradouro favorito,  monumento de Nossa Senhora da Conceição, de onde se via a cidade inteira.

-Eu não posso prender-te aqui - disse ele.

-Mas queria que soubesses que, aconteça o que acontecer , fizeste parte da minha história.

Ela sorriu, com os olhos brilhantes.

- Então escreve uma história bonita - respondeu - e garante que eu apareço nela. 

O primeiro gesto de romance veio tímido; sentaram-se lado a lado, mãos quase a tocar, até que tocaram mesmo. Não foi um grande beijo de cinema, nem promessas eternas. Foi melhor, foi verdadeiro. 

O verão acabou, como todos acabam. Mas Xavi percebeu algo importante - o sonho de menino não era viver uma aventura distante. Era aprender a ver a aventura e romance nos dias simples, na sua própria cidade, nas pessoas que entram na nossa vida quando menos esperamos.

E durante muito tempo, sempre que passava pelo jardim, sorria. Porque sabia, a sua história já tinha começado. 

Bom dia para todos nós 🍀



DIAS MAUS, QUEM OS NÃO TEM?

 🌼Todos tivemos, temos e vamos ter um dia de mau. Faz parte da vida e deles não podemos fugir, dependendo do grau de intensidade esses dias maus podem prolongar-se por meses e anos. 

     Um dia  pode ser mau apenas porque nos levantamos aborrecidos, sem causa aparente para isso, ou pode ser porque durante o dia perdemos alguém que amamos muito. Se no primeiro caso é um dia mau sem efeitos imediatos, no segundo caso pode ser um dia mau com efeitos para a vida. 

   Conclusão: dias maus todos temos com a diferença de uns serem maus e outros serem péssimos. Afinal o que pode ser um dia mau?  são momentos onde tudo parece sair do controle, marcados por crises financeiras, doenças, luto, divórcios ou outras questões. 

   Segundo a perspetiva cristã, não são castigos, mas provações necessárias para revelar a fé e fortalecer o caráter, permitindo o amadurecimento, diferente de um dia de 24 horas, pode representar uma temporada de lutas ou crises profundas (como um luto ou perda financeira) que testam o caráter e a resiliência.

  Como se deve proceder nestas crises? (atendendo que cada pessoa raciocina de maneira diferente).       Aceitação: Reconhecer que dias ruins são universais e não definem a sua identidade ou progresso.

 Pausa e Reset: Praticar atividades que acalmem a mente, como ouvir música, respirar fundo ou simplesmente aceitar que não é preciso ter todas as respostas hoje.

 Preparação: Desenvolver resiliência emocional e espiritual (como o hábito da meditação ou oração) ajuda a "amortecer" o impacto quando esses dias chegam.

 Quem é Cristão tem na história de Jó uma narrativa bíblica profunda sobre a integridade humana diante do sofrimento inexplicável. Ele morava na terra de Uz e era conhecido por ser o homem mais rico do Oriente, além de ser "íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal". 

  O drama de Jó começa com um diálogo no céu, onde Deus aponta a fidelidade de Jó perante Satanás. Este argumenta que Jó só era fiel pelas bênçãos recebidas e recebe permissão para testá-lo, sob a condição de não lhe tirar a vida. Num único dia, Jó perdeu: 

Riquezas: Todos os seus milhares de animais e servos.

Família: Seus dez filhos morreram em uma catástrofe natural.

Saúde: Foi atingido por uma doença de pele terrível (úlceras malignas).

Mesmo na miséria, Jó declarou: "O Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor". Contudo, a sua jornada não foi sem dor ou questionamento:

A Esposa: Desesperada, aconselhou-o a "amaldiçoar a Deus e morrer", o que Jó recusou.

Os Amigos: Três amigos vieram consolá-lo, mas acabaram por acusá-lo de ter algum pecado oculto, seguindo a lógica da época de que sofrimento era castigo divino.

O Lamento: Jó questionou o motivo de tanta dor, mas manteve-se fiel à sua relação com o Criador, ansiando por uma audiência com Ele.

Mesmo na miséria, Jó declarou: "O Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor". Contudo, a sua jornada não foi sem dor ou questionamento: A Esposa: Desesperada, aconselhou-o a "amaldiçoar a Deus e morrer", o que Jó recusou.

Os Amigos: Três amigos vieram consolá-lo, mas acabaram por acusá-lo de ter algum pecado oculto, seguindo a lógica da época de que sofrimento era castigo divino.

O Lamento: Jó questionou o motivo de tanta dor, mas manteve-se fiel à sua relação com o Criador, ansiando por uma audiência com Ele.

No final, Deus falou com Jó através de um redemoinho, não explicando o "porquê" do sofrimento, mas mostrando a Sua grandeza e a complexidade do universo. Jó reconheceu a sua finitude e declarou que agora "os seus olhos O viam". Restauração: Deus repreendeu os amigos de Jó e abençoou a sua segunda fase de vida mais do que a primeira, devolvendo-lhe o dobro dos bens e dando-lhe novos filhos.

Legado: A sua história ensina que o sofrimento nem sempre é culpa da pessoa e que a confiança em 

Deus deve ir além do que Ele nos dá.  

Tenham todos um feliz domingo 🍀



SEXTA FEIRA 13

🌼Por vezes temos a sensação que tudo nos corre mal e até temos uma sequência de acontecimentos que nos faz pensar que o mundo está a conspirar contra nós.
Hoje é a dor na perna, amanhã avaria-se a máquina de lavar, o carro tem de ir para a oficina… por certo já vos aconteceu algo semelhante.

   Primeira reação é ficarmos sem chão, depois as questões tipo "que mal fiz eu", "acontece-me tudo", "não tenho sorte nenhuma", todo@s de uma maneira ou outra já proferimos estas frases e até saíram alguns palavrões , mas quando caímos na real tentamos resolver as coisas.
Devemos raciocinar assim; depois destes azares todos não me pode acontecer pior, então que faço? calmamente resolvo uma coisa de cada vez e por prioridades. Se o carro é importante para ir para o trabalho terei de o mandar reparar na oficina, se calhar a despesa nem é tão grande como imaginava. Máquina de lavar sem conserto, terei de comprar uma, se a reparação do carro for muito avultada em euros devo comprar a máquina de lavar roupa a crédito. Quando sair do trabalho passo pelo centro de saúde ou farmácia para uma opinião sobre a dor da perna, e atenção que a saúde está sempre em primeiro na lista de prioridades, sem saúde não há trabalho, sem trabalho não há dinheiro.

   Como viram uma sequência de acontecimentos azarentos não é o fim do mundo, temos sim de fazer uma lista de prioridades e tudo vai dar certo. É normal o desânimo inicial mas com cabeça fria fazemos tudo certinho.

   Há uma frase muito certa que já vem do tempo dos nossos avós que diz: "Só a morte é que não tem solução", bem verdade!

  Nada melhor do que falar nisto numa sexta feira 13, se forem supersticiosos qualquer incidente por mais pequeno que seja é azar, se não forem joguem no euromilhões quem sabe se não é o vosso dia. Boa sorte!
Outro Conselho; podem não acreditar em bruxas mas que elas existem, existem… cuidado com os males de inveja 😉

Bom dia para todos nós🍀



A VIDA É UMA CAIXINHA DE SURPRESAS

🌼Das melhores coisas que ainda podemos usufruir é que ninguém manda no tempo nem na mãe natureza.
Este ano tem sido um pouco madrasta para nós mas é apenas o Inverno com toda a sua força e poderio a fazer-se sentir.
Somos impotentes contra a força do vento e as fortes chuvas que inundam casas, terras e estradas. E mesmo que muitos queiram fazer crer o contrário ninguém tem culpa quando as tempestades são fortes.

O que mais me custa ver nas desgraças que vão dando nas televisões são os velhotes que estando sozinhos e isolados estão à mercê da sua sorte. Tirando algumas exceções em que elementos da Guarda Nacional Republicana conseguem chegar onde eles estão, ninguém aparece para os ajudar. Idosos sem luz, sem comunicações, com poucos alimentos, apenas lhes resta rezar.

Então eu pergunto, será que estas pessoas não têm filhos que os possam receber provisoriamente em suas casas? estão todos emigrados? ou simplesmente esquecem quem um dia lhes deu tudo o que podiam?
Na verdade é nestas situações que salta à vista que quem trabalhou uma vida inteira é por norma quem leva por tabela, e se lhes perguntarem, por entre a casa molhada pelo telhado destruído, o que pensam desta calamidade, eles respondem; -"só espero que os meus filhos se encontrem bem".
Na solidão, no desprezo total, e ainda pensam nos filhos que os deixaram à sua sorte.

A vida é uma caixinha de surpresas e sempre a dar-nos uma lição.

 Bom dia para todos nós🍀



DIMENSÃO TERRENA

🌼Dizem que ninguém sente a dor dos outros e é verdade. Cada um de nós sente a dor de maneira diferente e nunca por nunca nos podemos colocar no lugar de alguém.
Existe a dor física e a dor da perda. Se na física temos remédios para aliviar a dor, na da perda não se cura com remédios, quanto muito com o tempo, mas a ferida, essa nunca sara.

  Quantas vezes quando nos acontece algo ruim e nos viramos contra Deus, questionamos, porquê eu? Acham mesmo que Deus nos escolheu para fazer mal?
Pensem comigo, Jesus o filho de Deus sofreu a bom sofrer, será que Deus queria que ele sofresse ao ponto de morrer crucificado?
  Todos temos uma missão na terra e só os grandes guerreiros conseguem aguentar tanta dor e sofrimento, se fosse fácil não seria para eles. O sofrimento que passam na terra acredito que será recompensado algures, nada é por acaso.

  Vivemos numa dimensão terrena que não será mais que uma viagem para outra dimensão. Nenhum pai que se preze, castiga um filho se não for para bem dele, não é verdade?
Quantas pessoas falam com seus familiares falecidos, com recurso a fotos, nos cemitérios, ou de noite no quarto, e depois garantem que se sentem muito mais leves?

  O corpo é o que menos interessa, a consciência ou a alma se quiserem assim chamar, é que se liberta para outra dimensão até reencarnar em outro corpo e fazer assim parte de outra vida terrena.
  O tempo o dirá mas para já todos eles vivem em nossos corações, ou quem sabe mais perto de nós do que aquilo que imaginamos.

Bom dia para todos nós🍀



PEQUENOS PORMENORES FAZEM A DIFERENÇA

🌼Já aqui vos falei que devemos concorrer sempre com nós próprios e nunca com os outros.
Superação é tentarmos ser sempre melhores a cada dia, seja no trabalho, na escola ou em casa, termos uma meta para atingir e tudo fazermos para lá chegar. Por vezes não é fácil mas nada cai do céu.

  Vou dar um exemplo: Um fumador que queira parar de fumar. Qual é o primeiro passo? Avançar com motivação, pois sem motivação não se vai a lado nenhum. A força de vontade é muito importante para derrubar qualquer vicio.
É fácil a caminhada? não, não é fácil, mas todos os dias se fazem progressos e por cada dia que termina sem fumares é uma vitória e nos dias seguintes até que finalmente já não vais querer fumar mais.

  E o que se passa com o tabaco é igual para o álcool, perda de peso ou qualquer outra coisa que desejes colocar fora da tua vida.
Estas vitórias são invisíveis para os outros mas muito importantes para nós, são estas vitórias que nos dão alento para enfrentar a vida com mais otimismo. Se não formos bons para nós quem vai ser? Quem quer saber de uma pessoa que passa a vida com negatividade constante?

  Eu já fui daqueles que reclamava por tudo e por nada, e que ganhava com isso? Nada.
Hoje em vez de reclamar tanto, tento sempre do possível ser a solução e não agravar mais o problema.
Um saco está colocado fora de um contentor do lixo. Que faço? vou tirar fotografia e publicar no Facebook? ou pego eu o saco e coloco no contentor? mais prática a segunda hipótese e o assunto fica resolvido.

  Por vezes pequenos pormenores fazem a diferença. Vamos ser mais compreensivos com os outros para que os outros nos entendam melhor.
Pratica! Compete contigo próprio e melhora o ambiente em teu redor. A felicidade está nas pequenas coisas…

 Bom dia para todos nós🍀



ANTÓNIO JOSÉ SEGURO, O PRESIDENTE DE TODOS OS PORTUGUESES

 🍀António José Seguro é o Presidente de todos os Portugueses.

Parabéns!

A Democracia Venceu💚




MORTE DE UM CRAQUE



Dezembro de 1973

🌼Os domingos na cidade da Covilhã eram de perfeita acalmia. Os Homens saíam para beber o seu café da manhã num dos muitos cafés da terra, compravam na sua maioria o jornal "O Século" no quiosque do Leal, enquanto as Senhoras se preparavam para assistir à Santa Missa na igreja da sua Paróquia. Nesta época os Covilhanenses aos domingos vestiam a sua melhor roupa, não fossem eles da capital dos têxteis, existia sempre uma ponta de vaidade e ainda hoje se utiliza o termo "Vestiste a roupa dos domingos".

A cidade continuava a ser o principal centro da indústria de lanifícios em Portugal. Contudo, o setor vivia os últimos anos do seu modelo tradicional, enfrentando a necessidade de uma reconversão violenta que alteraria a estrutura social da região, a vida na Covilhã era definida por uma forte cultura operária. Milhares de trabalhadores, incluindo famílias inteiras, dependiam das grandes fábricas de lanifícios.

Em 1973, Portugal vivia o último ano completo da ditadura do Estado Novo, sob a liderança de Marcello Caetano. O país enfrentava um cenário de profunda tensão, onde o desgaste da guerra e a crise económica internacional aceleravam a queda do regime.


Depois da missa dominical, muitos covilhanenses iam buscar o arroz à Valenciana ao Pintado que depois levavam para casa onde almoçavam em família. Era aos domingos que havia mais tempo para conversar e procurarem saber da vida dos filhos e de tudo o que dissesse respeito às lides da casa.
A seguir ao almoço os Homens dirigiam-se novamente para os cafés onde se entretinham a jogar damas, ao 21, a ler o jornal, conversar ou ouvir os relatos de futebol.


No café Danúbio, propriedade de meus pais, eu era presença assídua. Com meus 11 anitos misturava-me com os clientes e ao pé deles me sentava a ver televisão, aos domingos dava sempre a "Tarde de Cinema" e estávamos com os olhos na TV e os ouvidos na rádio.

Nesse domingo, 16 de Dezembro, um dos relatos era o F.C. Porto -Vitória de Setúbal, ao minuto 13 foi relatado que o jogador Pavão do F.C. Porto saia do campo inanimado. Só de noite nas noticias desportivas da televisão foi anunciado que o jogador tinha falecido. Foi o primeiro caso mediático de morte súbita no futebol em Portugal.
Naquela noite e nos meus onze anos fiquei triste porque um jogador de futebol tinha morrido a jogar à bola e na cama muitas perguntas me assolaram...como? porquê?
Não mais esqueci esse episódio que voltaria a ver repetido com Miklós Fehér a 25 de janeiro de 2004, durante um jogo entre o SL Benfica e o Vitória de Guimarães.

Naquele domingo distante de 1973 fiquei a saber que os nossos craques também morrem na sua profissão, e durante um tempo olhei o futebol com outros olhos, é  que a vida é para ser vivida porque em qualquer profissão, em qualquer lugar, se pode tombar e ficar inerte para sempre.

Bom domingo para todos nós🍀



DEPRESSÃO KRISTIN, DAS PIORES DE SEMPRE EM PORTUGAL

 Bom dia caros seguidores;

🌼Este Inverno não dá tréguas, que me lembre é dos piores, (se não mesmo o pior), da minha existência. Felizmente que na nossa zona ainda não se registam os danos que existem em grande parte do território. Leiria parece sair de um filme de guerra tal a devastação em que se encontra. 

👉Amanhã é a segunda volta das eleições Presidenciais entre António José Seguro e André Ventura, o meu voto está decidido, hoje é reflexão não vou dizer qual a minha pretensão de voto em público, não é difícil imaginar qual 😀

👉Segunda feira temos um F.C. Porto- Sporting para a Liga, os leões estão a quatro pontos e só a vitoria interessa, apesar do empate ser um mal menor. 

    O Sporting Clube da Covilhã vai iniciar para a próxima semana a segunda fase da Liga 3, (manutenção), e parte em último lugar com um ponto. 

👉Terça feira farei 2 anos da "Renovação Pessoal" , quem diria! agora é só continuar no caminho certo e alcançar novas conquistas. 

Agora vou continuar as minhas tarefas, depois das minhas publicações nas redes sociais, continua a chover bastante e só vou sair amanhã para ir votar. 

Grande abraço. 

Tempestade que varreu tudo na região de Leiria





FINAIS DE VERÃO

Finais de Verão.

🌼O sol esconde-se mais cedo na encosta da serra, os passarinhos regressam aos ninhos e as brincadeiras também terminam com o relógio da torre da Igreja a dar as sete horas.

   Naquele verão de 1976 a cidade da Covilhã vivia um período de intensa transição, marcado pelo rescaldo da revolução e pelo início da consolidação democrática em Portugal, o Sanatório das Penhas da Saúde, embora já em declínio das suas funções originais, continuava a ser um marco visual na subida para a Serra, que já atraía os primeiros grandes grupos de turistas de inverno e desportos de neve e a paisagem era dominada por chaminés e pelo som das máquinas de fiação e tecelagem que ecoavam pelas ribeiras da Goldra e da Carpinteira.

   A diversão dessa altura de Verão era a Piscina Municipal dos Penedos altos, uma ou outra ida ao cinema ou irmos acampar para a nave de Santo António na Serra da Estrela (foto). 
  E que maravilhosos eram esses acampamentos, uma camaradagem excelente, faziam-se amizades e convivia-se sempre na melhor diversão e respeito, só quem lá acampou sabe do que estou a falar, as cantorias, os jogos, os namoros, tudo era bom nesses acampamentos, e as noites bem passadas ao luar? e aos domingos havia missa!

   Na cidade o encontro do pessoal, além do jardim público, era no pelourinho onde o café MONTALTO era a sala de visitas e de estar dos Covilhanenses mais de quem nos visitava. Na época ia muito para o Bairro da estação e frequentava assiduamente o café Primor onde a malta se encontrava na esplanada a conviver no calor da noite. Pelas 11 horas da noite subia o ramal da estação e só parava na minha casa da rua Comendador Campos Melo.

Em breve era o regresso à escola, ,mais ou menos pelo dia 7 de Outubro, as férias estavam quase no fim e em breve ia conhecer colegas novos, era bom conhecer colegas novos quanto aos outros que mudaram de turma já não os ia acompanhar tanto, agora o tempo era outro, a idade marcava mais um ano e o mundo continuava na senda do progresso, o primeiro computador da Apple foi criado por Steve Wozniak e lançado em julho de 1976. Foi um dos primeiros computadores pessoais a vir com uma placa de circuito pré-montada. 
 A JVC lançou o formato VHS no Japão em setembro de 1976, iniciando a "guerra dos formatos" contra o Betamax da Sony. 
A IBM instalou a primeira IBM 3800, a primeira impressora a laser comercial de alta velocidade.

O Mundo pulava e avançava e eu mal dava conta…

Bom dia para todos nós🍀



ANTÓNIO JOSÉ SEGURO A PRESIDENTE!

🌹Apoiei na 1ª volta, muito mais apoio na 2ª.
Pela Democracia, eu voto António José Seguro ✌

Bom dia para todos nós🌹



AJUDA IMEDIATA ÀS VITIMA AFETADAS PELA TEMPESTADE

 🌐As milhares de pessoas que foram afetadas pela tempestade não precisam de apoios morais de sofá, precisam sim de muitos braços de trabalho e ajuda imediata até porque outra tempestade se aproxima.

   Sem luz e sem comunicações e portanto sem internet, os apoios morais de sofá não têm qualquer finalidade a não ser elevar o ego de quem os escreve. As pessoas estão desoladas e precisam de ajuda imediata, felizmente muito ajuda tem chegado de todo o país inclusive muita população anónima que se disponibilizou a irem para os locais atingidos. Não esquecer que além da destruição das casas muitas fábricas foram destruídas o que faz que muita gente tema pelos seus postos de trabalho. O apoio do governo também tem de ser rápido para não acontecer como em muitas outras ocasiões, as pessoas sobretudo as idosas estão desesperadas e precisam de todo o apoio possível mas no terreno e no imediato, não na bancada.

   Já agora porque motivo os canais de televisão que todas as semanas fazem um prémio num montante em euros à custa de chamadas, não faziam um domingo especial com todo o dinheiro a reverter para os municípios afetados?
As vitimas da tempestade não precisam de incitamento de força e coragem, mas sim da ação de todos aqueles que se designarem ajudar no terreno das operações, ou que de outra maneira disponibilizem materiais e bens de forma pessoal ou anónima, esses é que merecem todo o nosso respeito e consideração.
Bem hajam!

Boa noite para todos nós🍀




A VIDA É UMA CONSTANTE APRENDIZAGEM

🌐A vida é uma constante aprendizagem.
Aprendi a concorrer comigo próprio e não com os outros.
Aprendi a não ter medo de me expressar.
Aprendi a não ter medo de errar quando tenho de decidir.
Aprendi que quando se bate no fundo a única forma que tenho para sobreviver é reerguer-me.
Aprendi a bloquear pessoas da minha vida, a separar a semente do mal da semente do bem.
Não ter receio de dizer o que sinto só porque não agrada a todo@s.
Aprendi que os vícios são auto destruição, e mais que isso destrói a vida de quem mais gosta de nós.
Aprendi a dar valor às coisas simples da vida.

🌐Aprendi e continuo a aprender, e vou continuar a errar e aprender com esses erros, vou cair e levantar-me as vezes que for preciso.
Sou feito de carne e osso e por isso vou cansar-me, vou parar, vou sofrer mas desistir nunca!

🌐Estou sempre em Auto reconstrução, nunca é tarde para aprender, para me reorganizar.
Aprendo todos os dias a ser mais forte, mais justo e melhor pessoa.
Vencer na vida é vencer a nós próprios e nunca subir às custas de pisar e humilhar os outros.

O passado ensina, o presente é a prova, o futuro é a avaliação final.

Bom domingo para todos nós🍀



Muito obrigado pela vossa visita

Voltem sempre...