O mistério continua
Já o sol desaparecia por detrás da serra quando os seis amigos continuavam sentados no Miradouro das Portas do Sol. A frase encontrada na caixa parecia ser o fim da aventura… mas o Quim continuava a olhar para o mapa antigo com ar desconfiado.
— Isto não faz sentido — murmurou ele.
— O quê? — perguntou Paulo.
— O meu avô nunca faria um mapa só para dizer uma frase bonita. Ele trabalhou muitos anos na indústria da lã… e conhecia todos os cantos da cidade.
Francisco pegou novamente no papel e aproximou-o da luz do candeeiro do miradouro.
— Esperem… — disse ele — há aqui umas marcas que não tínhamos visto!
Hélder tirou do bolso um pequeno isqueiro e aproximou a chama com cuidado do papel.
De repente começaram a aparecer linhas muito ténues… como se estivessem escritas com tinta invisível.
— Isto agora já parece coisa séria — disse João.
Natércia leu lentamente o que começava a surgir no mapa:
"Quando a sombra da igreja tocar o mercado, procurem onde a água correu sob a lã."
Os seis olharam uns para os outros.
— Água… lã… — repetiu Paulo.
Quim estalou os dedos.
— A ribeira! A antiga ribeira da Carpinteira que passava junto aos estendedores!
Sem perder tempo, desceram novamente pelas ruas antigas da Covilhã. A cidade estava mais silenciosa agora, apenas com algumas luzes acesas nas janelas.
Passaram novamente pela Igreja de Santa Maria, Pelourinho, jardim e rua da Indústria.
Quando chegaram aos antigos Estendedores de Lã da Covilhã, ouviram algo inesperado.
Um barulho metálico.
CLANG…
Todos pararam.
— Ouviram isto? — sussurrou Natércia.
O som vinha das antigas estruturas de ferro dos estendedores. João apontou para uma pedra grande junto ao chão, parcialmente coberta por musgo.
— Aquela pedra não estava ali antes…
Hélder e Paulo aproximaram-se e empurraram-na com esforço. A pedra moveu-se lentamente… revelando um pequeno buraco escuro.
— Parece uma entrada… — disse Francisco.
Quim, com os olhos a brilhar de entusiasmo, pegou na velha lanterna.
— Meus amigos… acho que acabámos de encontrar um túnel antigo.
— Um túnel? — disse Natércia — Debaixo da Covilhã?
Quim iluminou o interior. Via-se uma pequena galeria de pedra, muito antiga.
Na parede, gravado na rocha, estava um símbolo idêntico ao do mapa.
E por baixo, uma frase quase apagada:
"O verdadeiro segredo da cidade está guardado onde poucos se atrevem a entrar."
Os seis ficaram em silêncio.
— Então… — disse João, sorrindo — quem entra primeiro?
O vento frio da noite passou pelos estendedores de lã.
E lá em baixo, no túnel escuro, parecia ouvir-se novamente um som distante…
…como se alguém ou alguma coisa estivesse a mover-se nas profundezas da Covilhã.
— Isto não faz sentido — murmurou ele.
— O quê? — perguntou Paulo.
— O meu avô nunca faria um mapa só para dizer uma frase bonita. Ele trabalhou muitos anos na indústria da lã… e conhecia todos os cantos da cidade.
Francisco pegou novamente no papel e aproximou-o da luz do candeeiro do miradouro.
— Esperem… — disse ele — há aqui umas marcas que não tínhamos visto!
Hélder tirou do bolso um pequeno isqueiro e aproximou a chama com cuidado do papel.
De repente começaram a aparecer linhas muito ténues… como se estivessem escritas com tinta invisível.
— Isto agora já parece coisa séria — disse João.
Natércia leu lentamente o que começava a surgir no mapa:
"Quando a sombra da igreja tocar o mercado, procurem onde a água correu sob a lã."
Os seis olharam uns para os outros.
— Água… lã… — repetiu Paulo.
Quim estalou os dedos.
— A ribeira! A antiga ribeira da Carpinteira que passava junto aos estendedores!
Sem perder tempo, desceram novamente pelas ruas antigas da Covilhã. A cidade estava mais silenciosa agora, apenas com algumas luzes acesas nas janelas.
Passaram novamente pela Igreja de Santa Maria, Pelourinho, jardim e rua da Indústria.
Quando chegaram aos antigos Estendedores de Lã da Covilhã, ouviram algo inesperado.
Um barulho metálico.
CLANG…
Todos pararam.
— Ouviram isto? — sussurrou Natércia.
O som vinha das antigas estruturas de ferro dos estendedores. João apontou para uma pedra grande junto ao chão, parcialmente coberta por musgo.
— Aquela pedra não estava ali antes…
Hélder e Paulo aproximaram-se e empurraram-na com esforço. A pedra moveu-se lentamente… revelando um pequeno buraco escuro.
— Parece uma entrada… — disse Francisco.
Quim, com os olhos a brilhar de entusiasmo, pegou na velha lanterna.
— Meus amigos… acho que acabámos de encontrar um túnel antigo.
— Um túnel? — disse Natércia — Debaixo da Covilhã?
Quim iluminou o interior. Via-se uma pequena galeria de pedra, muito antiga.
Na parede, gravado na rocha, estava um símbolo idêntico ao do mapa.
E por baixo, uma frase quase apagada:
"O verdadeiro segredo da cidade está guardado onde poucos se atrevem a entrar."
Os seis ficaram em silêncio.
— Então… — disse João, sorrindo — quem entra primeiro?
O vento frio da noite passou pelos estendedores de lã.
E lá em baixo, no túnel escuro, parecia ouvir-se novamente um som distante…
…como se alguém ou alguma coisa estivesse a mover-se nas profundezas da Covilhã.
Continua…
Boa tarde para todos nós🍀
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