UMA AVENTURA NAS PORTAS DO SOL - CAPÍTULO I

Grupo dos seis em:
                          UMA AVENTURA NAS PORTAS DO SOL


Numa tarde luminosa na cidade da Covilhã, seis amigos decidiram encontrar-se no famoso Miradouro das Portas do Sol. Paulo foi o primeiro a chegar. Encostado ao muro do miradouro, olhava a serra ao fundo e o casario antigo que descia pela encosta.
— Hoje cheira a aventura — disse Paulo quando viu chegar Francisco e Natércia.
Pouco depois apareceram também Helder, João e o Quim, sempre com um sorriso malandro como quem já traz uma ideia na cabeça.
— Ouçam — disse Quim, baixando a voz — encontrei um papel antigo no sótão do meu avô. Parece um mapa da Covilhã… e começa aqui, nas Portas do Sol.
Todos se aproximaram. O papel tinha marcas e desenhos que indicavam vários pontos da cidade.
— A primeira pista fala do “coração da cidade onde os comerciantes se encontram” — leu Natércia.
— Isso só pode ser o Mercado Municipal da Covilhã! — disse João.
E lá foram eles, descendo as ruas estreitas e animadas da cidade.
No mercado, entre bancas de fruta, peixe e legumes, perguntaram a um vendedor mais velho se conhecia algo sobre o mapa. O homem sorriu e apontou para o verso do papel.
— A próxima pista fala de uma igreja antiga — disse Helder.
Todos sabiam qual era. Caminharam até à imponente Igreja de Santa Maria. Lá dentro, o silêncio contrastava com a agitação do mercado. Francisco reparou numa pequena inscrição num banco antigo.
— Olhem! Aqui está outro símbolo igual ao do mapa!
A pista seguinte levava-os à antiga Casa dos Magistrados. O edifício parecia guardar histórias de outros tempos. Atrás de uma pedra solta encontraram outro pedaço de papel.
— Agora diz para subir… — murmurou Natércia.
Subiram então pelas históricas Escadas do Castelo da Covilhã. Já um pouco cansados, chegaram ao topo.
— E agora? — perguntou Paulo.
Foi Quim quem reparou num desenho no mapa que parecia lã pendurada.
— Esperem… isso só pode ser nos antigos Estendedores de Lã da Covilhã!
Correram até lá. Entre as estruturas onde antigamente se secava a lã da indústria têxtil da cidade, encontraram uma pequena caixa escondida.
João abriu-a devagar.
Dentro estava apenas uma placa de madeira antiga com uma frase gravada:
"O verdadeiro tesouro é conhecer a história da nossa cidade e partilhá-la com os amigos."
Durante alguns segundos ficaram em silêncio. Depois começaram todos a rir.
— Então andámos pela Covilhã inteira… — disse Helder.
— …e afinal o tesouro era a própria cidade — completou Natércia.
O sol começava a descer e decidiram voltar ao Miradouro das Portas do Sol. Sentados a olhar a paisagem, perceberam que tinham vivido uma pequena aventura… daquelas que ficam para sempre na memória.
E o Quim, já a dobrar o mapa antigo, disse:
— Aposto que ainda há muitos segredos escondidos nesta cidade.
E todos concordaram.
Continua…
--------------------------------------------------------------------------
Bom dia para todos nós🍀



Sem comentários:

Muito obrigado pela vossa visita

Voltem sempre...