A cidade acordava cedo e quase toda a gente corria para a “Praça”.
As ruas enchiam-se de passos apressados, vozes cruzadas e alcofas na mão.
As ruas enchiam-se de passos apressados, vozes cruzadas e alcofas na mão.
Eu ia pela mão da minha mãe, atravessava o Pelourinho ao sinal do sinaleiro e entrava naquela confusão maravilhosa da Rua António Augusto de Aguiar.
Na Praça havia de tudo:
pinhões, tremoços, peixe fresco, hortaliças…
e sobretudo vida.
pinhões, tremoços, peixe fresco, hortaliças…
e sobretudo vida.
As vendedeiras conheciam as pessoas pelo nome.
Os clientes conversavam uns com os outros.
E nós, miúdos, andávamos colados às mães para não nos perdermos naquele mar de pernas. 😀
Os clientes conversavam uns com os outros.
E nós, miúdos, andávamos colados às mães para não nos perdermos naquele mar de pernas. 😀
As tascas enchiam logo de madrugada, os autocarros vinham carregados da Aldeia do Carvalho e o comércio vivia em pleno.
Hoje talvez tenhamos mais conforto…
mas dificilmente voltaremos a ter aquela proximidade humana, aquela simplicidade e aquele sentimento de comunidade.
mas dificilmente voltaremos a ter aquela proximidade humana, aquela simplicidade e aquele sentimento de comunidade.
A velha Praça não era apenas um mercado.
Era o coração da cidade a bater. 💛
Era o coração da cidade a bater. 💛
Bom dia de sábado para todos nós🍀
Sem comentários:
Enviar um comentário