O FUTURO QUE IMAGINÁMOS… E O MUNDO QUE ENCONTRÁMOS

Quando, em 1973, a professora Ivone nos pediu um desenho sobre o ano 2000, a minha imaginação voou mais depressa do que qualquer avião.

Desenhei carros voadores.
Imaginei teletransportes.
Sonhei com cidades futuristas como as das séries e filmes que víamos na televisão.

Mais tarde apareceu Espaço 1999 na RTP e a minha cabeça voltou a viajar para um futuro cheio de tecnologia, máquinas incríveis e descobertas sem limites.

Naquele tempo acreditávamos que o futuro seria quase mágico.

E a verdade é que muita coisa mudou.
Vieram os computadores, os telemóveis, a internet, a inteligência artificial… coisas que em 1973 pareciam impossíveis.

Estamos em 2026.
E apesar de toda a evolução tecnológica, continuo à espera da maior invenção de todas:

Mais humanidade.

Porque o mundo evoluiu muito nas máquinas…
mas, por vezes, parece ter desaprendido o essencial:
o respeito, a empatia, a solidariedade e a capacidade de olhar verdadeiramente pelos outros.

Hoje, se me pedissem novamente um desenho sobre 1973, talvez eu não desenhasse carros voadores.

Desenharia algo muito mais raro nos dias de hoje:
um senhor de fato cinzento e uma criança de calções e sandálias, de mãos dadas num jardim da cidade.

Porque há valores antigos que nunca deveriam sair de moda.
E talvez o verdadeiro futuro não esteja na tecnologia…
mas sim em conseguirmos voltar a ser mais humanos uns para os outros. 

Bom domingo para todos nós 🍀







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