eram união, amizade e ruas cheias de vida.
Qualquer esquina servia de arraial.
Bastavam umas bandeirinhas, uma grafonola, uma fogueira acesa e meia dúzia de vizinhos com vontade de conviver.
Bastavam umas bandeirinhas, uma grafonola, uma fogueira acesa e meia dúzia de vizinhos com vontade de conviver.
Ainda hoje sinto o cheiro da sardinha assada a espalhar-se pelas ruas do Batoréu e da Nogueira dos Frades.
O pão numa mão, a sardinha na outra… e pelo meio os saltos à fogueira e os risos que ecoavam noite dentro.
O pão numa mão, a sardinha na outra… e pelo meio os saltos à fogueira e os risos que ecoavam noite dentro.
Os mais velhos passeavam de bailarico em bailarico, cumprimentavam-se todos pelo nome e ninguém ficava sozinho.
A cidade parecia uma grande família.
A cidade parecia uma grande família.
Na Avenida Frei Heitor Pinto havia a famosa barraquinha do Sr. Torrão, onde comprávamos bombinhas e pequenas loucuras de miúdos para celebrar o São João.
E quem não se lembra dos grilos e das gaiolas compradas na Casa Carrola ou na Casa Cardona?
E quem não se lembra dos grilos e das gaiolas compradas na Casa Carrola ou na Casa Cardona?
Hoje temos marchas bonitas, palcos maiores e festas mais modernas…
mas perdeu-se muito da alma daqueles tempos.
mas perdeu-se muito da alma daqueles tempos.
Perdeu-se o espírito bairrista.
A partilha entre vizinhos.
A simplicidade das pessoas.
A felicidade das coisas pequenas.
A partilha entre vizinhos.
A simplicidade das pessoas.
A felicidade das coisas pequenas.
Naquele tempo havia menos dinheiro…
mas havia mais portas abertas, mais gargalhadas sinceras e mais humanidade.
mas havia mais portas abertas, mais gargalhadas sinceras e mais humanidade.
E eu sinto-me privilegiado por ter vivido esses anos, porque certas memórias não envelhecem — ficam acesas dentro de nós como uma eterna fogueira de São João.
Humildes, mas felizes.
Era assim a minha Covilhã.
Era assim a minha Covilhã.
Bom dia para todos nós 🍀
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