UMA AVENTURA NAS PORTAS DO SOL - CAPÍTULO III

                                             CapĂ­tulo III
                        O Segredo das FĂĄbricas de LanifĂ­cios


O silĂȘncio tomou conta do grupo enquanto todos olhavam para a entrada escura do tĂșnel junto aos antigos Estendedores de LĂŁ da CovilhĂŁ.
— Isto parece coisa de filme… — murmurou NatĂ©rcia.
Quim iluminou o interior com a lanterna de pilhas. O tĂșnel era estreito, feito de pedra antiga e com marcas de humidade. O ar tinha um cheiro forte a terra e a lĂŁ molhada.
— Aposto que isto tem a ver com as fĂĄbricas antigas — disse Francisco.
— As fĂĄbricas de lanifĂ­cios? — perguntou JoĂŁo.
Hélder assentiu.
— Antigamente a CovilhĂŁ estava cheia delas. A ĂĄgua da ribeira fazia mover as mĂĄquinas. Talvez estes tĂșneis servissem para transportar ĂĄgua… ou atĂ© mercadorias.
Paulo respirou fundo.
— EntĂŁo vamos descobrir.
Um a um, entraram no tĂșnel.
Durante alguns minutos caminharam lentamente, iluminando as paredes antigas. De repente, o tĂșnel começou a subir ligeiramente e terminou numa pequena porta de ferro enferrujada.
Quim empurrou.
A porta abriu com um ranger longo.
Do outro lado apareceu o interior de um enorme edifĂ­cio abandonado.
— Uau… — disse NatĂ©rcia em voz baixa.
Estavam dentro de uma antiga fĂĄbrica de lanifĂ­cios.
Måquinas gigantes cobertas de pó ocupavam o espaço. Correias de couro pendiam do teto. No chão havia restos de fios de lã espalhados como se o tempo tivesse parado ali.
— Isto deve ter sido uma das antigas fĂĄbricas da cidade — disse HĂ©lder.
Paulo apontou para uma placa enferrujada na parede.
— Aqui diz FĂĄbrica de LanifĂ­cios – 1898.
O vento entrava por janelas partidas, fazendo algumas chapas de metal bater lentamente.
CLANG… CLANG…
— Foi este o barulho que ouvimos antes — disse JoĂŁo.
De repente Francisco reparou numa coisa estranha.
— Olhem para o chĂŁo…
Havia pegadas recentes na poeira.
Todos ficaram imĂłveis.
— AlguĂ©m esteve aqui… hĂĄ pouco tempo — sussurrou NatĂ©rcia.
Quim aproximou a lanterna das pegadas.
— E nĂŁo foi sĂł uma pessoa…
Nesse momento ouviram um ruĂ­do vindo do fundo da fĂĄbrica.
Uma luz fraca acendeu-se por um instante… e voltou a apagar-se.
— Viram aquilo?! — disse Helder.
Paulo apertou os olhos tentando ver melhor.
Ao fundo da nave industrial, entre mĂĄquinas antigas e teares enferrujados, parecia haver movimento.
JoĂŁo falou muito baixinho:
— Talvez nĂŁo sejamos os Ășnicos a seguir o mapa…
O grupo aproximou-se devagar.
No fundo da fĂĄbrica encontraram outra porta antiga. Por cima estava gravado outro sĂ­mbolo igual ao do mapa.
E por baixo, outra frase:
"Onde o som dos teares parou, a histĂłria ainda respira."
Quim tentou abrir a porta.
Mas estava trancada.
Foi entĂŁo que ouviram passos… atrĂĄs deles.
Passos lentos.
Vindos da escuridĂŁo da fĂĄbrica abandonada.
Natércia virou-se devagar.
E na entrada da fĂĄbrica apareceu uma silhueta…
Alguém que parecia conhecer aquele lugar muito melhor do que eles.

Continua…
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