A Covilhã era, nessa altura, uma verdadeira cidade operária. Logo pela manhã, os grupos de operários dirigiam-se para as fábricas, enquanto outros faziam o percurso inverso, regressando a casa depois de uma noite de trabalho.
O Café Danúbio, de que o meu saudoso pai era proprietário, abria portas pelas seis da manhã. O meu pai, além do café, era também motorista de carros de praça, e quem permanecia mais tempo no estabelecimento era a minha avó, a Dona Maria da Trave Grossa, nome que lhe ficou de uma taberna que tivera em tempos.
O Café Danúbio, de que o meu saudoso pai era proprietário, abria portas pelas seis da manhã. O meu pai, além do café, era também motorista de carros de praça, e quem permanecia mais tempo no estabelecimento era a minha avó, a Dona Maria da Trave Grossa, nome que lhe ficou de uma taberna que tivera em tempos.
Lembro-me particularmente de um daqueles dias de novembro. Levantei-me cedo e, pela casa, ainda circulava o fumo do tabaco Kart, a marca que o meu pai fumava.
Enquanto me preparava para ir tomar o pequeno-almoço, ouvi a sirene dos Bombeiros tocar.
Era um toque intermitente (tipo choro).
Naqueles tempos, nós, miúdos, sabíamos distinguir os diferentes toques da sirene. Quando era intermitente, normalmente significava incêndio numa habitação ou acidente. Havia também o toque mais longo, geralmente associado a incêndios em mato ou a ocorrências consideradas menos urgentes.
Enquanto me preparava para ir tomar o pequeno-almoço, ouvi a sirene dos Bombeiros tocar.
Era um toque intermitente (tipo choro).
Naqueles tempos, nós, miúdos, sabíamos distinguir os diferentes toques da sirene. Quando era intermitente, normalmente significava incêndio numa habitação ou acidente. Havia também o toque mais longo, geralmente associado a incêndios em mato ou a ocorrências consideradas menos urgentes.
E, mal ouvia a sirene, eu não pensava duas vezes: saía disparado!
Subia as Escadas do Fael, seguia pela Rua Rui Faleiro, atravessava a Travessa do Postiguinho e lá estava eu, em frente ao quartel dos Bombeiros, à espera de ver sair as viaturas.
Os adultos perguntavam aos Bombeiros onde era o fogo ou o acidente e eu, sempre atento, ficava logo a saber a informação. Depois, regressava ao Danúbio e fazia questão de contar aos clientes onde tinha acontecido a ocorrência.
Era uma espécie de repórter de bairro, ainda sem saber que, muitos anos mais tarde, haveria de gostar tanto de contar histórias e memórias da minha cidade.
Subia as Escadas do Fael, seguia pela Rua Rui Faleiro, atravessava a Travessa do Postiguinho e lá estava eu, em frente ao quartel dos Bombeiros, à espera de ver sair as viaturas.
Os adultos perguntavam aos Bombeiros onde era o fogo ou o acidente e eu, sempre atento, ficava logo a saber a informação. Depois, regressava ao Danúbio e fazia questão de contar aos clientes onde tinha acontecido a ocorrência.
Era uma espécie de repórter de bairro, ainda sem saber que, muitos anos mais tarde, haveria de gostar tanto de contar histórias e memórias da minha cidade.
Lembro-me também de que o jipe saía logo, normalmente com o comandante, e depois começavam a sair as chamadas “bombas”, uma atrás da outra, à medida que os bombeiros iam chegando ao quartel.
E eu ficava ali.
Só arredava pé quando o último carro saía.
Eu e muitos outros “mirones” que, naquela época, se juntavam em frente ao quartel para acompanhar aquele movimento.
Hoje, tantos anos depois, sempre que ouço uma sirene de Bombeiros, é impossível não recuar no tempo.
Volto a ver aquele miúdo a correr pelas ruas da Covilhã, cheio de curiosidade, a querer saber onde era o fogo, quem tinha precisado de ajuda e para onde tinham partido aquelas viaturas vermelhas.
Mas, acima de tudo, volto a lembrar-me de homens e mulheres que, muitas vezes sem sabermos os seus nomes, saíam de casa deixando para trás a família, o trabalho e a tranquilidade, para correrem em auxílio de quem precisava.
E eu ficava ali.
Só arredava pé quando o último carro saía.
Eu e muitos outros “mirones” que, naquela época, se juntavam em frente ao quartel para acompanhar aquele movimento.
Hoje, tantos anos depois, sempre que ouço uma sirene de Bombeiros, é impossível não recuar no tempo.
Volto a ver aquele miúdo a correr pelas ruas da Covilhã, cheio de curiosidade, a querer saber onde era o fogo, quem tinha precisado de ajuda e para onde tinham partido aquelas viaturas vermelhas.
Mas, acima de tudo, volto a lembrar-me de homens e mulheres que, muitas vezes sem sabermos os seus nomes, saíam de casa deixando para trás a família, o trabalho e a tranquilidade, para correrem em auxílio de quem precisava.
É por isso que hoje quero deixar uma palavra de enorme respeito, gratidão e reconhecimento a todos os Bombeiros.
Aos que estão no ativo, aos que já vestiram essa farda e a todos aqueles que, ao longo dos anos, deram o melhor de si pela nossa comunidade, o meu muito obrigado!
E, de forma muito especial, uma merecida homenagem à nossa corporação dos Bombeiros Voluntários da Covilhã, homens e mulheres que continuam a honrar uma missão que merece todo o nosso respeito e admiração.
Aos que estão no ativo, aos que já vestiram essa farda e a todos aqueles que, ao longo dos anos, deram o melhor de si pela nossa comunidade, o meu muito obrigado!
E, de forma muito especial, uma merecida homenagem à nossa corporação dos Bombeiros Voluntários da Covilhã, homens e mulheres que continuam a honrar uma missão que merece todo o nosso respeito e admiração.
Ser Bombeiro é muito mais do que vestir uma farda.
É ter coragem para correr quando todos os outros fogem.
É estar disponível para ajudar, muitas vezes sem saber o que vai encontrar.
É salvar, proteger e, tantas vezes, dar a própria vida pelos outros.
É ter coragem para correr quando todos os outros fogem.
É estar disponível para ajudar, muitas vezes sem saber o que vai encontrar.
É salvar, proteger e, tantas vezes, dar a própria vida pelos outros.
A todos os Bombeiros Voluntários da Covilhã, o meu sincero e sentido OBRIGADO
Porque depois de um dia a cuidar dos outros, também os nossos Bombeiros merecem que alguém cuide deles.
Bom dia para todos nós 🍀
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