PARA TODO FIM, UM RECOMEÇO

Este texto é simplesmente maravilhoso e cativante que dedico aos meus amigo(a)s, esses amigo(a)s que basta um olhar para entenderem as palavras, basta um toque para sentir as emoções...sei que alguém entende isto...

"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço."


O pequeno príncipe

SPORTING CAMPEÃO NACIONAL DE HÓQUEI EM PATINS

30 anos depois, o sonho tornou-se realidade: Sporting vence FC Porto e sagra-se campeão de hóquei

Esta temporada, reforçado com o argentino Matías Platero, o espanhol Toni Pérez e os portugueses Henrique Magalhães e Vítor Hugo, que se juntaram a Ângelo Girão, Zé Diogo, João Pinto, Caio, Ferrant Font e Pedro Gil, o Sporting conseguiu finalmente aquilo que andava à procura há quatro anos: ser regular no Campeonato. Ao longo de 24 jornadas, os leões tiveram apenas uma derrota (2-1 no Dragão com o FC Porto) e dois empates (3-3 com o Benfica em Alvalade e 2-2 em Barcelos), dando um passo importante no fim-de-semana passado ao vencer o Benfica por claros 7-4 naquele que foi o jogo mais importante do título até pelo ligeiro favoritismo com que os encarnados partiam.


APRESENTAR ARMAS

12 de Setembro de 1983.
Acordei cedo, cedo demais para os meus gostos e lá em casa tudo acordou nessa hora, o filho e neto amado iria assentar "praça" em Castelo Branco. Nove anos e tal depois do 25 de Abril tinha a certeza que não ia para a guerra colonial mas mesmo assim tinha de aguentar dezasseis longos meses.
Despedi-me da minha mãe e avó que ficaram com uma lagrimazita no canto do olho e segui até casa do meu amigo Francisco Guimas, (ali para os lados da fonte das galinha), ele que já era militar desde Janeiro. Uma coisa que não esqueço é o Francisco colocar um disco do Simon & Garfunkel pois na opinião dele ia sentir-me mais bem disposto. Quando chegamos à estação dos caminhos de ferro da Covilhã já se encontravam dezenas de militares que esperavam o comboio com destino a vários pontos do país ( Castelo Branco, Abrantes, Santarém, Entroncamento, etc),dentro da carruagem era uma barulheira infernal até porque nós éramos os "macaricos" portanto alvo da praxe dos mais velhos.
No primeiro dia só tinha de entrar na parte da tarde no quartel, tive que passar o tempo às voltas em Castelo Branco e só depois de almoçar bem é que me apresentei. Ao passar a porta de armas encontrei um enorme quartel, um graduado chegou-se ao pé de mim e mandou-me para o local de entrega de fardas...lá tive direito a botas, farda º 2, farda nº 3 , boina, roupa interior, gravata...com direito a aviso: se danificar ou perder alguma peça tinha de a pagar no espólio...a seguir fomos para a caserna onde me estava reservada a cama de baixo, no armário coloquei o fardamento e algumas das coisas que levara da Covilhã e depois seguimos para a parada onde fomos informados que no dia seguinte íamos fazer uns testes médicos de rotina para começarmos a recruta.
A tarde passou-se a correr, da parada seguimos para a primeira refeição no Regimento de Infantaria de Castelo Branco, aquele jantar ainda hoje me ficou na rotina, nada tinha a ver com as refeições caseiras da minha mãe, era aí que começávamos a dar o valor às coisas., fui para a cama a saber que ao outro dia de manhã ia acordar com o toque de despertar bem cedinho...e foi assim o meu primeiro dia de serviço militar obrigatório.
Dois apontamentos passados estes anos. A tropa (ao contrário do que se diz) não fez de mim mais Homem.
2º: Nunca esqueço aquela manhã em que fazíamos preparação física com arma, chovia torrencialmente, iam a passar duas senhoras e diz uma para a outra com a voz embargada..." Anda uma Mãe a criar um filho com tanto carinho para isto"...esta ficou-me cá até hoje.
Foi assim em 1983...

Muito obrigado pela vossa visita

Voltem sempre...