2015 ALI TÃO PERTO...

Quando em 1973, no ciclo preparatório a professora Ivone (de Desenho) nos mandou fazer um desenho sobre o ano 2000 eu fiquei fascinado. Não demorei muito a por a imaginação a funcionar e tal e qual  mais tarde fez o autor de "Regresso ao Futuro" desenhei um carro voador, como suponha que existissem 27 anos depois.
Anos mais tarde começou a dar na RTP 1 a fantástica série Espaço 1999 e mais uma vez lá comecei eu a imaginar o mundo nessa altura. Aos carros voadores acrescentei os tele-transportes já vistos na série, os anos foram passando e comecei a aperceber-me que afinal a evolução não era tão rápida, só muito tempo depois apareciam os telemóveis e os computadores o que já me aproximava um pouco da minha imaginação de 1973. 
Entramos à três dias em 2015. O Espaço 1999 já lá vai e 15 anos se passaram da mudança do século. Carros Voadores? Ainda acredito mas agora não sei se será na minha existência.Tele-Transporte? Também acredito mas prevejo para muito mais tarde...o que eu queria mesmo era que houvesse mais humanidade, mais justiça,mais solidariedade no país e no mundo. Se hoje  me mandassem fazer um desenho sobre 1973 desenhava um senhor de fato cinzento e uma criança de calções e sandálias de mãos dadas no jardim da cidade. É que hoje pode haver muita evolução mas o respeito é muito bonito...
Feliz 2015!

ESPÍRITO NATALICIO


O Natal não é uma data, é um estado de espírito. Se nos sentimos bem no Natal então aproveitemos a embalagem para o ano inteiro e demos um pouco de nós a quem precisa ainda mais...Isso é o verdadeiro espírito natalício.

HISTÓRIAS

É difícil esquecer o local onde nasci, as brincadeiras na rua, no jardim com os seus lindos canteiros, os cheiros das estações…
Não esqueço as minhas idas a São Silvestre para brincar com os meus amigos na escola central, (nos tempos em que ainda era passagem pública). Saía de casa e para passar a passadeira que se situava em frente ao "Montiel", (esperava o sinal do policia sinaleiro) e só depois é que me ponha a correr até ao largo da capela S. Silvestre.
Naquele tempo o comércio era muito frequentado, na mercearia do Sr. Raúl Paiva muitas vezes lá fui buscar as compras que a minha mãe ou avó lá tinham encomendado, em frente ao jardim público estava a padaria com a D. São a atender os clientes sempre com muita simpatia e ainda na "minha rua" (Comendador Campos Melo) além do café dos meus pais ( Danúbio) paredes meias com o café Montanha que era a data proprietário o Sr. Laranjo, a Casa Diniz onde ainda conheci o pai do Sr. Manuel, o Sr. Santos da Livraria Nacional também uma prestigiada casa na altura, O Sr Zeca da Pinheira da Casa Zeca, o Sr. Pombo, O Sr. Paraíso, Casa Fael que felizmente ainda existe, O Sr. Mendes da Farmácia, Sr. Esteves, Sr. Gabinete,
Sr. Cardona e muitos outros, onde não posso esquecer o Orfeão da Covilhã que eu frequentei em aulas de piano e o Banco Lisboa e Açores agora Totta e lá no fundo o café Leitão. 
Ás 5h30 já se ouviam na rua os operários que iam para as imensas fábricas da Cidade, a mota do padeiro e meia hora depois o primeiro autocarro que vinha da Aldeia do Carvalho. 
A esta distância dá-me a impressão que as pessoas nessa altura (apesar de terem menos meios económicos que hoje) eram mais felizes. Como não existiam as tecnologias que há hoje, brincávamos mais à bola e outros jogos ao ar livre enquanto os adultos conversavam nos cafés onde se reuniam depois das refeições.
No Natal todos nos reuníamos em família, e alguns  saíam para a missa do galo na Igreja de São Francisco ou para a fogueira. 
Quando passo na rua sinto uma certa nostalgia e pena por ver tantos estabelecimentos encerrados que outrora fizeram sucesso mas continuará a ser a rua onde eu nasci, a "minha" rua…


SIMPLICIDADE

Natal: Uma casa, uma mesa, uma família, muito amor e o sorriso de uma criança.
O Natal deve ser simples, tão simples como o menino que nasceu num estábulo...

BALADA DA NEVE



Um dos mais lindos poemas que algum dia li...


Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…

E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.

Augusto Gil 

DAR O MELHOR QUE TIVER DENTRO DE SI...

Ninguém espere conseguir algo por palavras milagreiras e promessas vãs.




A única maneira de "ir à luta" é arregaçar as mangas e dar o melhor que tiver dentro de si...

ESPERANÇA, PAZ E AMOR



Feliz dos Homens para quem o Natal é símbolo de esperança, paz e amor. Quem apregoa o bem não tem tempo para fazer o mal. Um sorriso vale mais que mil palavras.

Muito obrigado pela vossa visita

Voltem sempre...