O final do mistério
O grupo ficou algum tempo em silêncio no Miradouro das Portas do Sol. A noite tinha caído completamente sobre a Covilhã e as luzes da cidade brilhavam espalhadas pela encosta.
O velho António encostou-se ao muro do miradouro e olhou para baixo, para as ruas antigas.
— Quando eu era jovem — começou ele — estas ruas estavam cheias de vida. As fábricas de lanifícios trabalhavam dia e noite. O som dos teares ouvia-se por toda a cidade.
Hélder imaginava as fábricas cheias de trabalhadores.
— E os túneis? — perguntou.
— Serviam para muita coisa — respondeu António. — Para levar água da ribeira às fábricas, para transportar lã, e até para fugir em tempos difíceis.
Quim abriu novamente o mapa antigo.
— Então este mapa foi feito para guardar essa memória?
O velho assentiu.
— O meu amigo… o teu avô… tinha medo que estas histórias desaparecessem quando as fábricas fechassem. Por isso quis criar uma espécie de jogo… uma aventura… para que alguém voltasse a percorrer estes lugares.
Natércia sorriu.
— E resultou.
João olhou para a cidade.
— Passámos pelo Mercado Municipal da Covilhã, pela Igreja de Santa Maria, pelas antigas fábricas… e pelos estendedores de lã.
— E acabámos exatamente onde tudo começou — disse Francisco.
Paulo respirou o ar fresco da noite.
— Nas Portas do Sol.
António tirou do bolso um pequeno objeto embrulhado num pano antigo.
— Ainda falta uma coisa.
Colocou o objeto nas mãos de Quim.
Quando o pano foi aberto, apareceu uma pequena medalha antiga de bronze. Nela estava gravado um tear e a data 1898.
— Isto pertenceu ao primeiro mestre tecelão daquela fábrica onde estiveram — explicou António. — Quero que fiquem com ela.
— Mas porquê nós? — perguntou Natércia.
O velho sorriu.
— Porque foram curiosos. Porque caminharam pela cidade para descobrir a sua história. E porque perceberam que o verdadeiro tesouro não estava escondido numa caixa.
Paulo levantou a medalha à luz do candeeiro.
— Está aqui… — disse ele.
— A história da Covilhã — completou Hélder.
O vento soprou suavemente pelo miradouro, como se trouxesse ecos distantes das antigas fábricas e dos teares que um dia deram vida à cidade.
O velho António começou a afastar-se devagar pelas ruas estreitas.
— Espere! — chamou João. — Voltaremos a vê-lo?
António virou-se apenas uma vez.
— A cidade é cheia de histórias… quando precisarem de ajuda para encontrar outra, talvez eu apareça.
E desapareceu na noite.
Os seis amigos ficaram novamente sozinhos no miradouro. Lá em baixo, a cidade continuava viva.
Quim guardou cuidadosamente o mapa e a medalha.
— Sabem uma coisa? — disse ele.
— O quê? — perguntaram os outros.
— Acho que a Covilhã ainda tem muitos segredos escondidos.
Paulo sorriu.
— Então vamos continuar a procurá-los.
E assim terminou aquela aventura que começou no alto das Portas do Sol, mas que lhes mostrou algo muito mais importante:
que cada rua, cada escada e cada fábrica antiga guarda pedaços da memória de uma cidade.
E enquanto houver quem queira escutá-las…
essas histórias nunca desaparecerão.
O velho António encostou-se ao muro do miradouro e olhou para baixo, para as ruas antigas.
— Quando eu era jovem — começou ele — estas ruas estavam cheias de vida. As fábricas de lanifícios trabalhavam dia e noite. O som dos teares ouvia-se por toda a cidade.
Hélder imaginava as fábricas cheias de trabalhadores.
— E os túneis? — perguntou.
— Serviam para muita coisa — respondeu António. — Para levar água da ribeira às fábricas, para transportar lã, e até para fugir em tempos difíceis.
Quim abriu novamente o mapa antigo.
— Então este mapa foi feito para guardar essa memória?
O velho assentiu.
— O meu amigo… o teu avô… tinha medo que estas histórias desaparecessem quando as fábricas fechassem. Por isso quis criar uma espécie de jogo… uma aventura… para que alguém voltasse a percorrer estes lugares.
Natércia sorriu.
— E resultou.
João olhou para a cidade.
— Passámos pelo Mercado Municipal da Covilhã, pela Igreja de Santa Maria, pelas antigas fábricas… e pelos estendedores de lã.
— E acabámos exatamente onde tudo começou — disse Francisco.
Paulo respirou o ar fresco da noite.
— Nas Portas do Sol.
António tirou do bolso um pequeno objeto embrulhado num pano antigo.
— Ainda falta uma coisa.
Colocou o objeto nas mãos de Quim.
Quando o pano foi aberto, apareceu uma pequena medalha antiga de bronze. Nela estava gravado um tear e a data 1898.
— Isto pertenceu ao primeiro mestre tecelão daquela fábrica onde estiveram — explicou António. — Quero que fiquem com ela.
— Mas porquê nós? — perguntou Natércia.
O velho sorriu.
— Porque foram curiosos. Porque caminharam pela cidade para descobrir a sua história. E porque perceberam que o verdadeiro tesouro não estava escondido numa caixa.
Paulo levantou a medalha à luz do candeeiro.
— Está aqui… — disse ele.
— A história da Covilhã — completou Hélder.
O vento soprou suavemente pelo miradouro, como se trouxesse ecos distantes das antigas fábricas e dos teares que um dia deram vida à cidade.
O velho António começou a afastar-se devagar pelas ruas estreitas.
— Espere! — chamou João. — Voltaremos a vê-lo?
António virou-se apenas uma vez.
— A cidade é cheia de histórias… quando precisarem de ajuda para encontrar outra, talvez eu apareça.
E desapareceu na noite.
Os seis amigos ficaram novamente sozinhos no miradouro. Lá em baixo, a cidade continuava viva.
Quim guardou cuidadosamente o mapa e a medalha.
— Sabem uma coisa? — disse ele.
— O quê? — perguntaram os outros.
— Acho que a Covilhã ainda tem muitos segredos escondidos.
Paulo sorriu.
— Então vamos continuar a procurá-los.
E assim terminou aquela aventura que começou no alto das Portas do Sol, mas que lhes mostrou algo muito mais importante:
que cada rua, cada escada e cada fábrica antiga guarda pedaços da memória de uma cidade.
E enquanto houver quem queira escutá-las…
essas histórias nunca desaparecerão.
🌿FIM🌿
Bom dia para todos nós🍀
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